<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467</id><updated>2012-01-05T10:24:05.432-08:00</updated><title type='text'>Biologia Evolutiva</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-3483862627710927329</id><published>2007-07-06T17:08:00.000-07:00</published><updated>2007-12-24T20:18:41.686-08:00</updated><title type='text'>Os dois paradigmas sobre a origem da vida</title><content type='html'>As teorias sobre como a vida se originou de matéria não-viva se enquadram em duas classes gerais: (a) replicador primordial, na qual uma grande molécula capaz de se replicar (como o RNA) foi formada por acaso; (b) metabolismo primordial, na qual pequenas moléculas formaram uma rede em evolução de reações estimuladas por uma fonte de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o segundo caso, Robert Shapiro já disse que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu chamo esta transformação-chave de reação propulsora porque ela serve como motor que promove o processo de organização.Se B apenas se converter em A ou escapar do compartimento, nós não estaríamos no caminho que leva a maior organização.Por outro lado, se um caminho químico de múltiplos passos-digamos B para C para D para A-reconverter A em B, então os passos neste processo circular(ou ciclo) seriam favoráveis a uma operação contínua porque reabasteceriam a disponibilidade de A, permitindo a utilização contínua da liberação de energia pela reação mineral."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados de Günter Wächtershäuser demostraram que partes de um ciclo envolvendo a combinação e separação de aminoácidos na presença sulfetos metálicos catalisadores.A energia foi fornecida pela oxidação do monóxido de carbono em dióxido de carbono.Os pesquisadores não demonstraram a operação de um ciclo completo, capacidade de se auto-sustentar e evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma reportagem citada é dito que Stuart Kauffman , Doron Lancet e outros usam simulações em computador para ilustrar a viabilidade de ciclos de reação auto-sustentáveis. Tais simulações não especificam as misturas químicas exatas e as condições de reação necessárias para o estabelescimento de redes químicas auto-sustentáveis. Nós não conhecemos todos os caminhos de reação abertos para misturas de compostos orgânicos simples, muito menos suas constantes termodinâmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão de alguns especialistas sobre a abiogênese, o paradigma do RNA primordial está morto, porque aparecimento de uma grande molécula capaz de se autocopiar a partir de uma sopa de nucleotídeos é altamente improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe um porém, na visão de Shapiro. A ribose permaneceu por muito tempo impossível de ser sintetizada em experiências de laboratório. Stanley Miller observou que a instabilidade da ribose derivada de seu grupo carbonil impede o uso da ribose e outros açúcares como reagentes pré-bióticos. Mas num cenário pré-biótica cheio de minerais cotendo boro estabilizaria carboidratos como a ribose, além do borato fornecer eventualmente um papel para impedir a decomposição da ribose.Isso mostra o quanto é arriscado a descartar linhas de pesquisa apenas porque algumas de suas peças problemas ainda não foram solucionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ainda faltam a descrição dos processos sobre a evolução pré-biótica posteriores, que são quase que completamente desconhecidos. Isso dá margem a alguns criacionistas ( assumidos ou envergonhados) proclamarem a decadência da "ciência materialista". Mas, basicamente, alguns fundamentam sua argumentação assim: "oh, esse processo é complexo demais, aqui está uma prova que a matéria não-viva não pode evoluir". E noto que seria muito difícil que este tipo de argumentador viesse a estimar tal improbabilidade a partir das leis da física e da bioquímica. Muito se suspende o juízo acerca das probabilidades de formação espontânea de uma molécula auto-replicante com capacidade metabólica por causa da ignorância da química relevante para alguns processos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma origem mais simples da vida", por Robert Shapiro; SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, julho de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-3483862627710927329?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/3483862627710927329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=3483862627710927329' title='32 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3483862627710927329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3483862627710927329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/07/os-dois-paradigmas-sobre-origem-da-vida.html' title='Os dois paradigmas sobre a origem da vida'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7369296825275558269</id><published>2007-06-26T17:39:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T18:04:35.695-07:00</updated><title type='text'>Cientistas encontram vestígios de pingüins gigantes no Peru</title><content type='html'>da Folha Online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pingüins gigantes viveram no atual Peru há mais de 40 milhões de anos. A data é anterior às previsões dos cientistas sobre a disseminação da espécie para áreas mais quentes, que acreditavam que isto havia ocorrido há cerca de 10 milhões anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecidos por sua presença na Antártida, os pingüins vivem hoje em diversas ilhas no Hemisfério Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição on-line da revista &lt;a href="http://www.pnas.org/" target="_blank"&gt;"Proceedings of the National Academy of Sciences"&lt;/a&gt; desta semana, um estudo mostra fósseis de pingüins que datam de 40 milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos animais tinha cerca de 1,5 metros e um bico longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paleontologista Julia Clarke, professora assistente de ciências terrestres, atmosféricas e marinhas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, disse que estava surpresa com a nova descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior pássaro é o terceiro maior fóssil de pingüim já encontrado, de acordo com a cientista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na maioria dos casos, os indivíduos maiores de uma espécie geralmente estão ligados a climas mais frios e latitudes maiores", disse a cientista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros fósseis encontrados são de uma espécie de pingüim cujo tamanho se assemelha ao atual destes animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa foi patrocinada pelo National Science Foundation Office of International Science and Engineering and the National Geographic Society.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u307083.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u307083.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chamou a atenção é que a explicação que maiores animais de uma espécie geralmente não são esperados para ser encontrados em latitudes baixas.Acho que deve existir alguma explicação adaptativa para isso, embora não faço idéia de qual seja.Se a paleontologista citada na reportagem acredita no pan-adaptacionismo, não deveria ficar surpresa com a "instabilidade" dos critérios da seleção natural.Isso é uma coisa tão comum que os biólogos nem se surpreendem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o pan-adaptacionismo não é um confiável guia universal para investigar as causas históricas das diferenças entre os traços de determinados táxons.Por exemplo, os cientistas atualmente acham que as alterações na forma de um osso a taxas diferentes em dimensões múltiplas, o chamado "crescimento alométrico", pode ocorrer sem ter como causa a seleção natural.Em outras palavras, descobrir porque um determinado caráter se fixou é uma investigação mais complexa que muitos imaginam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7369296825275558269?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7369296825275558269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7369296825275558269' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7369296825275558269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7369296825275558269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/06/cientistas-encontram-vestgios-de.html' title='Cientistas encontram vestígios de pingüins gigantes no Peru'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-9081214170465095448</id><published>2007-06-01T17:22:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T17:44:38.033-07:00</updated><title type='text'>Criatura encontrada em lagoa no RJ preenche lacuna evolutiva</title><content type='html'>EDUARDO GERAQUE da Folha de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criatura que vive na lagoa de Araruama, no Rio de Janeiro, é tão diferente de tudo o que a ciência já viu que levou mais de 25 anos até que alguém entendesse o que ela era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já se entendeu, o Magnetoglobus multicellularis (literalmente, "bola magnética multicelular") já pode ser devidamente apresentado. Ele vem preencher um hiato evolutivo que sempre separou os seres procariontes (seres sem núcleo celular definido) dos eucariontes (que têm núcleo definido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Descrevemos o organismo como sendo uma bactéria multicelular", explica Henrique Lins de Barros, físico do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) e co-autor do estudo descrevendo a criatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo é capa da edição de junho da revista "International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o pesquisador, está claro que o organismo estudado por eles não é uma colônia, forma pela qual as bactérias também podem se organizar. "Não é uma por uma série de motivos. Quando uma das células é retirada, por exemplo, o organismo morre. Existe troca de informações entre as células, elas não são independentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No flagra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em média, os organismos estudados pelo nosso grupo, todo brasileiro, têm 20 ou 40 células", explica o físico. Esses dois tamanhos --um exatamente o dobro do outro-- intrigaram os cientistas. O mistério só foi elucidado quando o ciclo de reprodução dessa nova espécie passou a ser entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As células vão crescendo em volume ao mesmo tempo. Em um determinado momento elas sofrem uma divisão, dando origem a seres de 20 células", afirma o pesquisador. Os Magnetoglobus de 40 células haviam sido, digamos, apanhados em pleno ato reprodutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das hipóteses defendidas pelo grupo brasileiro, formado também por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da USP (Universidade de São Paulo), é que o Magnetoglobus possa ser uma forma de vida intermediária entre as bactérias e os demais seres vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Até hoje existe um dogma de que não pode haver bactérias multicelulares. Talvez porque até hoje nunca havia sido observada uma delas", afirma Lins de Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O organismo fluminense tem uma outra característica por enquanto inédita na natureza. Ele produz ao mesmo tempo dois tipos de cristal com ferro, a magnetita e a greigita. Apesar de esses processos de biomineralização serem bastante conhecidos, a produção de ambos os cristais por um único organismo ainda não fora descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas estruturas ajudam o Magnetoglobus a responder, e de forma bastante rápida, a campos magnéticos. Segundo Lins de Barros, esse fenômeno é usado pelo organismo para se mexer mais rapidamente, em busca de alimento na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como cada uma das células responde ao campo magnético de forma independente, mas de maneira que uma colabora com a outra, é mais uma prova de que essa bactéria multicelular tem uma unidade biológica". O físico fez um modelo matemático para reproduzir o deslocamento do organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material genético da megabactéria também afasta a hipótese de que se trata de uma colônia, diz o grupo: ele não é igual em cada célula, como seria o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio agora é dominar o metabolismo dessa criatura para que ela possa ser cultivada em laboratório --algo que não se consegue fazer desde a descoberta do ser, em 1982. Isso é importante para que a descrição científica feita do organismo pelos brasileiros seja confirmada por outros grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, o nome da bactéria leva em si um grau de incerteza: Candidatus Magnetoglobus multicellularis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u300835.shtml" target="_blank"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u300835.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, já havia sido registrado caso de uma alga unicelular que havia se transformado em organismo multicelular (Boraas M, Seale D. and Boxhorn J. (1998).Phagotrophy by a flagellate selects for colonial prey: a possible origin of multicellularity. Evolutionary Ecology 19: 153-164) , mas a detecção da existência de bactéria multicelular é algo inédito.Talvez devido a isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida depende do metabolismo, efectuado em todo o volume celular, mas as trocas com o meio, nomeadamente a entrada de nutrientes e a saída de excreções, são realizadas através da superfície celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este raciocínio permite compreender facilmente que haverá uma razão óptima para a qual as trocas são adequadas ao metabolismo desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos revelaram que esse valor corresponde ao tamanho da célula eucariótica, 50 a 500 mm. A partir deste valor o aumento de tamanho de um organismo implica a passagem á multicelularidade, para que a relação correcta seja mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, mesmo a multicelularidade apresenta a mesma limitação pois os organismos muito pequenos perdem demasiado calor, e os grandes têm grande dificuldade em perde-lo, por exemplo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://curlygirl.no.sapo.pt/eucariotica.htm"&gt;http://curlygirl.no.sapo.pt/eucariotica.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a dificuldade de haver multicelularidade sem um tamanho ótimo, acho que é imprudente dizer que é uma forma intermediária entre procariontes e eucariontes.É mais fácil essa multicelularidade deste representante do Reino Monera ser homoplasia mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-9081214170465095448?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/9081214170465095448/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=9081214170465095448' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/9081214170465095448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/9081214170465095448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/06/eduardo-geraque-da-folha-de-s.html' title='Criatura encontrada em lagoa no RJ preenche lacuna evolutiva'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1411751826259762099</id><published>2007-05-29T19:39:00.000-07:00</published><updated>2007-05-29T20:24:05.202-07:00</updated><title type='text'>Anticorpos humanos neutralizam o vírus H5N1 da gripe aviária, diz estudo</title><content type='html'>da France Presse, em Washington&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas suíços conseguiram imunizar ratos de laboratório contra a cepa H5N1 da gripe aviária, usando anticorpos humanos retirados de sobreviventes do vírus potencialmente mortal, revelou um estudo publicado ontem na revista americana "PloS Medicine".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados do estudo podem produzir um tratamento eficaz contra o patógeno, temido porque uma eventual mutação do vírus poderia provocar uma pandemia, com potencial para matar milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se confirmarmos em laboratório e testes clínicos o sucesso deste estudo inicial, os anticorpos (...) poderiam ser um tratamento terapêutico e profilático importante em caso de pandemia", disse o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), que participou dos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A possibilidade de uma pandemia de gripe de origem aviária, provocada pelo H5N1 ou outro vírus contra o qual os humanos não tenham qualquer proteção natural, é uma preocupação maior das autoridades de saúde pública no mundo", acrescentou em um comunicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anticorpos descobertos foram produzidos em grande quantidade a partir de amostras de sangue de quatro adultos vietnamitas que sobreviveram a uma infecção gripal causada pelo H5N1 e cuja doença foi diagnosticada entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2005.&lt;br /&gt;Os ratos sem os anticorpos, expostos a uma carga viral mortal do vírus H5N1, morreram em poucos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, dos 60 ratos infectados com o vírus H5N1, que circulou no Vietnã em 2004, mas tratados com diferentes doses de anticorpos produzidos a partir do sangue dos quatro vietnamitas, 58 sobreviveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u300420.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u300420.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção natural realmente é um mecanismo curioso.Se por um lado os vírus evoluem, os "alelos imunológicos" também.A "corrida armamentista" na evolução sempre está incentivando a co-evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taxas aumentadas de mutação em locais onde é vantajosa ter nível alto de variação genética gerando variabilidade de anticorpos é um dos motivos pelos quais não é correto dizer que as mutações são aleatórias, no sentido que ocorrem mais frequentemente em algumas localizações e sob algumas circunstâncias.Foi isso que ajudou o surgimento desses anticorpos humanos que servirão de ajuda num possível tratamento eficaz contra o vírus H5N1 da gripe aviária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1411751826259762099?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1411751826259762099/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1411751826259762099' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1411751826259762099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1411751826259762099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/05/anticorpos-humanos-neutralizam-o-vrus.html' title='Anticorpos humanos neutralizam o vírus H5N1 da gripe aviária, diz estudo'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-8765369822288838781</id><published>2007-05-26T18:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-26T18:12:09.160-07:00</updated><title type='text'>Gato com asas?</title><content type='html'>Aqui vai o link onde mostra uma mulher chinesa que alega que seu gato possue asas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ananova.com/news/story/sm_2344838.html" target="_blank"&gt;http://www.ananova.com/news/story/sm_2344838.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta que dou para ela é simples:"Não são asas".É só tirar uma radiografia dos membros extras desse gato e verão que a organização espacial dos ossos são mais semelhantes a de um membro de um felino do que a organização espacial dos ossos de uma asa de galinha ou de morcego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses casos não são mistérios.Os biólogos agora sabem que órgãos podem ser estimulados a crescer em muitas partes do corpo (como olhos que crescem em asas de moscas, ver fotos num artigo de Eliane Evanovich da Biociencia, intitulado "Evolução da Visão em Cores": &lt;a href="http://www.biociencia.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=106&amp;Itemid=83" target="_blank"&gt;http://www.biociencia.org/index.php?option...d=106&amp;amp;Itemid=83&lt;/a&gt; ) simplesmente se assegurando que químicos sinalizadores estejam presentes.E se existe um pré-padrão, um arranjo de fatores químicos que determinam a orientação dos ossos, então biólogos defendem que o surgimento de certos mutantes anômalos e mudanças evolutivas aparecem a partir de mudanças genéticas nas respostas celulares as suas posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu boto minha mão no fogo que não são asas por um motivo muito simples.Se a árvore filogenética padrão está certa, gatos nunca tiveram ancestrais que voaram.Mostrem a radiografia desses membros extras e verão que estou certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-8765369822288838781?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/8765369822288838781/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=8765369822288838781' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8765369822288838781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8765369822288838781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/05/gato-com-asas.html' title='Gato com asas?'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-3859477379396881391</id><published>2007-05-11T18:05:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T18:23:25.329-07:00</updated><title type='text'>Aborígenes vieram de corrente africana de 50 mil anos, diz estudo</title><content type='html'>da France Presse, em Sydney&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novas evidências de DNA mostram que os aborígenes australianos descenderam de uma onda de migrantes que deixou a África cerca de 50 mil anos atrás. A afirmação é de cientistas da Universidade de Cambridge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores afirmam que as descobertas reforçam a teoria evolutiva conhecida como Out of Africa (saída da África), segundo a qual todos os homens modernos são descendentes de um único grupo de Homo sapiens que deixou a África cerca de 2.000 gerações atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, o principal obstáculo para essa teoria era a enorme discrepância entre o esqueleto e ferramentas dos aborígenes e de pessoas em outras regiões ao longo da "via expressa costeira", a rota por meio da Ásia seguida pelos primeiros colonizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Universidade de Cambrigde, alguns estudiosos diziam que as diferenças demonstravam que os aborígenes australianos poderiam ter se miscigenado com o homem de Java (dos Homo erectus), ou que descendiam de uma segunda onda migratória saída da África. Mas análises em quase 700 amostras de DNA de aborígenes e do povo melanésio de Papua-Nova Guiné não mostraram evidências de herança genética do Homo erectus ou de interferências externas posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cientista Toomas Kivisild, de Cambridge, disse que o estudo, publicado nesta semana na "Proceedings of the National Academy of Sciences", indica que os aborígenes e os melanésios partilham o mesmo ancestral, como outros humanos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que a Austrália e a Papua-Nova Guiné eram unidas à Eurásia (Europa e Ásia) por uma estreita península na época da migração africana e seu subseqüente desaparecimento significou que as populações se desenvolveram em isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A evidência aponta para um isolamento relativo após a chegada inicial", disse o cientista ao site da Universidade Cambridge. O estudo foi realizado por cientistas de Cambridge e da vizinha Anglia Ruskin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16414.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16414.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como se consegue confirmar hipóteses monofiléticas até mesmo em relações intra-específicas.O berço da humanidade ser a África é agora um fato científico tão contestável quanto a esfericidade da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, analisemos uma curiosidade.Se os aborígenes se isolaram por dezenas de milhares de anos, porque não se especiaram?Em primeiro lugar, é bom considerar que o tempo de geração do ser humano é relativamente longo, assim 50 mil anos não seria um tempo suficientemente provável para para ocorrer uma especiação.Em segundo lugar, os humanos sãos uma espécie com baixa variabilidade genética.Não é possível encontrar sequer um grande conjunto de fenótipos específicos de uma população.É justamente devido a isso que o conceito "raça" não faz sentido para o Homo sapiens.Como a especiação usualmente requer seleção natural e esta depende de abundância de variação genética para que a taxa de evolução seja relativamente veloz, então podemos explicar porque foi provável que os aborígenes não se especiaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-3859477379396881391?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/3859477379396881391/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=3859477379396881391' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3859477379396881391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3859477379396881391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/05/aborgenes-vieram-de-corrente-africana.html' title='Aborígenes vieram de corrente africana de 50 mil anos, diz estudo'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-6484106026090539136</id><published>2007-05-04T16:30:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T17:10:11.954-07:00</updated><title type='text'>Espécie de inseto partenogênica volta a reprodução sexuada</title><content type='html'>Crotoniidae&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiny spider relatives have rediscovered the joy of sex, regaining the ability to mate after their arachnid ancestors lost it, marking a reproductive first in the annals of animal evolution.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There are 45 known species of these spider relatives, mites known as Crotoniidae, which are roughly the size of a pin head, at 1.5 millimeters across.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Crotoniidae reproduce by having sex, which wouldn't be too strange except that they are very similar physically to Camisiidae, a family of some 80 mite species that all reproduce asexually via parthenogenesis, in which females give birth to young without having sex with males.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolutionary biologist Katja Domes at the Technical University of Darmstadt in Germany and her colleagues examined genetic sequences in two Crotoniidae species and a diverse range of 13 other mite species. Their calculations show the sexual Crotoniidae evolved from the asexual Camisiidae, the first known reversal to sexuality from asexuality within the animal kingdom. (The only other known such reversal is a plant, the mouseear hawkweed, or Hieracium pilosella.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domes and her colleagues detailed their findings online April 16 in the Proceedings of the National Academy of Sciences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Crotoniidae and the Camisiidae are types of mites known as oribatids, where parthenogenesis is unusually widespread, seen in nearly one-tenth of the roughly 10,000 known oribatid species. Scientists know many parthenogenetic oribatids produce rare, sterile males, suggesting the ability to produce functional males was preserved but "dormant" in the Camisiidae and reactivated in the Crotoniidae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When it comes to why the Crotoniidae regained sexuality, Domes noted these mites often colonize trees. Tree-dwelling oribatids are nearly all sexual, while soil-dwelling oribatids such as Camisiidae are predominantly parthenogenetic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If plenty of resources are available over a long time to a species, as they are with soil-dwelling mites, parthenogenesis seems to be favored, Domes explained. On the other hand, an environment with fewer resources and more enemies, such as one that tree-dwellers face, "could have caused the return to sexual reproduction in the Crotoniidae and may also be an explanation for the origin of sex in the first place," she told LiveScience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The most important implication is that contrary to general opinion, sexual reproduction can be regained long after it is lost," evolutionary geneticist Bill Birky at the University of Arizona told LiveScience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"This implies that the genes required for producing males can be retained, even when those genes are rarely if ever used to produce males," he said. "This could be because male production is important even though it is rare, or it could be because those genes have important functions other than male production."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.livescience.com/animalworld/070416_mite_sex.html" target="_blank"&gt;http://www.livescience.com/animalworld/070416_mite_sex.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.animalplanet.ca/reports/article.aspx?aid=807" target="_blank"&gt;http://www.animalplanet.ca/reports/article.aspx?aid=807&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar um retorno para a reprodução sexuada envolveu alterações em genes reguladores, aqueles que controlam a expressão gênica, já que fioi dito na reportagem que "genes para roduzir machos foram retidos".Não deixa de surpreender o nível de evolutibilidade e flexibilidade que esses genes conferem aos organismos e o exemplo dessa espécie de inseto é apenas um entre muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, essa descoberta veio conformar como a questão da evolução da reprodução sexuada é um problema intrigante.Existe uma lista de aspectos complexos, custosos e inficientes que sugere que sexuados são mais complicados que sexuados.O caminho para resolver este dilema requer que se faça uma lista e uma quantificação das vantagens seletivas dos sexuados e do as assexuados e, então, julgar um balanço entre elas.Uma das vantagens das espécies sexuadas está em eliminar as mutações mais efetivamente que os assexuadas.E para isso, é necessário que as mutações deletérias aumentem o efeito, uma das outras, sobre o desempenho.Seria este o caso dos Crotoniidae?Talvez mais trabalhos serão necessários para responder esta pergunta.Eu recomendo que quem estiver interessado num aprofundamento do que discuti brevemente aqui, leiam o Capítulo 7 de &lt;em&gt;Evolução:Uma Introdução&lt;/em&gt; (2003, Atheneu Editora São Paulo) de Stephen Stearns e Rolf Hoekstra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-6484106026090539136?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/6484106026090539136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=6484106026090539136' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6484106026090539136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6484106026090539136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/05/espcie-de-inseto-partenognica-volta.html' title='Espécie de inseto partenogênica volta a reprodução sexuada'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-4818586223698684169</id><published>2007-04-30T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T17:00:01.837-07:00</updated><title type='text'>Cientistas fazem a primeira descoberta de um planeta habitável fora do sistema</title><content type='html'>24/04/2007 - 13h22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cientistas fazem a primeira descoberta de um planeta habitável fora do sistema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARIS, 24 abr (AFP) - Um planeta "do tipo terrestre habitável", capaz de abrigar vida extraterrestre, foi detectado pela primeira vez por uma equipe de astrônomos em um sistema planetário extra-solar, segundo um estudo que será divulgado na quinta-feira na revista Astronomy and Astrophysics.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os cientistas, este exoplaneta, que gira em torno da estrela Gliese 581 (Gl 581) a 20,5 anos-luz de nosso planeta, é o primeiro dos cerca de 200 conhecidos até hoje a "possuir ao mesmo tempo uma superfície sólida e líquida e uma temperatura próxima da encontrada na Terra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele reúne as características "que permitem imaginar a existência de uma eventual vida extraterrestre", ressaltou em um comunicado o Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS), cujos três laboratórios associados participaram da descoberta, com pesquisadores do Observatório de Genebra e do Centro de Astronomia de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temperatura média desta "super Terra, se situa entre 0 e 40 graus Celsius, o que permite que haja a presença de água líquida em sua superfície", segundo o principal autor do estudo, Stéphane Udry (Genebra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, acrescentou, "seu raio seria 1,5 vez o da Terra", o que indicaria "ou uma constituição rochosa (como na Terra), ou uma superfície coberta de oceanos". A gravidade em sua superfície é 2,2 vezes a da superfície da Terra, e sua massa muito fraca (5 vezes a da Terra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberto com o telescópio "Harps" de 3,6 m do Observatório Espacial Europeu (Eso) da Silla, no Chile, este planeta orbita em 13 dias em torno da estrela Gliese 581 (Gl 581), da qual está 14 vezes mais próximo do que a distância da Terra para o Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/04/24/ult1806u5921.jhtm" target="_blank"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/04/24/ult1806u5921.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as discussões sobre a possibilidade de vida extraterrestre envolvem o debate sobre a validade da equação Drake, equação criada por Carl Sagan e Frank Drake, para demostrar que é plausível até encontrar vida inteligente em buscas científicas por ela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N=R* x fp x ne x fl x fi x fc x L&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N= número de civilizações em nossa galáxia capazes de se comunicar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R*= velocidade de formação de uma estrela durante a existência de uma galáxia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fp= fração de estrelas que possuem planetas em sua órbita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ne= média dos planetas, por estrela, com as condições para garantir o surgimento e a evolução da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fl= fração de planetas em que a vida de fato vai surgir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fi= fração de planetas em que a vida inteligente se desenvolverá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fc= fração desses planetas que desenvolverão civilizações técnicas, com potencial para se comunicar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L=duração dessa civilização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernst Mayr, biólogo evolucionista falecido em 2005 e crítico da equação Drake diz que "fi" e "fc" são superdimensionados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "O desenvolvimento do cérebro humano é uma mutação que não necessariamente trouxe vantagens evolutivas à espécie. Foi uma aposta que deu certo até agora, mas nada indica que continuará dando*".E conclui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando se coloca na equação a variável de que os homens só desenvolvem cultura quando vivem em sociedades humanas e, antes, são cuidados por mães e pais até o fim da puberdade, a complexidade dos processos de produção de uma civilização tecnológica atinge um grau tal que talvez não possa ser repetido em nenhum outro lugar*".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixo de concordar com Mayr e adiciono a complexidade de uma outra variável: a probabilidade da origem da vida.Quão plausível é surgir vida em condições ambientais de outros planetas?Se temos dificuldades para saber quais eram as condições iniciais da Terra primeva (fato que traz complicações ao programa de pesquisa sobre a abiogênese), quem dirá a de outros planetas.Outra coisa: até agora, nossas ondas de rádios mais "antigas" já percorreram mais de 70 anos-luz e nada de resposta de ETs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Corrêa cit.Mayr(2007)."Uma nova Terra".Veja, edição 2006, 2 de maio de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-4818586223698684169?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/4818586223698684169/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=4818586223698684169' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/4818586223698684169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/4818586223698684169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/cientistas-fazem-primeira-descoberta-de.html' title='Cientistas fazem a primeira descoberta de um planeta habitável fora do sistema'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-5075118362467453134</id><published>2007-04-28T16:18:00.000-07:00</published><updated>2007-04-28T16:43:52.925-07:00</updated><title type='text'>Grupo acha minicrocodilo no interior de SP</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Grupo acha minicrocodilo no interior de SP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fóssil pertence a animal que viveu há 90 milhões de anos, junto com os dinossauros. Descoberta feita em Marília (SP) foi anunciada em coletiva no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinaldo José Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os grandes, ele era um nanico. Enquanto dinossauros pescoçudos com dezenas de toneladas pisoteavam o chão do que um dia seria o interior paulista, um crocodilo de apenas 50 cm de comprimento, menor do que qualquer jacaré atual, também dava um jeito de levar a vida. O bicho, batizado de Adamantinasuchus navae, teve seus restos descritos por paleontólogos brasileiros, que o apresentaram ao público nesta terça-feira (17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O animal foi descoberto nas obras de construção de uma represa por William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília (SP). Nava, um dos principais caçadores de fósseis do interior paulista, conta que foi ao local da represa em busca de possíveis achados. “Sempre costuma aparecer algum fóssil nessas obras. Mas quando eu cheguei o lago da represa já estava sendo enchido.” Mesmo assim, foi possível encontrar os fósseis do A. navae, em rochas que parecem datar de 90 milhões de anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise morfológica do bicho, que permitiu mostrar que se trata de uma nova espécie de crocodilo extinto, foi feita por Pedro Henrique Nobre e Ismar de Souza Carvalho, do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graças ao achado, Nava foi homenageado com o nome navae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A grande peculiaridade dele é que se trata de um animal muito pequeno. Lembra muito um cachorro chihuahua”, declarou Carvalho. O crânio da criatura tem outras características curiosas: olhos muito grandes em relação ao resto da cabeça e os dentes da frente muito protuberantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando esses dados com o tamanho reduzido, os pesquisadores estimam que o animal teria hábitos noturnos –- ótimo motivo para ter olhos grandes –- e comeria pequenos animais, talvez insetos e até carniça. Os dentes talvez facilitassem a tarefa de “fisgar” a presa. São traços muito incomuns entre os crocodilos de hoje. “Eu diria que ele é uma Carmen Miranda –- pequena, mas notável”, brinca Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, outras interpretações sobre os hábitos do bichinho são possíveis. Como por enquanto apenas poucos indivíduos da espécie foram identificados e analisados, pode ser que os olhos avantajados sejam apenas um sinal de que se trata de animais ainda jovens – afinal, na maior parte das espécies de vertebrados, os filhotes nascem com olhões, que vão se tornando mais proporcionais ao longo do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, há indícios intrigantes, em alguns dentes, de um sistema de mastigação feito para triturar material duro, o que pode indicar que o bicho também seria capaz de se alimentar de plantas. Ou seja, tratava-se de um oportunista no bom sentido, versátil o suficiente para explorar as diferentes possibilidades que seu ambiente oferecia para um animal pequeno. O quadro geral sugere um bicho que, apesar de réptil, tinha hábitos relativamente parecidos com os mamíferos dessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possibilidades que, aliás, não eram das mais clementes. O interior do Brasil nessa época, o fim do Cretáceo, era uma região semi-árida com muito calor e rios intermitentes, que às vezes se enchiam em fases de chuva catastrófica. Por isso, ao contrário dos crocodilos e jacarés modernos, o Adamantinasuchus navae era um animal totalmente terrestre. Se fosse mesmo noturno, esse modo de vida o ajudaria a escapar do calor escorchante que provavelmente vigorava durante o dia e amainava à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho é um dos membros mais exóticos da volumosa fauna de crocodilos do interior paulista e mineiro dessa época. Esses animais parecem ocupar as mais variadas funções ecológicas, numa diversidade espantosa. Carvalho, porém, diz que é preciso tomar cuidado antes de ficar se perguntando porque diabos havia tantas espécies de crocodilo vivendo juntas. “Isso pode ser um artefato [uma impressão enganosa causada pela falta de dados]”, resume ele. Explica-se: como é difícil datar fósseis tão antigos com muita precisão, pode ser que cada espécie tenha, na verdade, vivido separada da outra por intervalos de centenas de milhares de anos. Para um observador moderno, dá a impressão de que todas foram contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho foi publicado na revista científica “Gondwana Research” e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da Prefeitura de Marília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:  &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL23146-5603-475,00.html"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL23146-5603-475,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crocodilos surgiram no Triássico, então nada de notícia bombástica aqui.Mas o curioso é o tamanho do bicho.Talvez seja um um grupo novo, caso contrário a descoberta não teria saído numa paper séria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa a ser notada é que a falta de dados mostra que não dá para alegar que existiu uma "Galápagos de crocodilos" naquela época.Esse é um problema de falta de registro fóssil.Vale lembrar que nem todo "artefato" é sinônimo de falta de dados.Por exemplo, pode-se dizer que a divergência de crocodilos e jacarés ocorreu entre 55 e 75 milhões de anos, segundo estimativas da análise de distância imunlógicas de proteínas albumina (Stearns e Hoekstra, 2003.Evolução:Uma Introdução.Atheneu Editora São Paulo), a despeito da insuficiência de dados fósseis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-5075118362467453134?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/5075118362467453134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=5075118362467453134' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/5075118362467453134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/5075118362467453134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/grupo-acha-minicrocodilo-no-interior-de.html' title='Grupo acha minicrocodilo no interior de SP'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7465222414768250529</id><published>2007-04-20T17:27:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T19:40:07.235-07:00</updated><title type='text'>O flagelo do "desenho inteligente"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Complex Tail, Simply Told&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By Jennifer Cutraro&lt;br /&gt;ScienceNOW Daily News&lt;br /&gt;17 April 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One of evolutionary biology's greatest challenges is deciphering the origins of complex structures. Now, scientists have unraveled the steps in the evolution of the bacterial flagellum, a tiny, whiplike structure used in swimming and host invasion. A new study shows the flagellum is the result of successive duplications of a single gene in the ancestor of today's bacteria, a finding that not only answers an important question about the evolution of complex structures but also provides additional ammunition to counter arguments from evolution's foes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…] evolutionary biologist Howard Ochman and postdoc Renyi Liu of the University of Arizona, Tucson, obtained the complete genomes of 41 flagellated bacteria species and identified 24 flagella-related genes common to all the microbes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In each species, the 24 genes were very similar to each other but not to any other genes in the genome. This finding, coupled with the observation that this complete set of genes exists in all flagella-bearing bacteria, suggests the genes arose by duplication of a single gene in the ancestor of all bacteria, Ochman says. Slight changes in the genes then generated new functions. Each gene is responsible for a different aspect, such as producing the proteins that make up the flagellar motor, filament, and other structural components. In addition, an evolutionary tree constructed by the researchers suggests that the order in which the genes appeared matches the sequence of steps in the assembly of the flagellum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2007/417/3?rss=1" target="_blank"&gt;http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2007/417/3?rss=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta matéria mostra os sistemas bioquímicos mais complicados são mais difíceis de serem demonstrado como "Complexidade Irredutível"*, termo usado pelo bioquímico Michael Behe no livro &lt;em&gt;A Caixa Preta de Darwin (Jorge Zahar Editor)&lt;/em&gt; .Ninguém duvida que um sistema com grande número de partes teve um precursor com menos partes.Porém, como observa, Peter Dunkelberg (do Talk Design):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso é um presente morto que os ancestrais dos organismos tiveram que lidar com menos 'partes'. E dado um grande número de partes, essas partes possuem provavelmente funções adicionais, que é uma boa razão para que se tenha mais partes do que o mínimo necessário para o que decidamos ser 'a' função daquelas partes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na evolução, apropriadamente o suficiente, é tudo sobre mudança. A busca pelo que poderia ser chamado um centro de irredutibilidade evolucionária em qualquer dos exemplos complexos levarão você de volta, de volta, de volta a quem sabe o que? O percurso imediato pode ter tido mais partes. Ou se tinha menos partes, talvez não seja apropriado remover uma parte antes de modificar as partes para que elas não sejam coadaptadas e codependentes. Talvez todo o organismo deveria ser modificado e colocado em um ambiente diferente antes de remover uma parte. Onde você para?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunkelberg, P. (2003). Design Inteligente Desmistificado. Projeto Evoluindo - Biociência.org. Trad.: Juliano Martins. [http://www.evoluindo.biociencia.org]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.biociencia.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;id=216&amp;Itemid=81"&gt;http://www.biociencia.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;id=216&amp;amp;Itemid=81&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os genes que observamos no nosso genoma é a prova que na evolução "é tudo sobre mudança".A maioria deles são membros de famílias multigênicas que cresceram para duplicações e se adotássemos o argumento das funções únicas, nem haveria sentido em existir livros sobre evolução molecular.As enzimas possuem uma versatilidade e oportunismo notável.Vejam a citação do livro de Futuyma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)a L-fucose isomerase,por exemplo, não utiliza como substrato apenas a L-fucose, mas também a L-xilose e a D-arabinose.Muito frequentemente, um organismo possui ambas enzimas, ampla e especificamente reativas, executando funções relacionadas; o fungo Aspergillus, por exemplo, não não possui somente uma amidase generalizada, mas também as enzimas específicas acetamidase e formamidase.Jensen sugere que novas vias bioquímicas completas podem surgir de enzimas variantes de uma via análoga pelo seu "recrutamento" para uma nova função.Por exemplo, as vias para a síntese da lisina, isoleucina e lexcinasão semelhantes entre si e ao ciclo do ácido tricarboxílico.A hipótese de Jensen prediz que as enzimas de passos correspondentes nessas vias devem possuir sequências homólogas de aminoácidos; se é ou não assim, não se sabe.Jensen cita exemplos nos quais a mesma enzima cataliza reações correspondentes em duas ou mais vias bioquímicas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Futuyma,D.1992.Biologia Evolutiva, 2ªedição,Sociedade Brasileira de Genética,p.498).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que enzimas específicas podem ter surgido por divergência e duplicação gênica de ancestrais menos específicas, daí a inutilidade de falar em CI, sem demonstrar que "todas as partes são requeridas", como o argumento de Michael Behe prevê.E mais, nunca ouvi falar de um estudo que demonstrasse que um flagelo bacteriano de determinada espécie necessitasse de todas as proteínas para funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, quando falamos em "pequena complexidade irredutível",parece que até os proponentes do DI propõe que a evolução natural é capaz de explicá-la.Vejam a "explicação" dada pelos seus teóricos sobre o porquê uma dessas ter sido demonstrada experimentalmente numa pesquisa da Science:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scb.org.br/noticias2/exibe_noticias.asp?id=26&amp;origem=scb_noticias"&gt;http://www.scb.org.br/noticias2/exibe_noticias.asp?id=26&amp;amp;origem=scb_noticias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=36703"&gt;http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=36703&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, muitas "pequenas complexidades irredutíveis" já haviam sido explicadas pelas retrodições "tipo Jensen".Se querem ver o porquê, basta dá uma olhada no artigo do &lt;br /&gt;Dunkelberg e se perguntar qual é a dificuldade de alguém em entender, por exemplo,  a evolução da complexidade irredutível do Pentaclorofenol usado por bactérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, os DIístas não se dão por vencido, e utilizam como recurso mais alardeado o fato que a evolução das proteínas do flagelo bacteriano não foi demonstrada experimentalmente.Além de fugirem do fato inegável que não existe caso de "grande complexidade irredutível" (grande cascata de proteínas irredutivelmente complexa) confirmado na natureza (muitas que foram ditas que são, na realidade, não são; a coagulação sanguínea já foi considerada CI, mas baleias não possuem uma das proteínas de coagulação do sangue, chamado fator Hageman, e seu sangue coagula mesmo assim), o apelo a essa não-demonstração experimental não faz sentido.Como disse o diretor do Programa Genoma, Francis Collins, em entrevista à Veja (Edição 1992, 24 de janeiro de 2007):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o 'bacterial flagellum', um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem que Collins passa  na citação acima é que uma seleção cumulativa muito grande pode não ser reconstruída, mas isso em nada confirma a existência de Complexidade Irredutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Definição de Behe sobre Complexidade Irredutível (notem o grifo meu):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com irredutivelmente complexo quero dizer um sistema único composto de várias partes compatíveis que interagem entre si e &lt;strong&gt;que contribuem para sua função básica&lt;/strong&gt;, caso em que a remoção de uma das partes faria com que o sistema deixasse de funcionar de forma eficiente. Um sistema irredutivelmente complexo não pode ser produzido diretamente ( isto é, pelo melhoramento contínuo da função inicial, que continua a atuar através do mesmo mecanismo ) mediante modificações leves, sucessivas, de um sistema precursor, porque qualquer precursor de um sistema irredutivelmente complexo ao qual falta uma parte é, por definição, não funcional. Um sistema biológico irredutivelmente complexo, se por acaso existir tal coisa, seria um fortíssimo desafio à evolução darwiniana. Uma vez que a seleção natural só pode escolher sistemas que já funcionam, então, se um sistema biológico não pudesse ser produzido de forma gradual, ele teria que surgir como uma unidade integrada, de uma única vez, para que a seleção natural tivesse algo com que trabalhar. Mesmo que um sistema seja irredutivelmente complexo (e, portanto, não possa ter sido produzido diretamente), não podemos excluir por completo a possibilidade de uma rota indireta tortuosa. Aumentando-se a complexidade de um sistema iteratuante, porém, cai bruscamente a possibilidade dessa rota indireta. E, à medida em que aumenta o número de sistemas biológicos irredutivelmente complexos, inexplicados, nossa confiança em que o critério de fracasso de Darwin tenha sido atingido sobe vertiginosamente para o máximo que a ciência permite." [página 48]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7465222414768250529?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7465222414768250529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7465222414768250529' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7465222414768250529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7465222414768250529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/o-flagelo-do-desenho-inteligente.html' title='O flagelo do &quot;desenho inteligente&quot;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-2214760578593699171</id><published>2007-04-17T18:26:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T18:42:05.720-07:00</updated><title type='text'>Cientistas decodificam seqüência de proteínas de dinossauro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cientistas decodificam seqüência de proteínas de dinossauro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WASHINGTON, 12 abr (AFP) - Cientistas americanos conseguiram estabelecer a seqüência das proteínas de colágeno encontradas em um fêmur fossilizado de um tiranossauro Rex que data de 68 milhões de anos, a primeira vez que algo do tipo é conseguido com fragmentos de tecidos orgânicos tão antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta seqüência genética indica que os aminoácidos que formam estas proteínas têm semelhanças com os encontrados sobretudo no colágeno das aves de hoje, respaldando a teoria de que os dinossauros e os pássaros estão vinculados na evolução, anunciou John Asara, professor de patologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, co-autor do estudo divulgado pela revista Science na edição desta quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta semelhança com as aves não é surpreendente dados os aparentes vínculos entre os pássaros modernos e os dinossauros", destacou Mary Schweitzer, professora de paleontologia na Universidade da Carolina do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, Mary Schweitzer anunciou que havia extraído fragmentos de tecidos orgânicos do fêmur fossilizado deste tiranossauro encontrado em 2003 em Hell Creek, Montana, uma região rica em fósseis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os dados obtidos pela seqüência das proteínas de colágeno confirmam que estes tecidos orgânicos, cuja descoberta foi uma surpresa, estavam bem preservados", explicou a paleontologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/afp/2007/04/12/ult4430u159.jhtm"&gt;http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/afp/2007/04/12/ult4430u159.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora são quatro as evidências que suportam a evolução dinossauro-ave: a parahomologia anatômica, a existência de formas intermediárias entre as duas classes, a congruência da cronologia dos ancestrais comuns obtidas por dados independentes (filogenia e estratigrafia) e a redundância funcional protéica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que não entendem bem o conceito de homologia resta esta desculpa: "apenas evidência de similaridade e de projeto comum".Esse argumento expõe uma ignorância sobre Biologia Evolutiva, porque homologia (molecular, no caso específico) é a similaridade funcionalmente desnecessária, cuja hipótese nula é definida racionalmente.Para uma discussão mais aproximada sobre isso, ver "Evolução, 3 ªedição" (Editora Artmed) de Mark Ridley.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-2214760578593699171?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/2214760578593699171/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=2214760578593699171' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2214760578593699171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2214760578593699171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/cientistas-decodificam-seqncia-de.html' title='Cientistas decodificam seqüência de proteínas de dinossauro'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-8920388426809591776</id><published>2007-04-13T16:28:00.000-07:00</published><updated>2007-04-13T16:50:06.580-07:00</updated><title type='text'>Estudo revela por que apesar da seleção sexual pelos belos ainda existem feios</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Trabalho rebate críticas à teoria da evolução e mostra sutileza da seleção natural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se temos uma tendência a preferir parceiros bonitos em relação a feios, por que a seleção natural não agiu até agora para eliminar gente feia do mundo? Esse grande paradoxo da evolução acaba de ser respondido por dois cientistas do Reino Unido. De acordo com seu estudo, isso acontece porque um gene que causa mutações no nosso genoma “pega carona” naqueles ligados às características que apreciamos, como a beleza. Por isso, em vez de a seleção sexual diminuir as diferenças entre nós, como ditaria a lógica, ela, na verdade, nos torna cada vez mais diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de a seleção sexual não ter nos transformado em uma espécie formada apenas por Giseles Bündchens e Reynaldos Gianecchinis é um dos argumentos preferidos dos criacionistas para derrubar a teoria da evolução de Charles Darwin. Agora, Marion Petrie e Gilbert Roberts, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, respondem. Segundo seu estudo, a evolução não age por um mecanismo tão simplista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho publicado na revista científica “Heredity”, do grupo da prestigiada "Nature", eles usaram um modelo computacional para verificar se um elemento que alterava as mutações genéticas em bactérias também causava impacto em espécies que se reproduzem de forma sexuada, como nós. A resposta foi um surpreendente “sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse é um extraordinário dilema evolucionário. Um grande paradoxo da teoria da evolução”, disse Petrie ao G1. “Na verdade, mecanismos que nós achávamos que não tinham muita importância na seleção natural são, de fato, muito relevantes. A questão é bem mais complexa do que parece e a seleção sexual uma ferramenta ainda mais poderosa do que pensávamos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela lógica, toda forma de seleção diminuiria as diferenças entre uma espécie em algumas gerações. Mas, na verdade, não temos nada a ganhar nos transformando em um grupo homogêneo de indivíduos. Para começar, a própria seleção natural pararia de funcionar. Afinal, se somos todos iguais, ela vai selecionar o quê? Depois, o fim da diversidade genética é um risco: sem variações dentro da espécie para resistir, uma única doença causada por uma única bactéria poderia nos dizimar a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, mutações também não são a coisa mais segura do mundo. “Mutações benéficas são raras”, afirma Petrie. A maioria delas causa problemas, como o câncer. Por isso, embora a falta de diversidade seja um problema, seria compreensível se a lógica seguisse seu curso e a seleção sexual diminuísse a quantidade de mutações dos nossos genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvendo o paradoxo, entra em cena o tal gene modificador, que os cientistas acreditavam que só agia em bactérias. Segundo a pesquisadora, o gene aumenta o número de mutações genéticas. Aumentando o número de mutações como um todo, ele também aumenta o número de mutações benéficas. Mutações essas que são selecionadas por nós, através da seleção sexual, que levamos de brinde o gene modificador, que vai aumentar o número de mutações e a diversidade, começando tudo outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É um círculo. Sem diversidade não há seleção sexual. Então a seleção sexual seleciona indiretamente o gene modificador, que aumenta a diversidade, que permite que a seleção sexual continue existindo”, afirma Petrie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não apenas a teoria da evolução não está errada, como ela é muito mais sutil e complexa do que pensávamos. E se não somos uma espécie de top models, pelo menos seremos uma espécie que vai durar mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL15436-5603-1239,00.html"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL15436-5603-1239,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título da reportagem está errado.A feiúra não favorece a sobrevivência da espécie.Ela é uma consequência de uma coisa que favorece a sobrevivência da espécie.E essa coisa se chama o "efeito carona" dos genes.Quando um locus gênico é selecionado, também é selecionado o gene que está próximo dele no cromossomo.Quando algum gene que influencia a preferência pela beleza é selecionado, também são selecionados "genes da feiúra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que possa haver explicação alternativa para a aparição da feiúra que seja mais satisfatória.Como isso poderia acontecer?Pessoas nem tão bonitas não sendo tão rejeitadas pelas mais bonitas e as um pouco menos bonitas ainda não sendo significamente rejeitadas pelas do "degrau" acima.Todos sabemos que pessoas não bonitas também são selecionadas como parceiras, uma vez que é próprio da nossa cultura dá importância a outros valores além da beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-8920388426809591776?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/8920388426809591776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=8920388426809591776' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8920388426809591776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8920388426809591776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/estudo-revela-por-que-apesar-da-seleo.html' title='Estudo revela por que apesar da seleção sexual pelos belos ainda existem feios'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7571497593151264723</id><published>2007-04-09T16:39:00.000-07:00</published><updated>2007-04-09T16:59:42.582-07:00</updated><title type='text'>Dinossauro não oprimia mamífero, diz estudo</title><content type='html'>da Folha de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente já ouviu essa história: o impacto de asteróides que eliminou os dinossauros há 65 milhões de anos permitiu que os mamíferos --até então animais pequenos, "oprimidos" pelos grandes répteis-- pudessem se diversificar e se espalhar pelo mundo. Seria mesmo uma bela história. Se fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um estudo publicado hoje sugere que a tal opressão ecológica dos dinossauros sobre os mamíferos simplesmente não existiu. A classe de animais peludos e de sangue quente à qual pertencem os seres humanos experimentou uma grande explosão evolutiva não há 65 milhões, mas há 93 milhões de anos. Naquela época, dinossauros reinavam absolutos sobre a Terra. E, ainda assim, houve espaço para os mamíferos se diversificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo sai hoje na revista "Nature", desafiando a noção de que mamíferos se aproveitaram dos nichos ecológicos deixados vagos pelos dinos após a megaextinção, numa bomba evolutiva de "pavio curto". Os dados indicam que a explosão que daria origem aos ancestrais das 4.554 espécies conhecidas de mamíferos modernos aconteceu, numa bomba de "pavio longo", com duas grandes detonações. A primeira há 93 milhões de anos, a última há cerca de 50 milhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova hipótese pode exigir uma revisão nos livros didáticos. "Isso é ciência de verdade. A argumentação é sólida, os dados são sólidos", disse o paleontólogo Reinaldo José Bertini, da Unesp de Rio Claro. "Todo mundo tinha esse faro, mas ninguém tinha evidências ainda porque os fósseis daquele período são muito raros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próprios autores do estudo dizem não ver "nenhum conflito" com os dados existentes. "A explosão de 65 milhões de anos atrás aconteceu, mas não entre os grupos de mamíferos nos quais a maioria das pessoas pensa", afirma o canadense Olaf Bininda-Emonds, da Universidade de Jena, Alemanha, autor principal do estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mamíferos que se aproveitaram do fim dos dinos foram todos grupos que hoje estão extintos, como os chamados multituberculados, animais parecidos com roedores e de dentes esquisitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Bininda e seus colegas reabilita os mamíferos do Cretáceo (último período da era dos dinossauros), que costumam ser pintados em livros e documentários de TV como bichos minúsculos e tímidos, todos parecidos com um rato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indícios de que essa imagem era falsa têm surgido aqui e ali. Em 2005, por exemplo, chineses apresentaram fósseis de um mamífero do Cretáceo que devorava dinossauros, o Repenomamus. Estudos de DNA também apontam para uma origem muito antiga dos placentários, divisão à qual pertence a maioria dos mamíferos modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas muitos paleontólogos são céticos sobre isso", por falta de evidência fóssil direta, diz Bininda. Seu estudo diz que a primeira diversificação de placentários foi entre 93 milhões e 85 milhões de anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se a tese da liberação ecológica pela extinção dos dinos não causou os surtos de diversificação dos mamíferos, o que o fez? "Ambas as radiações coincidem com episódios de mudança climática mas, ao mesmo tempo em que é tentador inferir daí uma causa direta, não há nenhuma evidência material disso por enquanto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16196.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16196.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse notícia é meio antiga, mas como eu não tinha a visto, vale a pena comentá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe relação causal entre a radiação dos mamíferos e a extinção dos dinossauros?Talvez.Para mim, esta ainda continua sendo uma boa idéia.As evidências paleontológicas mostram a aparição das principais ordens mamíferas logo depois da extinção dos dinossauros.Entretanto, esta idéia será totalmente abalada se ,antes da extinção dos dinossauros, fosse muito comum que as ordens mamíferas existentes tivessem porte significativamente maior do que a de um rato.Faltam evidências paleontológicas para isso, mas evidências moleculares sugerem o oposto.Se a radiação mamífera começou antes e as ordens mamíferas conseguiram evoluir em tamanho apesar da predação dos dinossauros, então a extinção dos dinossauros podem não ter absolutamente nada a ver com a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardemos mais dados sobre este caso, porque eu acho que este debate ainda não acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7571497593151264723?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7571497593151264723/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7571497593151264723' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7571497593151264723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7571497593151264723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/dinossauro-no-oprimia-mamfero-diz.html' title='Dinossauro não oprimia mamífero, diz estudo'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-8725614626860322189</id><published>2007-04-07T16:59:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T17:26:50.747-07:00</updated><title type='text'>Seleção Natural de Darwin continua trabalhando em humanos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Darwin's Natural Selection Still at Work in Humans&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;By &lt;a href="http://www.space.com/php/contactus/feedback.php?r=kt"&gt;Ker Than&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LiveScience Staff Writerposted: 02 November 200509:28 am ET&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="beginstory"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;The evolutionary process that Charles Darwin discovered almost 150 years ago, responsible for transforming &lt;a href="http://www.livescience.com/bestimg/index.php?url=Avian_Sinornithosaurus_00.jpg&amp;cat=avianancestors"&gt;dinosaurs into birds&lt;/a&gt; and allowing the &lt;a href="http://www.livescience.com/animalworld/top10_vestigial_organs-9.html"&gt;walking ancestors of whales&lt;/a&gt; to take to the seas, is still quietly at work in humans today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin's &lt;a href="http://www.livescience.com/humanbiology/050922_ID_main.html"&gt;natural selection&lt;/a&gt; is the process by which nature rewards those individuals better adapted to their environments with survival and reproductive success. It works at the level of genes, sections of DNA that encode for proteins serve as the software of life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In one of the most detailed human DNA studies ever conducted, researchers analyzed nearly 12,000 genes from 39 people and a &lt;a href="http://www.livescience.com/animalworld/050831_ap_chimp_dna.html"&gt;chimpanzee&lt;/a&gt;, our closest living relative.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The findings suggest that about 9 percent of the human genes examined are undergoing rapid evolution.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Our study suggests that natural selection has played an important role in patterning the human genome," said Carlos Bustamante, a biologist at Cornell University.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A separate study announced last month indicated the &lt;a href="http://www.livescience.com/humanbiology/ap_050908_brain.html"&gt;human brain is still evolving&lt;/a&gt;, too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Compared to chimps ...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bustamante's team found that the genes most affected were those involved in immunity, sperm and egg production and sensory perception. A comparison between human and chimpanzee genomes found that these genes have undergone more changes in humans than in chimps, despite the fact that the two species &lt;a href="http://www.livescience.com/humanbiology/top10_missinglinks.html"&gt;shared a common ancestor&lt;/a&gt; some 5 million years ago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The genes for a group of proteins important for switching other genes on and off, known as "transcription factors," were found to vary significantly in humans and chimps. One reason for this could be that turning a gene on or off is easier than changing the gene itself.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We believe that if you want to evolve a system, it's usually easier to tweak when the protein gets turns on or the total amount of a protein as opposed to the amino acid itself," Bustamante said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negative selection&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The validity of Darwin's natural selection has been &lt;a href="http://www.livescience.com/othernews/ap_051101_dover_update.html"&gt;attacked lately&lt;/a&gt; by a small but vocal group who argue that it cannot explain all the complexity seen in nature. They advocate a concept called "&lt;a href="http://www.livescience.com/humanbiology/050922_ID_main.html"&gt;intelligent design&lt;/a&gt;," in which a higher being is responsible for the variety of life. Scientists dismiss intelligent design as &lt;a href="http://www.livescience.com/othernews/050926_ID_belief.html"&gt;cloaked creationism&lt;/a&gt; and say that there are no significant problems with the widely accepted theory of evolution.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While mainstream scientists do not need further evidence that natural selection occurs, Bustamante's work provides examples of its pace and extent and offers the promise of medical advances down the road.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another 13 percent of the genes examined in the study showed evidence for negative selection, whereby harmful mutations are weeded out of the population. These included some genes implicated in hereditary diseases, such as muscular dystrophy and Usher syndrome. The latter is the most common cause of congenital blindness and deafness in developed countries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medical geneticists are interested in finding genes sensitive to negative selection because they might one day be useful for predicting an individual's likelihood of developing a disease if the types of mutation to a gene and the environmental conditions are known.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Being able to determine which classes of genes are particularly vulnerable to negative selections is a first step, Bustamante said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The findings were detailed in the Oct. 20 issue of the journal Nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.livescience.com/humanbiology/051102_natural_selection.html"&gt;http://www.livescience.com/humanbiology/051102_natural_selection.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto é esclarecedor.Um erro muito comum sobre a evolução adaptativa é postular que ela é algo que "demora a acontecer".Isso é errado.A evolução adaptativa pode ocorrer em curtos períodos de tempo geológico e até mesmo em frente aos nossos olhos.Ela continua ocorrendo em populações que possuem variação quanto ao sucesso reprodutivo e herdabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, como houve fluxo genético em todo mundo, também não surgiu as condições apropriadas para que ocorresse a cladogênese (transformação de uma espécie em outra) nos últimos milhares de anos, mas a anagênese (transformação dentro da espécie) continuou a ocorrer.Só lembrando que mudança morfológica significativa pode ocorrer sem especiação.Isso que significa que mesmo que a população humana nunca mais se especie, nada garante que futuramente ela será muito semelhante a de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se &lt;a class="postlink" href="http://anthro.palomar.edu/adapt/Default.htm" target="_blank"&gt;nesse site&lt;/a&gt; um resumo de quatro adaptações humanas principais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Tolerância à lactose&lt;br /&gt;2) Melanismo&lt;br /&gt;3) Adaptação à climas extremos&lt;br /&gt;4) Adaptação à altas altitudes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa resposta de Mark Isaac do site &lt;a href="http://www.talkorigins.org"&gt;Talk Origins Archive &lt;/a&gt;sobre a alegação que seres humanos não evoluíram nos últimos milhares de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"There is evidence that humans have evolved in the last several thousand years and continue to evolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Analysis of variation in the human genome indicates that genes associated with brain size have evolved over approximately the last 37,000 years and 5800 years (Evans et al. 2005; Mekel-Bobrov et al. 2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sickle-cell resistance has evolved to be more prevalent in areas where malaria is more common.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Lactose tolerance has evolved in conjunction with cultural changes in dairy consumption (Durham 1992). * Some humans have recently acquired mutations which confer resistance to AIDS (Dean et al. 1996; Sullivan et al. 2001) and to heart disease (Long 1994; Weisgraber et al. 1983). "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.talkorigins.org/indexcc/CB/CB928_2.html" target="_blank"&gt;http://www.talkorigins.org/indexcc/CB/CB928_2.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-8725614626860322189?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/8725614626860322189/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=8725614626860322189' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8725614626860322189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8725614626860322189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/seleo-natural-de-darwin-continua.html' title='Seleção Natural de Darwin continua trabalhando em humanos'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-8066859132643646376</id><published>2007-04-02T16:26:00.000-07:00</published><updated>2007-04-02T16:54:11.539-07:00</updated><title type='text'>Debate aponta hiato entre cientistas sociais e biólogos moleculares</title><content type='html'>da &lt;strong&gt;Folha de S.Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem que o filósofo da ciência Hugh Lacey, o terceiro a ter a palavra no debate sobre o PGH (Projeto Genoma Humano) na terça-feira, na Folha, avisou. "A retórica da legitimação do enorme financiamento público e dos investimentos privados em projetos genoma, e agora também em outros estudos de biologia molecular, tem dois componentes principais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles seria metafísico (o determinismo genético e a proposta de que o seqüenciamento implica no entendimento do Livro da Vida). O outro, disse Lacey, foi a promessa de que a soletração do DNA do Homo sapiens traria grandes benefícios sociais e médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate, feito por ocasião do lançamento do livro "Promessas do Genoma", de Marcelo Leite, colunista da Folha, serviu para sedimentar aquilo que o próprio Leite já havia mencionado em sua fala -e, também, escrito em sua mais recente obra, fruto de uma tese de doutorado em ciências sociais na Unicamp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro o abismo que existe entre os "humanistas" (como Lacey) e os "cientistas naturais" (representados no debate pela geneticista Mayana Zatz, da USP, e pelo biólogo molecular Gonçalo Pereira, da Unicamp), ao qual o escritor britânico Charles Percy Snow se referiu como o hiato entre "as duas culturas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A advertência do filósofo da ciência sobre a retórica vem bem a calhar. De forma inconsciente até, os biólogos moleculares presentes ao evento se omitiram de um debate aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Lacey entrelaçou a retórica da legitimação do PGH ao enfraquecimento da ciência, porque o discurso usado pelos grandes nomes internacionais do genoma, disse o filósofo, não foram embasados na própria ciência, o segundo grupo mostrou a dificuldade de fazer uma reflexão desse processo recente da biologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que ambos os cientistas sejam apenas retóricos, não que ambos sejam "deterministas". Mas o sentido social e até ético da função deles era levado sempre para o individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem coloca a mão na massa sabe quais são as limitações. Às vezes, você realmente tem de vender o peixe quando precisa de financiamento. Não adianta você dizer: "Olha, vou ficar 20 anos seqüenciando para talvez chegar a um resultado". A gente tenta dourar um pouquinho a pílula. Mas sabemos que as limitações são enormes e temos um longo caminho pela frente", disse Zatz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, a tese de que os genes são os causadores de tudo também precisa cair. O ambiente --com o que todos os debatedores concordaram-- também tem um papel fundamental nos processos biológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única convergência no evento foi essa. De resto, nenhuma outra ponte parece estar sendo construída para que o hiato possa ser preenchido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leite, enquanto cientista social, defendeu uma reconfiguração das metáforas genéticas que, por si só, encerram o conceito determinístico dos genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zatz e Pereira preferiram fincar pé em seus terrenos firmes. "A sobrevivência na face da Terra depende totalmente do conhecimento que teremos da biotecnologia", disse Pereira. "Reduzir o sensacionalismo é algo para o jornalista fazer."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16209.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16209.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Sr. Hugh Lacey e a Sra. Mayana Zatz não vêem que o determinismo genético está definitavamente morto na literatura científica?O caso de Lacey é ainda mais intrigante, porque ele alega que os cientistas utilizam o financiamento do programa genoma para cumprir objetivos metafísicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos alegam que o determinismo ainda está vivo entre os defensores da sociobiologia, como Richard Dawkins e Edward Wilson.Nada mais enganoso.O que eles defendem é que os genes INFLUEM no comportamento dos animais, incluindo aí os humamos.Influir é uma coisa diferente de determinar.É claro que genes tem influência no comportamento, caso contrário não poderíamos explicar porque uma ovelha age diferente de um leão.Os próprios etólogos que me referi reconhecem que os seres humanos tem uma variabilidade maior de comportamento que os animais (ver citações dos dois em "Tábula Rasa", Cia das Letras), o que é uma evidência que eles consideram a influência ambiental como um fator decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O determinismo genético não só é absurdo, como contradiz a embriologia moderna.A última diz que o programa genético da embriologia NÃO é como uma planta de arquitetura de um avião.Cada gene não têm uma correspondência clara sobre como será formado cada parte do organismo individual.A alegação de determinismo genético é válido só faria sentido se pré-formacionismo também fosse.Esta última é uma antiga teoria embriológica que diz que os organismos, desde a concepção, contêm sua forma adulta completa, que se desenvolve no decorrer do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais absurdo é que ainda existam filósofos da ciência e biólogos precupados com uma ameaça inexistente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-8066859132643646376?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/8066859132643646376/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=8066859132643646376' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8066859132643646376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/8066859132643646376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/04/da-folha-de-s.html' title='Debate aponta hiato entre cientistas sociais e biólogos moleculares'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1155070977232884471</id><published>2007-03-30T18:51:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T19:06:39.858-07:00</updated><title type='text'>Darwinismo perdendo adeptos?</title><content type='html'>Não são muitos os cientistas antidarwinistas atualmente.Isso pode ser visto pelo um baixo-assinado da Discovery em que até agora já reuniu cerca de 600 dissidentes do Darwinismo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dissentfromdarwin.org/"&gt;http://www.dissentfromdarwin.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um número inferior ao número (mais de 700) que a National Center for Science Education reuniu de cientistas chamados Steve (ou com nome cognata,como Stephanie) que concorda com a seguinte afirmação: “A evolução é um vital, bem-suportado princípio unificador das ciências biológicas, a evidência científica é esmagadora a favor da idéia que todas as coisas vivas compartilham de um ancestral comum.Embora hajam debates legítimos sobre os testes padrões e processos da evolução, não há nenhuma dúvida científica séria que a evolução ocorreu ou que a seleção natural é um mecanismo principal em sua ocorrência. É cientificamente impróprio e pedagogicamente irresponsável que a pseudociência criacionista , incluindo o Design Inteligente, ser introduzido no currículo científico nos currículos de ciência de escolas públicas de nossa nação".Aqui mostro a referência dessa paródia no link: &lt;a href="http://www.ncseweb.org/resources/articles/3697_the_list_2_16_2003.asp"&gt;http://www.ncseweb.org/resources/articles/3697_the_list_2_16_2003.asp&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que o número de Steves é aproximadamente 1% da população dos EUA, o que nos permite especular que na pior das hipóteses 99% dos cientistas são defensores da Teoria Sintética da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo-assinado da Discovery mostrando dissenção crescente do Darwinismo?Só quando o número de assinantes da listinha da Discovery ultrapassar a do Projeto Steve. Não lembro direito, mas da penúltima vez que apurei o placar, estava uns 600 X 500 para o Projeto Steve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1155070977232884471?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1155070977232884471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1155070977232884471' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1155070977232884471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1155070977232884471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/darwinismo-perdendo-adeptos.html' title='Darwinismo perdendo adeptos?'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1852326289084741981</id><published>2007-03-26T16:27:00.000-07:00</published><updated>2007-03-26T17:45:13.552-07:00</updated><title type='text'>Criado mosquito transgênico para combater malária</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Criado mosquito transgênico para combater malária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tipo de mosquito transgênico resistente à malária que tem melhor potencial de sobrevivência do que os insetos transmissores da doença foi criado por cientistas americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores desejam introduzir os insetos transgênicos na natureza para que eles acabem predominando sobre os transmissores, em uma estratégia para controlar a malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mosquito criado pelos cientistas é portador de um gene que impede que ele seja infectado pelo parasita da malária. Detalhes do estudo foram publicados em Proceedings of the National Academy of Sciences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobrevivência &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em uma experiência de laboratório, um mesmo de mosquitos selvagens e de mosquitos transgênicos pôde picar ratos infectados com malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que se reproduziram, um número maior de mosquitos transgênicos sobreviveu. Depois de nove gerações, 70% dos insetos pertenciam à variedade resistente à malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas também inseriram uma proteína fluorescente verde nos mosquitos geneticamente modificados que fez com que seus olhos tenham um brilho esverdeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, os pesquisadores puderam contar com mais facilidade os insetos dos dois tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vantagem &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O cientista Mauro Marrelli e seus colegas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, no Estado americano de Maryland, escreveram no artigo sobre suas experiências: "Pelo que sabemos, ninguém anunciou antes ter demonstrado que mosquitos transgênicos têm uma vantagem física sobre os não-transgênicos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mosquitos geneticamente modificados tinham um índice de sobrevivência maior e punham mais ovos. Mas quando ambos os tipos de insetos se alimentaram de sangue não-infectado, competiram em pé de igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os mosquitos resistentes sejam úteis na natureza, precisam sobreviver melhor do que os não-resistentes mesmo quando não são expostos à malária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, os pesquisadores concluíram: "Os resultados têm implicações importantes para a implementação de controle da malária através da alteração genética de mosquitos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mosquitos transgênicos que interfiram no desenvolvimento do parasita da malária tornarão mais difícil o reestabelecimento desse microorganismo em uma área depois de sua erradicação, dizem os cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A malária, que se propaga através do parasita plasmódio, formado por uma única célula, é endêmica em partes da Ásia, África, América Central e do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença, transmitida pela picada do mosquito do gênero anófeles, afeta 300 milhões de pessoas e mata um milhão por ano em todo o mundo. No Brasil a região mais afetada é a Norte, sobretudo na região amazônica, onde são registrados por volta de 500 mil casos anuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 90% dos casos são registrados na África Subsaariana, onde uma criança morre da doença a cada 30 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1493491-EI298,00.html"&gt;http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1493491-EI298,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só esperemos que o coeficiente de seleção natural desses mosquitos transgênicos sejam bem elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em seleção natural, é este mecanismo que explica porque existe uma proporção tão grande de pessoas na África Subsaariana que são heterozigotas que possuem tanto o alelo da anemia falciforme (onde os homozigotos desse alelo tem hemoglobina com formato de foice) , quanto a alelo de hemoglobina com formato normal na África Subsaariana.Isso é explicado porque os portadores do alelo de anemia falciforme têm mais resitência a malária que os não-portadores.Obviamente, os homozigotos da anemia falciforme não são selecionados porque quase sempre morrem de anemia-a forma de foice das células impede-as de carregarem níveis normais de oxigênio.E os "homozigotos normais" frequentemente morrem de malária.Assim, os heterozigotos tem vantagem seletiva sobre os demais, o que não é tão bom porque eles também não são completamente saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se também que esses mosquitos transgênicos diminuam o número de pessoas com o alelo de anemia falciforme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1852326289084741981?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1852326289084741981/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1852326289084741981' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1852326289084741981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1852326289084741981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/criado-mosquito-transgnico-para.html' title='Criado mosquito transgênico para combater malária'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7788262450391038050</id><published>2007-03-23T16:44:00.000-07:00</published><updated>2007-03-23T17:11:38.493-07:00</updated><title type='text'>Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lesão em zona que integra emoção à consciência prejudica julgamentos morais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudo reforça hipótese de que a evolução dotou os seres humanos de um tipo de órgão universal da ética, alojado no sistema nervoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAFAEL GARCIA DA REPORTAGEM LOCAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para agir de maneira ética, basta pensar de maneira racional ou é preciso se deixar envolver também pelas emoções? De acordo com um estudo publicado ontem, julgamentos morais que as pessoas fazem quando estão diante de um dilema são mais emocionais do que se imaginava -sinal de que a moral não é baseada só na cultura e faz parte da natureza humana. Para lidar com essa questão, um grupo liderado pelo psicólogo americano Marc Hauser, da Universidade Harvard, e pelo neurologista português António Damásio, da Universidade do Sul da Califórnia (ambas nos EUA), submeteu diversos voluntários a um questionário com situações imaginárias de deixar qualquer um arrepiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte delas envolvia decisões do tipo "escolha de Sofia", como sacrificar um filho para salvar um grupo de pessoas. Que mãe permitiria isso? Para tentar inferir o peso da emoção em julgamentos morais, os cientistas incluíram entre os voluntários seis pessoas que haviam sofrido lesões numa área específica do cérebro, o córtex frontal ventromedial (veja o quadro à esquerda). Entre as diversas funções dessa estrutura está a integração de sentimentos à consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado do experimento foi que os portadores da lesão tiveram tendência a pensar de maneira mais "utilitária". Eles escolhiam, da maneira mais fria, a decisão que prejudicasse um número menor de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em alguns casos -dilemas de grande conflito moral- a emoção parece ter papel significativo nos julgamentos", explicou a Folha Michael Koenigs, colaborador de Hauser e Damásio. "Como os pacientes com a lesão que estudamos presumivelmente carecem de emoções sociais/morais apropriadas, seus julgamentos são mais baseados em considerações utilitárias do que em fatores emocionais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das questões usadas pelos cientistas envolvia uma situação imaginária na qual famílias vivendo num porão se escondiam de soldados que procuravam civis para matar. Um bebê começa a chorar, e a única maneira de calá-lo para evitar que todos sejam encontrados é tapar a respiração da criança por tempo suficiente para matá-la. O que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pacientes portadores da lesão estudada, a decisão correta era matar a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem empatia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta, de certa forma, era o que os pesquisadores esperavam. "Pacientes com essa lesão exibem menos empatia, compaixão, culpa, vergonha e arrependimento", disse Koenigs, que foi autor principal do artigo que descreve o experimento hoje no site da revista "Nature" (www.nature.com). Ao contrário do que se podia imaginar, porém, essas características não tornaram essas pessoas "más" ou "cruéis". Para situações sem dilemas, as respostas dos pacientes lesionados foram bastante semelhantes às dos voluntários sadios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião dos cientistas, o estudo é uma forte evidência de que pensar de maneira puramente utilitarista simplesmente vai contra a natureza humana. O córtex frontal ventromedial, afinal, seria um produto da evolução que ajudou a moldar a forma como as pessoas se relacionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele parece ser uma "parte emocional" inata do cérebro, e parece ser crítico para certos aspectos da moralidade", diz Koenigs. O pesquisador afirma, porém, que não é possível separar a influência do ambiente na ética. "A reação da maquinaria emocional com respeito a questões morais é sem dúvida moldada por forças culturais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2203200701.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2203200701.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma notícia que mostra que as teorias da Sociobiologia são bem sustentadas cientificamente.Não se descarta que as emoções morais evoluem num contexto cultural.Mas uma vez que costumes culturais ajudam pessoas a se reproduzirem mais que as outras e genes influem no comportamento das pessoas, então não podemos isolar o contexto cultural do contexto biológico (ambos estão entrelaçados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As evidências mostram cada vez mais que aquilo que conhecemos como emoções morais é, em grande parte, determinado biologicamente.As pessoas que defendem esta tese são costumeiramente chamados de adeptos do materalismo filosófico por críticos que defendem que uma alma imaterial dotada de livre-arbítrio é a única responsável por nossas ações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7788262450391038050?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7788262450391038050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7788262450391038050' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7788262450391038050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7788262450391038050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/crebro-tem-rea-ligada-moral-aponta.html' title='Cérebro tem área ligada à moral, aponta pesquisa'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-829992137881030166</id><published>2007-03-20T16:16:00.000-07:00</published><updated>2007-03-20T17:03:49.417-07:00</updated><title type='text'>Dupla sintetiza molécula 'mãe da vida'</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dupla sintetiza molécula 'mãe da vida'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores decifraram estrutura de substância ligada aos primeiros seres vivos. Molécula de RNA consegue guardar código genético e promover auto-replicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador Nogueira Do G1, em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria mais aceita para o surgimento da vida a partir de materiais inertes exige a existência de uma molécula capaz de ser, ao mesmo tempo, o ovo e a galinha: ela precisa carregar informações genéticas e também ser capaz de se auto-replicar. O dilema é que ninguém tinha visto uma molécula assim na natureza. Mas isso não foi problema para uma dupla de pesquisadores na Universidade da Califórnia em Santa Cruz. Eles a fabricaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que isso, aliás, eles decifraram a estrutura molecular dessa substância, oferecendo novas evidências de como a vida pode surgir a partir de compostos orgânicos simples. Não é coisa pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas durante muito tempo se viram num dilema. A vida como é conhecida hoje se apóia em duas pernas: de um lado, a molécula chamada DNA (nome pop do ácido desoxirribonucléico) serve para armazenar o código genético; de outro, as atividades envolvidas no metabolismo dos seres vivos são conduzidas pelas proteínas, grandes moléculas complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema: a vida precisava das duas coisas. Pior: o DNA depende das proteínas para se replicar, e as proteínas dependem do código inscrito no DNA para serem construídas. Surgia então a versão biomolecular do problema do ovo e da galinha: qual deles teria surgido primeiro? A chance de os dois terem aparecido simultaneamente por acidente era absurdamente improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento da vida continuaria um enigma até os anos 1960, quando um grupo de pesquisadores sugeriu que uma molécula até então tida como coadjuvante no mundo dos seres vivos poderia ser a chave do mistério: o RNA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primo pobre do DNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o DNA, o RNA (ácido ribonucléico) também é capaz de armazenar informação genética (hoje ele é usado pelos seres vivos em muitas funções, como por exemplo a de mensageiro do DNA, levando pedaços de código genético do núcleo da célula até as fábricas de proteína), mas, como ele é composto por uma fita simples, em vez de duas fitas entrelaçadas, como o DNA, acaba sendo muito menos resistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, ele é uma molécula com uma capacidade de interação muito maior -- poderia, de repente, fazer as duas coisas: conter informação genética e realizar algum metabolismo, propiciando sua própria replicação. Nascia a teoria do "Mundo de RNA".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma hipótese radical, que acabou ganhando muita força nos anos 1980, quando cientistas descobriram moléculas de RNA que podiam atuar como proteínas, desencadeando reações -- as chamadas ribozimas. Mas ninguém tinha visto uma molécula de RNA que promovesse a própria replicação -- de fato, ela não existe em nenhuma forma de vida atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fizeram Michael Robertson e William Scott? Fabricaram uma molécula de RNA que fizesse exatamente essa função de auxiliar na auto-replicação. "Nós temos o primeiro vislumbre de como pode ter sido essa RNA replicase", diz Gerald Joyce, do Instituto de Pesquisa Scripps, em La Jolla, Califórnia, que não participou da pesquisa, mas escreveu um comentário publicado junto com o estudo da dupla na edição desta semana do periódico "Science".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não está claro se a replicase hipotética do Mundo de RNA operava com o mesmo mecanismo [da ribozima criada por Robertson e Scott], mas é uma boa aposta", avalia Joyce. E a recriação oferece uma vantagem especial: "Diferentemente das enzimas de replicase de RNA que provavelmente se extinguiram mais de 3,5 bilhões de anos atrás, essas recriações modernas estarão disponíveis para investigação detalhada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolução in vitro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode soar estranho que, ao tentar explicar o surgimento da vida por mecanismos naturais, os cientistas apelem para a criação artificial de uma molécula. Seria essa uma evidência de design inteligente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela enésima vez, não. Para criar seu RNA, Scott e Robertson apelaram para um mecanismo chamado de "seleção in vitro" -- é como a seleção natural que impulsiona a evolução, mas ocorrendo de forma controlada e limitada num tubo de ensaio. O procedimento foi basicamente colocar certas moléculas de RNA aleatórias e buscar a escolha das "mais aptas", as que fossem mais capazes de fazer o que os cientistas buscavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez obtida a ribozima procurada, a dupla conseguiu identificar sua estrutura molecular precisa, usando para isso uma técnica conhecida como cristalografia de raios X. Ela basicamente consiste em induzir que a substância se cristalize, para depois usar o padrão de espalhamento de um feixe de raios X para identificar sua forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o grande feito da dupla, na verdade -- identificar a forma. É graças ao formato que as proteínas conseguem "agir", e com uma enzima de RNA não deveria ser diferente. E o mais surpreendente sobre a forma desse RNA primordial sintetizado é que não há nada de muito surpreendente nele. Ao que parece, a ribozima funciona de forma muito semelhante às proteínas atuais. Afinal de contas, até mesmo na história da evolução da vida, é bom não mexer em time que está ganhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11604-5603-6023,00.html" target="_blank"&gt;http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL11604-5603-6023,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa notícia liquida de vez a argumentação antievolucionista "DNA precisa de RNAs e proteínas e proteínas precisam de RNAs e DNA". Se assumirmos que o primeiro replicador foi o RNA, o problema desaparece.Neste caso, nem o requerimento das proteínas para ajudar na replicação de ácidos nucléicos é necessário.Os pesquisadores do "Mundo de RNA" acreditam que os primeiros estágios da evolução da vida todas as enzimas eram RNAs e não proteínas.Já se sabia que a descoberta que o RNA tem propriedades catalíticas (que inclui a atuação na síntese protéica) e pode agir duplamente como enzima e superfície de replicação abria caminho para postular que investigar como enzimas de RNA poderiam fabricar proteínas sem necessidade de proteínas não era mais o problema do ovo e da galinha.Agora que sabemos que o RNA pode agir duplamente e&lt;strong&gt; ao mesmo tempo&lt;/strong&gt; como enzima e superfície de replicação, esse problema está definitivamente solucionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acontecer o caso de sintetizarmos um sistema com molécula auto-replicante e com capacidade metabólica, teremos o realizado o sonho dos bioquímicos.Isso porque a definição de vida se resume a existência de um sistema coordenado de reações químicas contribuindo para sua manutenção e a replicação hereditária.Neste caso, teríamos criado de forma experimental um modelo simples de origem de vida.Essa notícia mostra que o primeiro passo para a realização dessa tarefa já foi dado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-829992137881030166?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/829992137881030166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=829992137881030166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/829992137881030166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/829992137881030166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/dupla-sintetiza-molcula-me-da-vida.html' title='Dupla sintetiza molécula &apos;mãe da vida&apos;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7474105326305827366</id><published>2007-03-16T17:52:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T18:45:04.167-07:00</updated><title type='text'>A evolução das emoções morais</title><content type='html'>Aqui vai um trecho do livro "Tábula Rasa" de Steven Pinker (Cia das Letras):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;o senso moral é repleto de peculiaridades e propenso a erros sistemáticos- ilusões morais, digamos assim-, exatamente como nossas outras faculdades. Ponderemos sobre a seguinte história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação:&lt;br /&gt;Júlia e Marcos são irmãos. Estão viajando juntos pela França durante as férias de verão da universidade. Certa noite, a sós em uma barraca perto da praia, decidem que seria interessante e divertido se tentassem fazer amor. No mínimo, seria uma nova experiência para cada um deles. Júlia já estava tomando pílula, mas Marcos ainda assim usou camisinha, só para garantir. Os 2 sentem prazer naquele ato, mas decidem não repeti-lo. Mantêm aquela noite como um segredo especial, o que os faz sentir-se ainda mais próximos um do outro.&lt;br /&gt;Qual sua opinião: o que eles fizeram foi errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo Jonathan e seus colegas apresentaram esssa história a muitas pessoas. a maioria declara prontamente que o que júlia e Marcos fizeram é errado, e depois fica procurando razões para justificar por quê. Mencionam os perigos na endogamia, mas são lembrados que usaram duas formas de contracepção. Aventam que Júlia e Marcos sairiam emocionalmente magoados, mas a história deixa claro que isso não acontece. Arriscam que aquele ato ofenderia a comunidade, mas depois lembram que foi manido em segredo. Argumentam que aquilo poderia interferir em futuros relacionamentos, mas reconhecem que Júlia e Marcos concordam em não repetir o ato. Por fim, muitos dos entrevistados admitem: "Não sei, não consigo explicar, só sei que é errado". Haidt designa esta situação como "perplexidade moral", e a evoca juntamente com outros cenários desagradáveis mas sem vítimas:&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação:&lt;br /&gt;O cachorro de uma família é morto por um carro na frente de casa. a família ouviu dizer que carne de cachorro é deliciosa, por isso cortam o corpo do cão em pedaços e o comem cozido no jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem vai ao supermercado uma vez por semana e compra uma galinha morta. Mas, antes de cozinhar a galinha, tem relação sexual com ela. Depois cozinha e come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos filósofos morais diriam que não há nada errado nesses atos, pois atos privados entre adultos de comum acordo e que não prejudiquem outros seres sensíveis não são imorais. [...]As pessoas tem sentimentos viscerais que que lhes dão convicções morais intensas, e se esforçam para racionalizar estas convicções em vista do fato. Essas convicções podem ter pouca relação com julgamentos morais que o indivíduo poderia justificar para outras pessoas com base em seus efeitos sobre a felicidade ou o sofrimento. Em vez disso, surgem de organização neurobiológica e evolutiva dos órgãos que chamamos de emoções morais. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as emoções morais evoluíram?A moral se refere a uma ética particular.A ética, por sua vez, está relacionado aos conceitos de praticar o bem e evitar o mal.A ética existe até entre os animais.Muitos animais fazem amizades de modo a facilitar pactos mutuamente benéficos.Também existe entre muitas espécies um acordo implícito entre eles que definem quando e em que circunstâncias as lutas devem ocorrer.Poderíamos nos referi a isso usando o termo "natureza de ringues e luvas".Acho que a teoria evolutiva do jogo poderia explicar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o senso moral ocorre em animal, claro que em seres humanos seria inevitável.Porém, a cultura tende a enviezá-las.Alguns seres humanos tendem a desejar universalizar sua Ética.Há um desenvolvimento deste tema em um ensaio livre particular do filósofo Marcus Valério XR (autor do site "Filosofia &amp;amp; Ficção Científica-Free Mind!!!": &lt;a href="http://ww.xr.pro.br"&gt;http://ww.xr.pro.br&lt;/a&gt; ) :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.xr.pro.br/Ensaios/Humanismo.html"&gt;http://www.xr.pro.br/Ensaios/Humanismo.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7474105326305827366?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7474105326305827366/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7474105326305827366' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7474105326305827366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7474105326305827366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/evoluo-das-emoes-morais.html' title='A evolução das emoções morais'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-2820914032021842238</id><published>2007-03-12T16:48:00.000-07:00</published><updated>2007-03-12T19:05:53.232-07:00</updated><title type='text'>Psicologia Evolutiva:Ciência ou Pseudociência?</title><content type='html'>December 3, 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evolutionary Psychology: Science or Pseudoscience?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The field of evolutionary psychology is now decades old and some people believe it's here to stay. We don't think so. In fact, we think the general method constitutes a pseudoscience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A typical "proof" paradigm in evolutionary psychology might be as follows (constructed by us for this text):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because hoarding food would have increased chances for survival in lean times, our Pleistocene ancestors should have developed by natural selection an adaptive tendency to hoard food. Since the modern era is too close to the Pleistocene for any substantial biological evolution to have occurred, modern behavior should have strong Pleistocene adaptive components. One assumption is that universality of a behavior constitutes evidence of a biologically evolved adaptation. A current survey of 10,000 households in 50 states shows that on average, when economically possible, people tend to store excess food in quantity in kitchen cupboards. The hypothesis of evolution of this adaptive behavior by natural selection is thus considered to be confirmed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problems: Do we know enough about Pleistocene behavior to say that a survey of current behavior confirms anything about any Pleistocene evolutionary scheme? Are the conclusions here already implicit in the premises? Is universality of a behavior pattern evidence of biological evolutionary adaptation? Is this science or rhetoric?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aside from questions about "confirmation", how is this game played? Apparently, the first thing is to do a small pilot survey of maybe 100 households. If one obtains results that contradict the hypothesis, one either puts the hypothesis in a drawer for "future study" and moves on to another proposed evolved Pleistocene adaptive behavior, or one looks for "faults" in the details of the survey sample or data gathering and repeats the study. The probability is high that eventually some behavioral survey will be made that "confirms" some Pleistocene evolutionary adaptation scheme. A much larger study is then designed and hopefully funded, and the general outcome is that advocates of the theoretical approach of evolutionary psychology will tend to publish research papers supporting their formulated hypotheses, and tend not to publish research papers that contradict biological determinism of particular behavior patterns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The larger the survey that's published, the more likely, because of time and expense, that it will not be repeated or redesigned by others. Certainly at least not for a few years, often not for a decade or more. Meanwhile, the large study is touted in college courses and in the media as "evidence" for biological determinism of such things as human mating behavior, marriage relations, altruism, parenting, homicidal tendencies, gender-based social inequalities, and so on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Another approach, even more egregious, is to first do a pilot survey, get a small-sample determination of universality of some current behavior, call it an evolutionary "adaptation", concoct a Pleistocene story that explains why the behavior would evolve by natural selection, then do a larger sample study to "confirm" the evolutionary hypothesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expected, at a number of campuses in the US, platoons of evolutionary psychology doctoral students are busy constructing evolutionary adaptation stories of human behavior as a prelude to designing their pilot thesis surveys. Or maybe in some cases some pilot thesis survey to identify the presence of a universal behavior pattern comes first and the evolutionary adaptation story follows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A usual commentary is to emphasize the heuristic value of the general scientific approach, i.e., the approach at least produces new research. But is that enough? During the 50-year period 1920-1970, a similar research paradigm produced thousands of studies "derived" from psychoanalytic theory in psychology, the number of such studies dwindling to a trickle only after psychoanalytic theory went out of fashion. Yes, such heuristic approaches do produce new research and keep people busy and on salary. The question is, after the fashion passes and the sand is sifted, are we left with any substantive and enduring new knowledge?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Various proponents of evolutionary psychology talk of hypotheses "derived" from Darwinian theory. But there are really no derivations in any rigorous sense, merely speculations suggested by what are often simplistic Darwinian ideas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The scientific problem here is that our ability to concoct a speculation about the behavior of Pleistocene humans that can be argued as consistent with biological determinism is not evidence of either Pleistocene behavior or biological determinism, but evidence only of our imaginative abilities to concoct such speculations, and studies of current human behaviors that are supposedly extensions of Pleistocene behavior add no substance to the mix of speculation, since the idea that any current behavior is an extension of Pleistocene behavior is also a speculation. In sum, evolutionary psychology is not even a "soft" science, it's a pseudoscience that endures as a fashion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The main offering of evolutionary psychology consists merely of arguments that are plausibly consistent with elementary Darwinism coupled with simplistic speculations about Pleistocene adaptations. It's not enough. And the bleat that human behavior is complex provides no remedy for a pseudoscience of human psychology.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The idea that the social sciences can potentially benefit from more attention to human biology is valuable and should definitely be encouraged, especially in the training of social scientists. Whether or not some or all aspects of human behavior are the result of evolution by natural selection (as opposed to cultural consequences or some combination of the two sources of variables) is still an open question not yet handled adequately by any rigorous scientific approach. Certainly, applications of any current "results" of evolutionary psychology to public policy-making are at present not justified and potentially dangerous to society.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In addition to generating technological and public progress, science has always been a source of public confusions. From one academic enclave or another, gas-filled balloons are sent out to be caught by the media, who in turn do a wonderful job of confusing the public. It's unfortunate that currently in the social sciences evolutionary psychology is a prime source of confusions about the links between biological evolution and human behavior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Addendum (12.04.05):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolutionary psychology has been vigorously criticized by others over the years, and the ideas above are nothing new. What prompted this editorial were some queries from readers concerning the origins of human behavior, and a desire to clarify our views.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dan Agin. ScienceWeek &lt;a href="mailto:dpa@scienceweek.com"&gt;dpa@scienceweek.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://scienceweek.com/editorials.htm#051203" target="_blank"&gt;http://scienceweek.com/editorials.htm#051203&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponho aqui alguns trechos do debate entre Danniel Soares ("tradutor oficial" de textos em inglês para o site Biociência) e Rubens Pazza (geneticista que é um dos fundadores do site Biociência: &lt;a href="http://www.biociencia.com"&gt;http://www.biociencia.com&lt;/a&gt; ) no fórum Clube Cético.Alguns trechos interessantes do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danniel Soares (que no fórum Clube Cético usa o nickname de "Buckaroo Banzai") :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A hereditariedade cultural, pode evoluir de forma bem mais rápida que a genética. E essa cultura também pode ser alvo de seleção natural. Se essas histórias do pleistoceno que se pode inventar então realmente ocorreram, elas não precisaram operar sobre genes, e os genes em si poderiam ser selecionados para coisas que de fato se constata que são determinadas por genes, e que de fato evoluíram ao longo do tempo, como as diferenças de pigmentação, algumas diferenças morfológicas, adaptações à diferentes dietas e etc. Coisas que não poderiam evoluir culturalmente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens Pazza (que no fórum Clube Cético usa o nickname de "Atheist") respondeu a Danniel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu acho que o efeito é duplo. Nossa capacidade nos torna aptos a satisfazer vários instintos de maneiras diversas, o que se reflete em diferentes culturas. Ao mesmo tempo, mudanças nas culturas podem atuar como pressões seletivas para certas formas de se resolver problemas. Em muitos casos, as mudanças nas culturas são apenas de modo, ou seja, o objetivo é o mesmo, mas as ferramentas mudaram. Antigamente poder significava conseguir mais alimento, por exemplo. Para isso, hoje, é preciso dinheiro. Logo, ter dinheiro é ter poder. O que muda é o objeto, não o objetivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danniel disse:&lt;br /&gt;"O problema é que se pode inventar outras histórias pleistocênicas para dar conta da seleção de um mesmo comportamento, sem ter como testar qual foi mesmo a real. Meio como interpretações de sonhos das pessoas, apenas com uma aparência um pouco mais pé-no-chão. E tudo isso sem ter que se dar ao trabalho de apontar quais e quais genes determinam o comportamento estudado, como é feito com o estudo do comportamento de insetos e coisas do tipo. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubens Pazza respondeu ao Danniel:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como já comentei aqui, se esperássemos para demonstrar que uma característica é genética apenas quando encontrássemos e clonássemos o gene responsável por ela, nem Mendel teria publicado seu artigo. Primeiro precisamos saber o que procurar, decidir quais são os candidatos. Depois vem o trabalho de se isolar cada um deles e aprender sobre seu papel. O problema em se tratar de seres humanos é que não é possível realizar experimentos controlados. Precisamos nos basear em correlações que não indicam necessariamente causa e efeito. É aí que estudos com gêmeos são importantes, a despeito das críticas (embora me pareça haver mais defensores com bons argumentos do que boas críticas, especialmente nos estudos mais atuais sobre gêmeos - o livro "o que nos faz humanos" de Matt Ridley comenta sobre tais estudos e suas críticas)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também quis participar do debate.Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O forista Raphael disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acredito que Stephen Pinker fale mais sobre isso não. Mas, de antemão, não acredito que seja pseuciência a psicologia evolutiva, visto que pode ser também aplicada a todos os seres viventes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danniel respondeu a citação acima assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Está confundindo psicologia evolutiva com etologia. Etologia é o estudo do comportamento biológico. Psicologia Evolutiva é exclusivamente humana e parte da premissa que há uma natureza especificamente humana, moldada por seleção natural, especificamente no Pleistoceno."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu (forista "Huxley") respondi a citação acima assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não acho necessária haver uma separação de Etologia e Psicologia Evolutiva.A Psicologia Evolutiva poderia ser incorporada como uma subdivisão da Sociobiologia.O ser humano é um animal e os genes também tem influência em tornar certos comportamentos humanos mais prováveis que outros.Se assim não fosse, a mente de um feto seria a uma tábula rasa a ser preenchida pelos pais e pela sociedade e uma alma material dotada de livre-arbítrio seria a única responsável pelas nossas ações.Ambas as coisas não tem respaldo nas evidências, como argumenta Steven Pinker em "Tábula Rasa" (Cia das Letras).Parte da explicação do comportamento humano é biologia pura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o comportamento humano sofra impacto da evolução cultural, esse aspecto também é uma preocupação da Biologia Evolutiva.John Maynardi Smith e Eros Szathmáry (em "The Major Trasitions in Evolution", Oxford University Press) colocam a origem da linguagem como um dos nove eventos-chaves da evolução, ao lado da origem da multicelularidade e da origem simbiótica dos procariontes a partir dos procariontes.Como tratar da origem da liguagem sem inseri-la num contexto cultural?A verdade é que criamos conceitos e tentamos cortar e esticar a natureza para que a mesmo cabe, ignorando que não cabe.A verdade é que a natureza é muito complexa para ser descrita por um único conceito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,10480.0.html"&gt;http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,10480.0.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.admit-one.net/webimages/wowsignal.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-2820914032021842238?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/2820914032021842238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=2820914032021842238' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2820914032021842238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2820914032021842238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/psicologia-evolutivacincia-ou.html' title='Psicologia Evolutiva:Ciência ou Pseudociência?'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7971779348245849134</id><published>2007-03-09T15:29:00.000-08:00</published><updated>2007-03-09T16:08:18.418-08:00</updated><title type='text'>"Neo-ateísmo":uma rápida análise</title><content type='html'>Gostaria de abordar a repercussão que está existindo na mídia sobre a corrente conhecida vulgarmente como "ateísta-científica" que oferece explicações naturais para o surgimento da fé e questiona o papel das religiões, além de pregar que a Humanidade estaria melhor sem elas. Foram dezenas de livros lançados no ano passado por cientistas influentes.E se destacam entre eles, “The God Delusion” do zoólogo Richard Dawkins, “Christian Nation” do neurocientista americano Sam Harris e “Breaking the Spell” do filósofo americano Daniel Dennett.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ter uma visão melhor sobreo assunto, sugiro que todos leiam esta reportagem da Época:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG75728-5990,00.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG75728-5990,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dawkins diz: "Imagine nenhum homem-bomba, nenhum 11 de setembro, nenhuma Cruzada, nenhum conflito na Irlanda do Norte, nenhuma guerra entre Israel e Palestina. Imagine nenhum Taleban para explodir as estátuas gigantes de Buda no Afeganistão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os jornalistas da Época na reportagem citada, os religiosos se defendem dizendo que sem a religião também não haveria missionários para tratar de doentes de aids na África, defender lavradores na Amazônia, visitar os presos ou criar algumas das mais belas manifestações artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Dawkins insiste: "Você realmente imagina que a única razão pela qual as pessoas tentam ser boas é para ganhar a aprovação de Deus?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dennett também comenta: "Segundo essa lógica, sem a cenoura e o chicote divinos, as pessoas se entregariam aos desejos mais básicos, quebrariam promessas, trairiam os cônjuges, abandonariam seus deveres".Dennett afirma que não existe evidência para essa asserção.Para confirmar isso, ele mostra uma estatística que entre os 2 milhões de presidiários americanos a proporção de religiosos - inclusive de não-religiosos - é a mesma que entre a população livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha opinião é que ambos estão certos e enganados.Por exemplo, Dawkins quer apontar a religião como a principal responsável por determinados conflitos e guerras, mas se fosse coerente também perguntaria isso: "Você realmente imagina que a única razão pela qual as pessoas tentam ser más é para ganhar a aprovação de Deus?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas religiões induzem as pessoas acreditarem que não é preciso os fiéis pensar, porque já existe uma ideologia que pensem por elas.As pessoas podem ser agradecidas a religião e ao seu respectivo Deus, por algum benefício que elas trouxeram em suas vidas e como forma de agradecimento, poderiam aplicar o sistema de regras sem nenhum questionamento, coisa recomendada pela própria religião e que tem sua eficácia aumentada pela ameaça do inferno em caso de desobediência.Assim, se essas religiões possuem mandamentos anti-éticos e belicistas em seus sistema de regras, como poderíamos insentá-las de qualquer culpa em conflitos e guerras?Por outro lado, Dawkins está errado em achar que todas as religiões possuem mandamentos anti-éticos e belicistas em seu sistema de regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não há nada que leve alguém acreditar que os cérebros das pessoas são como depósitos de informações, onde a religião tem de ter a culpa sempre.Neste caso, a ignorância de Dawkins sobre as religiões prejudica sua avaliação das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos agora a argumentação de Dennett.A teoria dele é interessante.A religião não pode ser responsável pela inexistência de um caos moral.Mas isso implicaria que a religião não incentiva boas ações?A religião poderia eventualmente usar a ética como um meio de se alcançar os objetivos do sistema de regras.Mas se muitas vezes a ética é alcançada desta forma, qual é o problema?Muitas vezes, as pessoas não se dão conta o quão bom pode ser a prática do altruísmo (estudos científicos mostram que altruísmo pode aumentar o nível de felicidade para a pessoa que o pratica).Se as pessoas descobrem isso, através da “cenoura divina”, qual o problema?A “cenoura divina” pode não explicar a bondade das pessoas, mas pode ser um catalisador para a prática de boas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “ciência da felicidade” mostra que a religião aumenta o nível de felicidade das pessoas.Pesquisas mostram que pessoas religiosas têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam menos que as não-religiosas (Bárbara Axt,2006.A Busca da Felicidade.Superinteressante,edição 212,Abril de 2006).A religião dá significado a vida das pessoas, que é um dos três componentes da felicidade (as outras são:prazer e engajamento).É a sensação “no final, nossas injustiças serão corrigidas e nossos esforços serão reconhecidos”.Claro que o significado de vida pode ser conquistado de outras formas (como acreditar que sua vida é importante para a justiça social, a ciência ou o progresso), mas em geral as pessoas tem dificuldades em consegui-la em outro caminho que não a religião.Esse é um dos benefícios da religião que os neo-ateus não reconhecem e ignoram na hora de avaliar que “o mundo estaria melhor sem as religiões”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, acho que é difícil saber se medindo vantagens e desvantagens, a crença religiosa tenha sido uma força a favor do bem ou do mal. No meu caso, a única certeza que tenho é que, ou se admite que a religião influi tanto positivamente e negativamente no comportamento das pessoas, ou simplesmente se admite que o efeito das religiões sobre a bondade e a maldade é insignificante para ambos.O problema que vejo é pseudo-céticos utilizando o argumento da “insignificância da influência” para minimizar os efeitos positivos da religião e utilizando o contra-argumento para defender a tese da nocividade das religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dawkins tem uma empolgação exagerada em usar o darwinismo como forma de justificar seu ateísmo.Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por definição, explicações fundamentadas em premissas simples são mais plausíveis e satisfatórias que teorias segundo as quais é necessário postular eventos complexos e estatisticamente improváveis, e certamente não se pode pensar em nada muito mais complexo e improvável que um Deus todo-poderoso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.secularhumanism.org/library/fi/dawkins_18_3.html"&gt;http://www.secularhumanism.org/library/fi/dawkins_18_3.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução:&lt;a href="http://www.ateus.net/autor/index.php"&gt;André Díspore Cancian&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.ateus.net/artigos/critica/a_improbabilidade_de_deus.php"&gt;http://www.ateus.net/artigos/critica/a_improbabilidade_de_deus.php&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trecho do artigo de Manuel Soares no Observatório da Imprensa esclarece outra citação de Dawkins que segue essa mesma tendência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Marcelo Cavallari, por sua vez, em seu brilhante artigo "O provicianismo neo-ateu" (Época, nº 443, 13 de novembro de 2006, p. 97), desqualificando-o ainda mais como filósofo, lembra que ele cita uma "piada" de Bertrand Russell – como se fosse um argumento sério – segundo a qual a existência de Deus é tão impossível de provar pela ciência quanto a hipótese de que há uma xícara em órbita do Sol, entre a Terra e Marte. Segundo M. Cavallari, o que Dawkins não percebe – e o que faz da asserção de B. Russell uma anedota – é que a questão da existência de Deus – isto é, de uma Causa Final, de uma razão-de-ser do Universo e de um propósito ético movendo o mundo –, algo que o método científico-experimental realmente não pode corroborar nem refutar jamais, é uma questão importante, atormentadora, que preocupa todos os homens, alguns mais que outros, ao passo que a possibilidade de que exista uma xícara em órbita no Sistema Solar não passa de uma curiosidade, um assunto para diletantes numa mesa de bar depois da quinta dose de uísque."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=410OFC001"&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=410OFC001&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas não percebem que afirmar "Deus não existe" sem ter algum tipo de evidência para confirmar isso é uma asserção com status igual a de uma argumentação de um crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, nega-se isso dizendo: "oh, você está revertendo o ônus da prova, quem deve provar que Deus existe são os teístas."Errado, quem afirma a inexistência de Deus é quem está com o ônus da prova, não importa se a questão foi inicialmente levantada por teístas.Isso só não seria válido se a pessoa apenas afirmasse "Não creio que a proposição 'Deus não existe' seja verdadeira", o que levaria ao ateísmo agnóstico.Presumir que a falta de provas da existência de Deus equivale a uma prova contra sua existência é uma falácia de apelo a ignorância igual a dizer que atualmente não existe coelho verde no mundo apenas porque recentemente ainda não foi encontrado um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apelo a ignorância é válido, então pode-se argumentar assim:"Os ateístas não podem fornecer evidências convicentes da não-existência de Deus. Portanto, Deus realmente existe/os ateístas estão errados ao não acreditarem nele".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7971779348245849134?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7971779348245849134/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7971779348245849134' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7971779348245849134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7971779348245849134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/neo-atesmouma-rpida-anlise.html' title='&quot;Neo-ateísmo&quot;:uma rápida análise'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-2904031516778185922</id><published>2007-03-05T15:28:00.000-08:00</published><updated>2007-03-05T15:57:35.825-08:00</updated><title type='text'>A evolução dos cromossomos sexuais</title><content type='html'>&lt;a name="4174089583494987607"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Physics News Update nº 813&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 813, de 27 de fevereiro de 2007 por Phillip F. Schewe, Ben Stein e Davide Castelvecchi. &lt;a href="http://www.aip.org/pnu/"&gt;PHYSICS NEWS UPDATE &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUEBRA ESPONTÂNEA DE SIMETRIA NOS GENES FEMININOS. Uma agregação espontânea de proteínas determina, aleatoriamente, qual dos dois cromossomos X em uma célula feminina permanecerá ativo e qual ficará desabilitado - é o que diz um novo modelo físico. Em todos os mamíferos placentários, as fêmeas das espécies têm duas versões de cromossomo X, enquanto os machos têm apenas um X, mais um cromossomo Y. Para evitar uma super-expressão dos genes dos cromossomos X, as células femininas têm que, virtualmente, "trancafiar" um de seus X. Os cromossomos X são capazes de se encapsular em uma pasta de RNA — produzida por um de seus genes, chamado XIST — que inibe a expressão de todos os seus genes. Porém, até recentemente, não se sabia como as células de uma fêmea sabiam que tinham dois X, como elas escolhiam qual delas trancafiar, ou como mantinham exatamente uma ativa. Experiênicas com ratos — cujo resultado, presumivelmente, se aplica a outros mamíferos — mostraram que, durante as fases iniciais do desnvolvimento, cada célula embrionária tem uma chance de 50-50 de trancafiar um X ou outro. Foi proposto recentemente que um X permanece ativo quando certas proteínas se agregam em um trecho específico do cromossomo, trancafiando seu "gene suicida" XIST. Mas permanecia não esclarecido por que proteínas que flutuam no núcleo, se agragariam em torno de um dos cromossomos, mas não do outro — um exemplo do que os físicos chamam de "quebra espontânea de simetria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um artigo a ser publicado na Physical Review Letters descreve um modelo de mecânica-estatística para a agregação das proteínas que explicaria este fenômeno. O modelo se baseia em uma descoberta chave, publicada no ano passado, especificamente que os dois cromossomos X das fêmeas se alinham lado a lado, bem na hora em que um deles deve ser silenciado. Para um valor crítico das energias de ligação da proteína, mostram os autores, existe uma alta probabilidade de que um exato agregado se forme nas proximidades dos dois cromossomos. O agregado vai, rapidamente, se ligar a um dos X, trancafiando seu gene XIST e impedindo, assim, que o cromossomo se "suicide". O modelo explica, também, como as células podem "contar" seus X. Nos machos, o complexo de proteínas só tem um cromossomo para se ligar, de forma que isso salvará do único X de se suicidar. Em cromossomos não associados ao sexo, um mecanismo similar também pode determinar quais das duas versões de certos genes será expressada e qual será silenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nicodemi e Prisco, artigo a ser publicado na Physical Review Letters; Mario Nicodemi da Universidade "Frederico II" em Nápoles, Itália. Ver também: Na Xu et al., Science, 24 de fevereiro de 2006; Bacher et al., Nature Cell Biology, março de 2006; e Donohoe et al., Molecular Cell, 12 de janeiro de 2007.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://chivononpo.blogspot.com/"&gt;http://chivononpo.blogspot.com/&lt;/a&gt;  (01 Março 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que temos o mecanismo da expressão gênica dos cromossomos sexuais, então agora temos a peça que faltava para montar o quebra-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esse mecanismo evoluiu e porque ele se mantém?A teoria da taxa sexual estável de R.A. Fisher explica muito bem isso.Suponha uma população grande com dois sexos.Imagine agora que haja um excesso de fêmeas na população.Então, um mutante que produza mais machos será favorecido pela seleção natural, porque seus descendentes enfrentararam menos concorrência na atração de parceiras do que as fêmeas terão na atração por machos.O mesmo raciocínio ocorre no caso de haver um excesso de machos.Essa teoria explica porque as pressões seletivas levam a uma taxa de 50:50 na distribuição dos sexos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-2904031516778185922?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/2904031516778185922/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=2904031516778185922' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2904031516778185922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/2904031516778185922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/evoluo-dos-cromossomos-sexuais.html' title='A evolução dos cromossomos sexuais'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1092768872013451947</id><published>2007-03-02T18:56:00.000-08:00</published><updated>2007-03-02T19:13:38.154-08:00</updated><title type='text'>Robert Shapiro e a origem da vida</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Simpler Origin for Life&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The sudden appearance of a large self-copying molecule such as RNA was exceedingly improbable. Energy-driven networks of small molecules afford better odds as the initiators of life. By Robert Shapiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sciam.com/article.cfm?chanID=sa004&amp;articleID=B7AABF35-E7F2-99DF-309B8CEF02B5C4D7" target="_blank"&gt;http://sciam.com/article.cfm?chanID=sa004&amp;amp;articleID=B7AABF35-E7F2-99DF-309B8CEF02B5C4D7&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo tal leitura.Extenso, aproveitem para ler enquanto está disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que vejo uma discussão sobre a abiogênese, eu só lembro do argumento criacionista de que "Pasteur refutou a geração espontânea da vida".A melhor resposta para isso foi dada por Mark Isaac do site Talk Origins Archive:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A geração espontânea que Pasteur e outros refutaram era a idéia que tipos de vida tais como os ratos, as larvas, e as bactérias podem rapidamente aparecer inteiramente formados. Refutou uma forma de criacionismo.Não há nenhuma lei da biogênese que vida muito primitiva não pode se dá através de tipos de moléculas cada vez mais complexas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.talkorigins.org/indexcc/CB/CB000.html"&gt;http://www.talkorigins.org/indexcc/CB/CB000.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a lei da biogênese dissesse que a vida só pudesse vir de vida, teríamos uma regressão infinita de criações desde o infinito passado para fugir de um paradoxo terrível.O raciocínio que critico é tão mal-feito, que eu conheço um criacionista que abandonou essa argumentação faz algum tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1092768872013451947?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1092768872013451947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1092768872013451947' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1092768872013451947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1092768872013451947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/03/robert-shapiro-e-origem-da-vida.html' title='Robert Shapiro e a origem da vida'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1696498552336485881</id><published>2007-02-26T15:54:00.000-08:00</published><updated>2007-02-26T16:16:24.677-08:00</updated><title type='text'>Chimpanzés flagrados usando lanças, diz monolito</title><content type='html'>By now you've probably heard the news: chimpanzees have been reported manufacturing, and using, spears (Gibbons 2007, Pruetz &amp; Bertolani 2007)). I'll say that again. Chimps Pan troglodytes make and use spears…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Specifically, the chimps concerned are of the subspecies P. t. verus, a taxon that some researchers (Morin et al. 1994, 1995) have tentatively elevated to specific status. As reported in Current Biology by Jill Pruetz of Iowa State University and Paco Bertolani of the University of Cambridge, the observations concern the 35 chimps of the Fongoli site in Senegal. On more than 20 occasions between March 2005 and July 2006 the Fongoli chimps were observed to fashion wooden spears and then use them in hunting concealed bushbaby prey that were hiding in cavities in trees and branches. Unlike many of the tool-using chimps we are familiar with, such as the Gombe and Tai National Park chimps, the Fongoli chimps are not rainforest animals, but inhabit a grassland-woodland mosaic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tool use in chimps has been known about for several decades, and over the years the sorts of tools that chimps have been observed using have become increasingly sophisticated. Termite fishing was reported by Jane Goodall in the 1960s and the use of hammers and anvils to break open nuts became well known in the 1990s (Goodall 1968, Boesch et al. 1994). The adjacent image shows one of the Gombe chimps using a tool to catch termites: those who've read any of Goodall's research will know the significance of the chimpanzee individual shown in the photo [image from here]. While there is one account in which a Tanzanian chimp was reported to use a tool to rouse a squirrel that was then killed and eaten (Huffman &amp; Kalunde 1993), the manufacture and use of spears* is something very, very new. The chimps would break off a live branch, remove its twigs and leaves, and then form a sharpened point with their incisor teeth. The resultant tools averaged 60 cm in length.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Some primatologists have already noted that use of the term 'spear' implies that the objects are thrown at prey, whereas the tools used by the Fongoli chimps are apparently used as stabbing weapons. There may, then, be some dispute over terminology.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The tools were deployed, not simply as probing devices as is the case when the chimps fish for termites, but as stabbing weapons that were thrust forcefully into the cavities. The spears were not used to extract the prey: from the description that Pruetz &amp; Bertolani (2007) provide it seems that the bushbabies were killed within the cavity by the spear tip, and then extracted by hand. Only one successful kill was observed, and even in that case it could not be determined with certainty whether the spear was responsible for the death of the bushbaby. However, the evidence still looks pretty good.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The fact that chimps manufacture spears raises the possibility that such tools appeared much earlier within hominid history than we've thought until now. This ties in with recent work on archaeological sites, showing that chimps in what is now the Tai National Park have been using stone tools for thousands of years: a discovery which supports antiquity of tool use within hominids [adjacent image shows exacavated chimpanzee stone hammer, from here]. Pruetz &amp; Bertolani (2007) draw attention to the fact that the Fongoli chimps are savannah-woodland inhabitants, apparently frequenting environments similar to those favoured by australopithecines and other close relatives of modern humans. It seems increasingly likely that the diversity of tools manufactured and used by australopithecines and other fossil hominids was higher than we can demonstrate from the fossil record, and the fact that female and immature chimps seem to be the primary makers and users of these tools suggests, significantly, that these are the animals that play the most important role in the early development of some tools.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is pretty amazing stuff, and time constraints prevent me from writing more about it. National Geographic features the story here, and includes video clips of the chimps using their spears. The image at the top of the article is borrowed from National Geographic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://scienceblogs.com/tetrapodzoology/2007/02/chimpanzees_make_and_use_spear" target="_blank"&gt;http://scienceblogs.com/tetrapodzoology/2007/02/chimpanzees_make_and_use_spear&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário ressaltar que as tais lanças são uns bastões.Nada tão sofisticado a ponto se de chamar pelo nome de "lanças".Nada tão fantástico ou assombroso.Mas como os chimpanzés são tão espertos, não surpreenderia se se dessem umas lanças a eles, os mesmos utilizassem como tacapes.De fato, seria interessante ue observássemos mais coisas em chimpanzés que presumia assemelhar a atos de australopitecíneos de 3 ou 5 milhões de anos atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1696498552336485881?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1696498552336485881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1696498552336485881' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1696498552336485881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1696498552336485881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/chimpanzs-flagrados-usando-lanas-diz.html' title='Chimpanzés flagrados usando lanças, diz monolito'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-5310964496283823144</id><published>2007-02-23T15:12:00.000-08:00</published><updated>2007-02-23T15:43:17.475-08:00</updated><title type='text'>Seleção natural simulada ensina robôs a cooperar e mentir</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Seleção natural simulada ensina robôs a cooperar e mentir&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho com robôs virtuais imita a evolução da comunicação entre os seres vivos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Orsi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Observando a evolução de 500 gerações de 100 populações, cientistas da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, conseguiram estabelecer algumas hipóteses sobre como e por quê a comunicação evoluiu entre os seres vivos, e como a capacidade de trocar informação pode levar a estratégias para cooperar e enganar. A análise, no entanto, não envolveu formas de vida reais, e sim robôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, os pesquisadores usaram robôs virtuais: programas de computador que simulavam não apenas o software de controle das máquinas, mas também o comportamento esperado dos aparelhos, seguindo um modelo de ambiente baseado nas condições dos robôs físicos. Ao final do "processo evolutivo", os programas foram implementados, testados e aprovados em uma geração final de robôs de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fase virtual, os pesquisadores estudaram as mudanças no comportamento de 100 colônias de dez robôs cada. A movimentação das máquinas era definida por programas que podiam se misturar e mudar de uma geração para a outra, numa simulação da reprodução sexuada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo se desenrolou por 500 gerações, em meio a um ambiente no qual existia uma "fonte de alimento", que os robôs precisavam encontrar, e uma "fonte de veneno", que deveriam evitar. O sinal trocado entre os robôs era uma luz azul, que com o tempo evoluiu para significar a proximidade do alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão que o experimento enfrentou, na prática, foi o efeito da comunicação na sobrevivência do indivíduo e do grupo: afinal, um robô que anuncie onde está a comida corre o risco de ser "pisoteado" pelos demais, já que a fonte de alimento só comporta um número limitado de indivíduos ao seu redor. Já um robô que omita a informação dos demais põe a continuidade da população em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo, os cientistas notam que "este arranjo imita a situação natural, onde comunicar-se quase invariavelmente gera custos, em termos da geração do sinal e do aumento da competição por recursos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parentesco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O estudo determinou que, quando os robôs tinham baixo nível de parentesco, ou a seleção era individual - isto é, os "genes" que compunham os programas individuais não eram compartilhados por todos, ou a geração seguinte de robôs era formada apenas pelos indivíduos mais bem-sucedidos - surgiam estratégias enganadoras: os robôs aprendiam a mentir para os demais, emitindo luz azul quando estavam bem longe da fonte de comida, afastando os outros do alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quando o grau de parentesco era alto ou a seleção se dava por grupo - os programas de todos os robôs eram parecidos, ou a geração seguinte era formada não por indivíduos selecionados, mas por representantes escolhidos entre os grupos mais bem-sucedidos - a comunicação evoluía de forma altruísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo descrevendo o estudo, assinado por Dario Floreano e colegas, publicado na edição desta quinta-feira, 22, do periódico Current Biology, conclui que "formas sofisticadas de comunicação, incluindo formas de cooperação e sinais fraudulentos, podem evoluir em grupos de robôs com redes neurais simples".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores descobriram, ainda que, quando um sistema de comunicação se estabelecia entre os robôs, sua presença tendia a impedir o surgimento de sistemas alternativos, mesmo que fossem mais eficientes. Essa determinação pode explicar, sugerem os autores, as ineficiências dos sistemas de comunicação "evoluídos biologicamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/fev/21/183.htm" target="_blank"&gt;http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2007/fev/21/183.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma notícia dessa frequentemente gera temor em algumas pessoas.Elas ficam tentadas a negar a ciência e a não admitir a influência da evolução em determinados comportamentos humanos malignos.Surge então os apelos a autoridade, como o uso das críticas de Stephen Jay Gould a sociobiologia.A verdade é que as pessoas preferem acreditar no mito que uma alma imaterial dotada de total lívre-arbítrio é a única responsável pelas nossas ações.As visões religiosas tem um papel fundamental na disseminação desse mito, como por exemplo, a teologia do livre-arbítrio de Santo Agostinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas dessas pessoas criticam a sociobiologia usando a falácia da exclusão do meio-termo, segundo a qual tanto a psicologia evolutiva e a sociobiologia dão munição para se desculpar os crimes de bandidos perigosos.Para essas pessoas, sugiro a leitura de "Tábula Rasa" (Editora Cia das Letras) de Steven Pinker.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-5310964496283823144?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/5310964496283823144/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=5310964496283823144' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/5310964496283823144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/5310964496283823144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/seleo-natural-simulada-ensina-robs.html' title='Seleção natural simulada ensina robôs a cooperar e mentir'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1586150933536034632</id><published>2007-02-19T16:48:00.000-08:00</published><updated>2007-02-19T17:15:47.184-08:00</updated><title type='text'>'Patinho feio' de quatro pernas causa espanto na Inglaterra</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um 'patinho feio' surpreendeu sua dona ao nascer com quatro patas em uma fazenda em New Forest, no condado de Hampshire, sudoeste da Inglaterra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estranha mutação deixou o pequeno Stumpy (algo como 'toquinho', em tradução livre), de nove dias, com duas patas extras, além das duas 'normais'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona do animal, Nicky Janaway, disse que ficou paralisada quando percebeu a anomalia.&lt;br /&gt;"Foi absolutamente estranho. Pensei: 'ele tem pernas demais'. E contei: 'uma, duas, três, quatro'", disse Janaway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de rara, a mutação pela qual passou Stumpy não é a única a ser registrada no mundo.&lt;br /&gt;Em 2002, o pato Jake nasceu com quatro pernas em Queensland, na Austrália. Jake, entanto, morreu pouco depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a dona de Stumpy disse que, até agora, o animal "está comendo bem, e sobrevive".&lt;br /&gt;"Ele chamou tanta atenção que agora está dormindo, de tão esgotado. Mas estamos cuidando dele e confiantes em que continue melhorando e que sobreviverá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link:&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/02/070218_patinhofeio_pu.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/02/070218_patinhofeio_pu.shtml&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgiu uma dúvida ao ver essa matéria.Esse patinho feio tem quatro patas e asas ou "só" as quatro patas?De qualquer forma, esse é mais um caso que indica que é um mito dizer que todas as macromutações são inviáveis.Existem macromutações viáveis.Se isso irá ampliará o sucesso reprodutivo do portador da mutação, isso é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, me lembro que o zoólogo Richard Dawkins disse em "A Escalada do Monte Improvável" (Cia das Letras, p.275) que existia um artrópode do gênero Scyllarus que tinha uma morfologia que sugeria que uma sub-rotina de desenvolvimento do uropódio ocorreu onde deveria haver uma antena.E que esse uropódio acabou se tornando uma ajuda na sobrevivência, principalmente porque engana seus predadores.É provável que essa mutação tenha surgido mais de uma vez.Mas só foi propagada quando existiu o primeiro portador da mutação que fosse saudável.Não é difícil imaginar isso, haja visto o número de "macro-mutantes" saudáveis já registrados.O caso do "patinho feio" dessa reportagem é só um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1586150933536034632?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1586150933536034632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1586150933536034632' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1586150933536034632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1586150933536034632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/patinho-feio-de-quatro-pernas-causa.html' title='&apos;Patinho feio&apos; de quatro pernas causa espanto na Inglaterra'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-3757080589330635660</id><published>2007-02-17T15:45:00.000-08:00</published><updated>2007-02-17T16:24:08.522-08:00</updated><title type='text'>YEC é aprovado com tese de doutorado</title><content type='html'>Um criacionista da Terra-Jovem conseguiu um feito surpreendente.Fez uma tese sobre organismos extintos a milhões de anos e foi capaz de fazer um trabalho sem acreditar nada nele, e ainda ser aprovado!Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://scottaaronson.com/blog/?p=200" target="_blank"&gt;http://scottaaronson.com/blog/?p=200&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engraçado disso é que ele provavelmente está atrás de dar algum peso de autoridade aos seus argumentos antievolucionistas.Quem sabe Jonathan Wells (aquele DIísta que certa vez disse que "minhas orações me convenceram a devotar minha vida a destruir o Darwinismo") não poderia fazer o mesmo e fazer uma tese sobre Sistemática Filogenética.Quem sabe assim os argumentos antievolucionistas dele seja levado mais a sério que o dos criacionistas da Terra Jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironias a parte, eu sinceramente não sei porque certa vez Wells disse algo que dá a entender que a formação de PhD era necessário para se "preparar para a batalha":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Father's [Sun Myung Moon's] words, my studies, and my prayers convinced me that I should devote my life to destroying Darwinism, just as many of my fellow Unificationists had already devoted their lives to destroying Marxism. When Father chose me (along with about a dozen other seminary graduates) to enter a Ph.D. program in 1978, I welcomed the opportunity to prepare myself for battle." --Jonathan Wells, Darwinism: Why I Went for a Second Ph.D. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.tparents.org/library/unification/talks/wells/DARWIN.htm"&gt;http://www.tparents.org/library/unification/talks/wells/DARWIN.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Denton também era um respeitado biólogo molecular com formação invejável quando publicou "Evolução:Uma Teoria em Crise", um livro que teve boa parte de seus erros corrijidos por ele mesmo em livros posteriores, como "O Destino da Natureza" .Isso mostra que ter PhD em uma disciplina de ciências biológicas não indica que você não pode ser ignorante sobre uma área específica da Biologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-3757080589330635660?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/3757080589330635660/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=3757080589330635660' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3757080589330635660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/3757080589330635660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/yec-aprovado-com-tese-de-doutorado.html' title='YEC é aprovado com tese de doutorado'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7569565674159165268</id><published>2007-02-12T15:36:00.000-08:00</published><updated>2007-02-10T17:58:39.069-08:00</updated><title type='text'>Dois novos esqueletos retrocedem a origem dos primatas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Two Skeletons Push Primates Closer to Dinosaur Era&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Two newly reported complete skeletons of primates show that this group that includes humans' closest relatives such as chimps and lemurs is 10 million years older than scientists previously thought, pushing our earliest ancestors even closer to the Age of Dinosaurs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This discovery, the most primitive known skeleton of a primate, extends the primate record by a big chunk of geologic time and changes the prevailing view of how primate traits evolved.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“It’s sort of a window into what the earliest primates would have looked like,” said study author Jonathan Bloch of the Florida Museum of Natural History.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nowhere to Fit In&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bloch and his colleagues studied the new fossil and some similar modern and early primate skeletons to pinpoint their location on the primate family tree. The branches of that tree, which includes humans, chimps, gorillas, baboons, and lemurs, can all be traced back 55 million years ago, when the first undisputed primates appear in the fossil record.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinosaurs went extinct 10 million years before that, and some paleontologists suspected that primates emerged not long after the reptile beasts disappeared, based on fossil traces of a group of small mammals called plesiadapiforms. Early studies labeled these animals primitive primates, but in recent years, they were reclassified as flying lemurs, a small, gliding mammal native to Southeast Asia that is not actually a lemur, but is a close primate relative.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“There’s always been an enormous amount of debate as to what these things are,” Bloch told Livescience, referring to plesiadapiforms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One reason for the debate was that scientists, until now, lacked a complete view of the creatures. Like most primates other than modern humans, plesiadapiforms are rather small and skeletons of smaller animals erode more easily—only teeth and a few isolated bones were had been found before.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“There’s only so much that you can say about teeth,” Bloch said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expanding the Family&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bloch recently caught a lucky break when he made the rare discovery of nearly complete skeletons of two plesiadapiform species, now named Ignacius clarkforkensis and Dryomomys szalayi, embedded in limestone outside Yellowstone National Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By analyzing the skeletons and comparing them to more than 85 modern and extinct primate species, the researchers showed that plesiadapaforms look a lot more like primates than paleoanthropologists had  imagined and look nothing like their flying lemur cousins, Bloch said. The findings are detailed in the Jan. 23 issue of Proceedings of the National Academy of Sciences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When examining the skeletons, Bloch and his colleagues looked for several telling features of primates: a bone that covers important structures in the ear, teeth that are critical to a diet richer in fruits and plants than insects and skeletons adapted for tree-living.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Primates tend to have really kind of mobile joints, so that they can wrap their hands and feet around branches,” co-author Eric Sargis of Yale University said. “The whole skeleton of primates is really kind of re-packaged for tree living.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. szalayi had several of these primate features: it was small, about the size of a mouse; its teeth show that it mostly ate fruits; and it had long fingers and claws perfect for climbing around in trees.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Our analysis shows that they’re the closest relatives of modern primates, and therefore, we’ve kind of brought them back into the order primates,” Sargis said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because these archaic primates exist in the fossil record long before the appearance of the first true primates 55 million years ago, they are most primitive primates known.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A New Picture Forms&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primates must have acquired their traits gradually, because plesiadapiforms have some, but not all, of the characteristics of primates, Bloch and Sargis said.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“In the past, people had hypothesized that all of these kinds of primate features evolved as a single complex of features at one time, whereas what we’re finding is throughout those first 10 million years of primate evolution, these features were evolving piecemeal, kind of one-by-one, accruing through time,” Sargis said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Though plesiadapiforms aren’t flying lemurs, as was once the prevailing opinion, the Bloch and Sargis skeletal analysis shows that flying lemurs and another modern, non-primate mammal, the tree shrew, are primates' closest living relatives. DNA studies of all three types of mammals—primates, flying lemurs, and tree shrews—confirm Bloch and Sargis’s finding.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“So all three of those groups," Sargis said, "you can trace back to a single common ancestor."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://www.livescience.com/animalworld/070205_primitive_primate.html" target="_blank"&gt;http://www.livescience.com/animalworld/070205_primitive_primate.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PNAS: &lt;a href="http://www.pnas.org/cgi/content/full/104/4/1159" target="_blank"&gt;http://www.pnas.org/cgi/content/full/104/4/1159&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, essa notícia não causa nenhuma grande surpresa na comunidade científica.Se o achado for confirmado, a evidência paleontológica empurra a origem primata para pelo menos 65 milhões de anos atrás.Sabe-se que baleias, coelhos e roedores tem suas primerias evidências paleontológicas entre 65 e 60 milhões de anos atrás.Entretanto, mesmo no caso dos dois últims citados, as evidências moleculares apontam uma data de origem ainda mais antiga (Stearns &amp; Hoekstra,2003.Evolução:Uma Introdução.Ateneu Editora São Paulo, p.268).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O exemplar parece ter uns 10-15 centímetros.Porque isso é importante?Porque para fugir da predação dos dinossauros, só é concebível que esses animais fossem pequenos e tivessem hábitos noturnos (talvez eles se escondessem em troncos de árvores), como os pequenos roedores daquela época.Depois que os dinossauros se extinguiram, ocorreu a grande radiação dos mamíferos.Até o ponto de há 40-30 milhões de anos atrás, terem surgido animais tão diferentes como elefantes, cachorros e morcegos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7569565674159165268?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7569565674159165268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7569565674159165268' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7569565674159165268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7569565674159165268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/dois-novos-esqueletos-retrocedem-origem.html' title='Dois novos esqueletos retrocedem a origem dos primatas'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-574591539418286067</id><published>2007-02-10T17:43:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T18:21:54.827-08:00</updated><title type='text'>A evolução do altruísmo</title><content type='html'>Recentemente foi publicada no "O Globo" uma reportagem chamada "Achada no cérebro a origem do comportamento altruísta",  que dizia que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mapeando, por ressonância magnética, o cérebro de 19 indivíduos, os pesquisadores constataram que, ao fazerem as doações anônimas, as pessoas ativavam o chamado sistema de recompensa do cérebro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o link da reportagem:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cbpf.br/~caruso/secti/publicacoes/clippings_mensal/outubro/10_10.html#20"&gt;http://www.cbpf.br/~caruso/secti/publicacoes/clippings_mensal/outubro/10_10.html#20&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver essa pesquisa publicada na PNAS, imaginei a polêmica que ela causaria.Estive lendo "Tábula Rasa" (Editora Companhia das Letras) de Steven Pinker e ele nota que quando tentam explicar a mente, comumente as pessoas recorrem a três idéias que o psicólogo de Havard considera equivocada: a idéia que a mente de um feto é a uma tábula rasa a ser preenchida pelos pais e pela sociedade, a concepção de que o homem em seu estado primitivo é um “bom selvagem” e a noção que uma alma material dotada de livre-arbítrio é a única responsável pelas nossas ações.Ao seu ver, a sociobiologia e a psicologia evolutiva foram muito subestimadas como explicação do comportamento humano, principalmente naquela que diz que o altruísmo também é algo passível de evoluir naturalmente.Ele ressalta também que quem aprecia leis e salsichas não deveria ver como elas são feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegue argumentando que não defende o determinismo genético.Isso porque os genes do nosso corpo não é como a planta de uma arquitetura e sim uma receita de bolo.Não podemos dizer que cada ingrediente influi de forma precisa e delineada de como o bolo será feito.Ou seja, muitos ingredientes tem efeito de como o bolo se formará, mas cada um necessita da interconexão de vários deles.A mesma coisa é para o comportamento humano.É claro que genes influem no nosso comportamento.Se genes não influíssem no comportamento, então como poderíamos explicar porque uma ovelha age diferente de um leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, segundo Pinker, é que as pessoas tem medo do determinismo biológico.Muita gente se choca quando houve falar que determinado bandido teve a probabilidade de ter uma ação aumentada por causa de um gene que aumenta a agressividade.Mas será que isso quer dizer que estamos liberando explicações absurdas para o crime como: "Não fui eu, foi minha amídala?"Claro que não.Não há determinismo biológico.A última coisa que desejamos é fazer tudo que a nossa alma bem entender.No momento em que temos a sensação que a conseqüência de uma atitude danosa será a repressão da justiça, da sociedade ou a vergonha, então o nosso cérebro pode vir com uma mensagem a bordo:"Se você cometer atitude X te fizer passar por mal educado, não faça X".A questão é que o comportamento do bandido é probabilístico, e não determinístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que explicar um comportamento não é a mesma coisa que desculpá-lo.Mas se o comportamento não é algo totalmente aleatório, há de haver alguma explicação.Se o comportamento fosse aleatório, então não poderíamos condenar ninguém porque uma pessoa não se deteria na primeira mínima vontade que tivesse de fazer algo.Ele cita muitos comportamentos onde a natureza humana prevalece.O fato de o adultério ser elevado entre os homens do que em mulheres é um exemplo perfeito de como os genes de nosso corpo tem grande influência no nosso comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, pareceu-me que Pinker leva em conta tanto a natureza biológica como a influência da sociedade e dos pais.Ele nota que o fato do comportamento humano ser mais diversificado que aquele entre os animais é uma prova que a explicação do nosso comportamento está além de nossos genes.Ele diz também que teóricos da evolução do comportamento animal (como Richard Dawkins e Edward Wilson) sempre defenderam isso, apesar de seus críticos nunca terem percebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu recomendo muito a leitura desse livro.Ele é altamente instrutivo e de leitura acessível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-574591539418286067?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/574591539418286067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=574591539418286067' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/574591539418286067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/574591539418286067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/evoluo-do-altrusmo.html' title='A evolução do altruísmo'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-6404559690432975255</id><published>2007-02-05T17:59:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T18:20:05.939-08:00</updated><title type='text'>Descoberto novo tipo de especiação ?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Researcher discovers hybrid speciation in the Sierra Nevada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;University of Nevada, Reno researcher Matthew Forister is among a group of scientists that have documented an unusual type of speciation in the Sierra Nevada, including a hybrid species of butterfly that can trace its lineage as far back as almost a half a million years ago. In a recently published article in the leading research journal Science, the discovery is one of the most convincing cases of this type of species formation that has ever been demonstrated in animals.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Our genetic work is what really clinched the hybrid angle,” said Forister, a research professor in the College of Agriculture, Biotechnology and Natural Resources’ Department of Natural Resources and Environmental Science. Forister explained that it has been known that two types of butterflies -- Lycaeides melissa and Lycaeides idas -- live in the Sierra, with the L. melissa living on the eastern slope of the Sierra and the L. idas living to the west. Forister’s team found that a third species of Lycaeides has evolved in the upper alpine reaches of the Sierra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The team used molecular genetics to show that the “new” species carries genes from both parental species. The scientists estimate that about 440,000 years ago the L. melissa and L. idas came into contact in the Sierra. Their offspring, cut off from the rest of their clan, eventually evolved into a unique and genetically distinct species.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“It’s interesting, because the alpine butterflies have wings that look like the butterflies from the eastern Sierra,” Forister said. “But their mitochondrial DNA more clearly resembles those from the western Sierra. When you think about all of the changes the world has undergone, and how parental species have moved in response to climate change and have possibly come into contact many times, you realize that the world is a messier place than you first thought.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ultimately, what we’ve studied highlights the importance of natural selection, and the more general idea that we are still learning many of the ways in which species are formed.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forister’s collaborators included UC-Davis professor Arthur Shapiro, Zachariah Gompert and Chris Nice of Texas State University and James Fordyce at the University of Tennessee. Shapiro is one of the world’s foremost butterfly experts. Forister did his graduate work at UC-Davis under Shapiro. His graduate work was funded by the National Science Foundation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The team’s findings provide an important piece to the puzzle in the understanding of how animal species emerge. It is widely believed that plant species can be commonly created through such species crossing; hybrid species formation among animals, however, has been much less thoroughly studied.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forister and his colleagues worked on some of the more barren reaches of the upper alpine in the vicinity of Lake Tahoe, plucking samples of blue (male) and brown (female) butterflies from the rocks and sparse alpine vegetation there. The samples were studied by the research members who worked to analyze the species’ DNA in a laboratory in Texas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“We worked within a very narrow window because these butterflies are at their peak flight for only a few weeks in the middle of the summer,” Forister said.The field work proved to be just as important as the laboratory work, as the team made important findings regarding the new species’ adaptive habits. Though the climate is extreme at high elevations and the flying season lasts only a matter of a few weeks, the researchers noted that the still-unnamed species seeks out a certain plant at the higher elevations. They use this host plant to lay their eggs. Their “parent’ butterflies of the eastern and western Sierra do not show the same affinity for this particular host plant, the balloonpod milkvetch. This was another critical illustration that a habitat and species shift had occurred.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;By understanding how the “new” species lives, the research team is also adding to the scientific-based knowledge that could some day help preserve the butterfly’s habitat, Forister added. “Now that we’ve finished this part of the study, we’d like to turn our attention to some of the other ranges of the West, and investigate similar areas of overlap,” Forister said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.unr.edu/news/detail.aspx?id=1976" target="_blank"&gt;http://www.unr.edu/news/detail.aspx?id=1976&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que eu li de um biólogo que soube desta notícia, esse não é um novo tipo de especiação, mas é raro entre animais.Pelo que entendi da explicação dele, no caso das plantas, estas podem se reproduzir também vegetativamente.Isso torna possível propagar um híbrido por tempo suficiente para que seja relativamente provável um evento de duplicação do genoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, essa é mais uma evidência que a especiação pode ocorrer com isolamento incompleto entre subpopulações sob evolução divergente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-6404559690432975255?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/6404559690432975255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=6404559690432975255' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6404559690432975255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6404559690432975255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/descoberto-novo-tipo-de-especiao.html' title='Descoberto novo tipo de especiação ?'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-6567773425796205051</id><published>2007-02-02T16:58:00.000-08:00</published><updated>2007-02-05T18:21:54.862-08:00</updated><title type='text'>Transferência gênica horizontal acelerando a evolução?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Does evolution select for faster evolvers?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Study: Horizontal gene transfer adds to complexity, speed of evolution&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's a mystery why the speed and complexity of evolution appear to increase with time. For example, the fossil record indicates that single-celled life first appeared about 3.5 billion years ago, and it then took about 2.5 billion more years for multi-cellular life to evolve. That leaves just a billion years or so for the evolution of the diverse menagerie of plants, mammals, insects, birds and other species that populate the earth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New studies by Rice University scientists suggest a possible answer; the speed of evolution has increased over time because bacteria and viruses constantly exchange transposable chunks of DNA between species, thus making it possible for life forms to evolve faster than they would if they relied only on sexual selection or random genetic mutations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We have developed the first exact solution of a mathematical model of evolution that accounts for this cross-species genetic exchange," said Michael Deem, the John W. Cox Professor in Biochemical and Genetic Engineering and professor of physics and astronomy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The research appears in the Jan. 29 issue of Physical Review Letters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Past mathematical models of evolution have focused largely on how populations respond to point mutations – random changes in single nucleotides on the DNA chain, or genome. A few theories have focused on recombination – the process that occurs in sexual selection when the genetic sequences of parents are recombined.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horizontal gene transfer (HGT) is a cross-species form of genetic transfer. It occurs when the DNA from one species is introduced into another. The idea was ridiculed when first proposed more than 50 years ago, but the advent of drug-resistant bacteria and subsequent discoveries, including the identification of a specialized protein that bacteria use to swap genes, has led to wide acceptance in recent years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We know that the majority of the DNA in the genomes of some animal and plant species – including humans, mice, wheat and corn – came from HGT insertions," Deem said. "For example, we can trace the development of the adaptive immune system in humans and other jointed vertebrates to an HGT insertion about 400 million years ago."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The new mathematical model developed by Deem and visiting professor Jeong-Man Park attempts to find out how HGT changes the overall dynamics of evolution. In comparison to existing models that account for only point mutations or sexual recombination, Deem and Park's model shows how HGT increases the rate of evolution by propagating favorable mutations across populations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deem described the importance of horizontal gene transfer in the work in a January 2007 cover story in the Physics Today, showing how HGT compliments the modular nature of genetic information, making it feasible to swap whole sets of genetic code – like the genes that allow bacteria to defeat antibiotics.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Life clearly evolved to store genetic information in a modular form, and to accept useful modules of genetic information from other species," Deem said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://media.rice.edu/media/NewsBot.asp?MODE=VIEW&amp;ID=9230&amp;amp;SnID=1172373033" target="_blank"&gt;http://media.rice.edu/media/NewsBot.asp?MODE=VIEW&amp;ID=9230&amp;amp;SnID=1172373033&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Physical Review Letters: &lt;a href="http://scitation.aip.org/getabs/servlet/GetabsServlet?prog=normal&amp;id=PRLTAO000098000005058101000001&amp;amp;idtype=cvips&amp;gifs=Yes" target="_blank"&gt;http://scitation.aip.org/getabs/servlet/GetabsServlet?prog=normal&amp;amp;id=PRLTAO000098000005058101000001&amp;idtype=cvips&amp;amp;gifs=Yes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí uma boa novidade.Parece que criaram um modelo matemático bem-sucedido que explica a aceleração evolutiva através de transferência gênica horizontal.Há até algumas décadas atrás acreditava-se que esse mecanismo era raro até entre procariontes, que tem um programa integrador de transferência gênica em seu organismo.Mas hoje em dia sabe-se que não é bem assim, porque a filogenia molecular teima em recapitular a filogenia organísmica entre vários grupos procariontes.E também porque vários casos de transferência gênica horizontal já foram observados em campo e em laboratório desde então.Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copley, S. C. (2000) "Evolution of a metabolic pathway for degradation of a toxic xenobiotic: the patchwork approach." TIBS 25: 261-265.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lee, S. G., B. D. Yoon, et al. (1998) "Isolation of a novel pentachlorophenol-degrading bacterium, Pseudomonas sp. Bu34." Journal of Applied Microbiology 85: 1-8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ohno, S. (1984) "Birth of a unique enzyme from an alternative reading frame of the preexisted, internally repetitious coding sequence." PNAS 81: 2421-5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salamone, P. R., Kavakli, I. H., Slattery, C. J., Okita, T. W. (2002) "Directed molecular evolution of ADP-glucose pyrophosphorylase." Proc Natl Acad Sci 99: 1070-1075.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, a transferência gênica explica até a existência de uma das partes-chaves do sistema imune humano.Com essa notícia, a consideração de sua importância na evolução para os biólogos pode aumentar ainda mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-6567773425796205051?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/6567773425796205051/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=6567773425796205051' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6567773425796205051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/6567773425796205051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/02/transferncia-gnica-horizontal.html' title='Transferência gênica horizontal acelerando a evolução?'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-7105361137300458359</id><published>2007-01-29T15:33:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T15:53:03.893-08:00</updated><title type='text'>Um curioso exemplo de discurso criacionista</title><content type='html'>O forista "o pensador" postou o seguinte tópico "Darwin e a dinâmica massa/energia" no fórum Clube Cético (lugar onde eu também posto):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,9615.0.html"&gt;http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,9615.0.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam a curiosa argumentação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A complexa e dinâmica interaçâo entre matéria e energia nos indica o seguinte cenário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)A proporçâo quantitativa entre matéria/energia tende sempre à prevalência de matéria sobre energia pois uma pequena quantidade de matéria gera uma quantidade exponencial de energia enquanto que é necessária uma enorme quantidade de energia para gerar uma pequena quantidade de matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)Suponhamos que haja,por exemplo,2 unidades de matéria e 10 de energia no Universo;e que seja necessário necessário 2 unidades de energia para gerar 1 de matéria,e 1 unidade de matéria para gerar 2 de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Estado inicial do Universo,posterior ao Big Bang, era proporcionalmente predominado por energia,como pressupôe a teoria evolucionista,como também alguns modelos cosmogônicos,por conseguinte se fazia necessária uma transformaçâo massiva e gradativamente crescente de energia em matéria,de maneira que houvesse suficiente acumulaçâo de matéria de modo a equacionar a quantidade observável no Estado atual do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim se no princípio da história do cosmo haviam 2 unidades de matéria e 10 de energia,para cada 2 unidades de energia utilizadas se formaria uma de matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a primeira transformaçâo,portanto, haveriam 8 unidades de energia para 3 de matéria,e subsequentemente,6 energia/4 matéria,5/5,4/6,3/8,e finalmente 2 unidades de energia para 10 de matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado,para cada conversâo de uma unidade de matéria em energia seriam geradas 2 unidades de energia;e assim,após a primeira transformaçâo haveria 8/3(conversâo de energia em matéria)/10/5(após a primeira transformaçâo de matéria em energia;uma proporçâo de matéria que subiu de um valor inferior à 50% para um valor equivalente à 50%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a segunda transformaçâo,haveria 10 energia/5 de matéria por 12 de energia/ 4 de matéria.Seguindo o mesmo padrâo que a primeira transformaçâo de matéria em energia e a primeira transformaçâo de energia em matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se,portanto,que a necessidade de uma quantidade maior de energia pura para se converter em matéria em relaçâo à quantidade de matéria para se converter em energia conduz à uma implicaçâo óbvia:A proporçâo de matéria em relaçâo à energia só descresce com o passar do tempo e com as transmutaçôes de modo que haja gradativamente mais energia dispersa do que concentraçôes específicas de massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da Evoluçâo pressupôe uma proporçâo de matéria inferior à de energia com o passar do tempo,pois de organismos extremamente simples e de massa desprezível, teriam surgido organismos altamente complexos e massivos como o do ser humano;o que evidentemente contraria a evidência já que é frontalmente contrário à observaçâo geral do desenvolvimento do Universo,como visto acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando isso tudo em em consideraçâo,onde está a possibilidade FÍSICA de que a teoria de Darwin esteja correta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa confusa arguumentação, ele explicou resumidamente assim seu argumento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esta nâo é a questâo.A questâo é que há uma proporçâo quantitativa muito maior de conversâo de matéria em energia do que o contrário no Universo observável,tornando impossível a complexizaçâo de energia em matéria . "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu o respondi assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os organismos não são usinas de transformação de energia livre em matéria.Por exemplo,um óvulo fecundado se transforma em embrião, por causa da mitose e da capacidade autoreplicadora do DNA.A célula-mãe transfere as células filhas todo seu patromônio genético através de uma duplicação de cromossomo para cada divisão de núcleo.A energia obtida para essas atividades metabólicas vem da energia química adquirida acumulada em moléculas orgânicas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Outra coisa.Imagine a quantidade de matéria orgânica que você mastiga por dia e depois multiplique pelo número de dias que você viveu.Imaginou? Agora responda, você acha mesmo que existe mais matéria sendo criada a partir de energia para fazer seres maiores ? E se há , como você explicaria que um óvulo fecundado se transforma em embrião?E como você explicaria a renovação dos tecidos pelas células velhas por outras novas?A questão que você não percebeu é que quando um organismo evoluiu para outro maior, o que ocorre é apenas uma consequência DO AUMENTO DA TAXA DE MITOSE durante o desenvolvimento embriológico.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, ele não respondeu se apesar de tudo o que falei, ainda acha a evolução uma coisa proibida pela leis físicas.Talvez se convenceu que seu argumento não era bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensem que ele está sozinho neste barco.O famoso bioquímico e criacionista "científico" Duane Gish acha que a evolução viola o princípio de conservação de massa e energia, porque assim como esse forista, não entende que evolução é TRANSFORMAÇÃO e não CRIAÇÃO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-7105361137300458359?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/7105361137300458359/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=7105361137300458359' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7105361137300458359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/7105361137300458359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/um-curioso-exemplo-de-discurso.html' title='Um curioso exemplo de discurso criacionista'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-1850385952932047058</id><published>2007-01-26T16:32:00.000-08:00</published><updated>2007-01-27T14:32:28.570-08:00</updated><title type='text'>O mito do "DNA-lixo"</title><content type='html'>O que é mais comum ver em sites e blogs criacionistas são os comentários sobre descobertas da genética molecular que evidenciam a existência de funções no "DNA-lixo".Pior, fazem isso afirmando que isso corrobora a "predição" que diz que se tudo foi projetado cuidadosamente por um criador inteligente, então tudo (ou quase) há de ter função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que os cientistas acreditam em "DNA-lixo" é um mito e vou explicar o porquê.Há muito tempo se sabe que muitas sequências não-codificadoras tem funções importantes.Por exemplo, alguns íntrons tem papel na regulação de genes.Desde que essa descoberta foi feita a expressão perde o sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que nenhum cientista poderia apontar para um trecho de DNA e dizer:"Olha, esse DNA não tem função alguma, é puro lixo".Obviamente, chegamos aí ao mesmo pensamento ingênuo que faz os criacionistas acreditarem que a descoberta de funções em órgãos vestigiais contradiz a teoria da evolução.Não é possível obter uma evidência positiva precisa de ausência de função.O que se pode mostrar é que a existência de uma estrutura que tem efeito insignificante para a sobrevivência e reprodução do organismo.Dado que tanto sucesso reprodutivo quanto viabilidade podem ser observados e medidos quantitativamente, então a evolução pode explicar que existe e porque existe uma redundância desnecessária de DNA no genoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas evidências que mostram que existe sim DNA sem qualquer função relevante no genoma :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Algumas sequências do DNA podem ser cortadas ou substituído por seqüências randômicas, tudo isso sem nenhum efeito aparente no organismo (Nóbrega et al,2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O peixe fugu tem um genoma de um tamanho igual a um 1/3 de seus parentes próximos (o criacionismo diz apenas que isso significa que "nosso conhecimento de bioquímica ainda está na infância": &lt;a href="http://creationwiki.org/(Talk.Origins)_"&gt;http://creationwiki.org/(Talk.Origins)_&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Mutações em regiões funcionais no DNA mostram evidências de seleção -- as mudanças não-silenciosas ocorrem menos frequentemente que se esperaria por acaso.Se houvessem funções em todas as partes do DNA, então não se esperaria coisas como essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Li e Graur, no seu texto de evolução molecular, deram as taxas de evolução para taxas silenciosas vs. substitutivas. As taxas foram estimadas a partir de comparações de seqüências de 30 genes de humanos e roedores, que divergiram há cerca de 80 milhões de anos. Sítios silenciosos evoluíram a uma taxa de aproximadamente 4.61 substituições de nucleotídeos por 109 anos. Sítios substitutivos evoluíram muito mais vagarosamente à uma taxa de cerca de 0.85 substituições de nucleotídeos por 109 anos." (Colby, 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, criacionistas geralmente se dizem céticos sobre o fato que as mutações possam servir de matérias-prima para a evolução, porque a maioria das que tem efeito fenotípico relevante são deletérias.Ora, se é assim, então porque não explicam o fato que regiões do genoma com taxas de evolução bem elevadas podem sofrer mutações constantemente sem comprometer o funcionamento de "DNAs funcionais"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No post anterior a este ("Mais uma bobagem do Criacionismo Ufológico"), eu expliquei de forma muito resumida porque a existência de "matéria escura" no genoma não é uma surpresa para a teoria da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o acaso possa fixar esses DNAs não-codificadores sem grande prejuízo imediato para o organismo (se fosse um prejuízo total, mecanismos evoluriam para removê-lo), fiquem sabendo que ele não é um almoço grátis, pelo menos no que se referem aos íntrons (uma classe peculiar de sequência não-codificadora).Vejam o que diz o que diz este professor de Genética Humana:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Manter íntrons é um hábito caro.Uma grande proporção da energia que gastamos todo dia é dedicada a manutenção e ao reparo dos íntrons na forma de DNA, a transcrição do pré-RNA e a remoção dos íntrons, e até sua ruptura final da reação de splicing.Além disso, o sistema pode causar equívocos com consequências graves.Cada erro no corte e ligação do pré-RNA leva a uma alteração na sequência de proteína da transcrição do gene, e possivelmente a síntese de uma proteína defeituosa." (Ast,2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender os termos que Ast escreveu, é preciso contar uma longa história.Fazendo a analogia do DNA como sendo um livro, os capítulos sem significado , inseridos em intervalos dos textos (chamados íntrons) não são trancritos para o RNA mensageiro maduro, porque sofrem um processo de edição através do Splicing (processo de corte-e-ligação), sendo preservados os éxons, (capítulos com sentido) na transcrição inicial.Mas depois de estudos do Projeto Genoma, está claro que que essas regras nem sempre se aplicam.Em organismos complexos, a transcrição inicial pode sofrer splicing alternativo-os éxons podem ser descartados e os íntrons removidos-para produzir inúmeros RNAs mensageiros, e portanto proteínas diferentes. O ser humano produz 90 mil tipos diferentes de proteínas com uma variabilidade genética menor que a do milho!!! São míseros 25 mil genes ( contra 40 mil do milho). Ou seja, o splicing alternativo era mais comum do que se imaginava, e com isso se esteleceu um novo conceito genético : "um gene, muitas proteínas".Agora, poderia-se perguntar.Porque a evolução preservou um sistema tão complicado e que pode causar doenças?Simples.Porque o benefício de codificar mais de uma proteína com um único gene supera o prejuízo da exclusão de um éxon e o gasto de energia para manter os íntrons.Em alguns casos, o splicing alternativo tem o potencial de criar proteínas especiais para determinadas espécies, que podem ser responsáveis pela diferenciação entre elas.A versatilidade no genoma não é evidência de projeto inteligente e sim de oportunismo molecular evolutivo.Planejamento inteligente seria se as proteínas especiais já estivessem lá sem necessitar de splicing alternativo (que segundo Ast é mecanismo perigoso e que pode ser responsável por doenças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, o DNA não-codificante é muito maior que qualquer pessoa pode imaginar (representa mais de 95% do genoma).Isso implica que mesmo se considerarmos a utilização íntrons para a posibilidade do funcionamento do splicing alternativo, ainda assim a grande quantidade de DNA não-codificante ainda parece desnecessária.Além da grande quatidade de íntrons, em alguns casos em se tratando de genes repetitivos há também espaçadores não transcritos ou ainda espaçadores intergênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, uma pergunta interessante foi abordada por Ronaldo Cordeiro, da Comissão de Biologia - FCB, em um debate com ocriacionista Alexandre Gonçalves:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por exemplo, sabia que os mamíferos sintetizam sua própria vitamina C, e portanto não precisam dela na alimentação, porque possuem um gene para a produção da enzima que a sintetiza? Descobriram que o homem também possui esse gene, só que ele não funciona porque alguma mutação deletou dele um único par de bases. Um criacionista talvez pudesse sugerir que Deus teria criado o homem com esse gene perfeito, mas que o pecado teria causado esse dano, não é mesmo? Então como explicar que o chimpanzé tenha essa mesma mutação nesse mesmo gene nessa mesma posição?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link: &lt;a href="http://www.str.com.br/Debate/debate0102e.htm"&gt;http://www.str.com.br/Debate/debate0102e.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ast,G.(2005).Genoma Alternativo.Scientific American Brasil.Ano 3, Nº 36,maio de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colby, C. (2005) Introdução à &lt;a class="mosinfopop" onmouseover="return overlib('Ciência natural que estuda os organismos vivos (do grego bios = vida e logos = estudo). ', CAPTION, 'Biologia',BELOW,RIGHT, WIDTH, 300, FGCOLOR, '#CCCCFF', BGCOLOR, '#333399', TEXTCOLOR, '#000000', CAPCOLOR, '#FFFFFF', OFFSETX, 10, OFFSETY, 10);" style="CURSOR: help; BORDER-BOTTOM: #000000 1px dotted" onmouseout="return nd();" href="javascript:void(0)"&gt;Biologia&lt;/a&gt; Evolutiva. Projeto Evoluindo - Biociência.org. Trad.: Danniel Soares Costa. [&lt;a href="http://www.evoluindo.biociencia.org/evidenciamacro.htm"&gt;http://www.evoluindo.biociencia.org/evidenciamacro.htm&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nóbrega, Marcelo A., Yiwen Zhu, Ingrid Plajzer-Frick, Veena Afzal and Edward M. Rubin (2004). Megabase deletions of gene deserts result in viable mice. Nature 431: 988-993.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-1850385952932047058?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/1850385952932047058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=1850385952932047058' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1850385952932047058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/1850385952932047058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/o-mito-do-dna-lixo.html' title='O mito do &quot;DNA-lixo&quot;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-4100241990502724464</id><published>2007-01-26T16:09:00.000-08:00</published><updated>2007-01-26T16:21:20.121-08:00</updated><title type='text'>Mais uma bobagem do Criacionismo Ufológico</title><content type='html'>Cientistas descobrem genes extraterrestres em DNA humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiriam civilizações de seres humanos avançados espalhadas pelas galáxias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de pesquisadores trabalhando no Projeto Genoma Humano fez uma descoberta impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles acreditam que 97% do DNA humano que são formados, pelas assim chamadas, "seqüências não-codificadas" são nada menos que códigos genéticos de formas de vida extraterrestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seqüências não-codificadas são comuns em todos os organismos vivos da Terra, de células à peixes à humanos. Elas constituem grande parte do DNA humano, diz o professor Sam Chang, líder do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As seqüências não-codificadas, originalmente conhecidas como "DNA-LIXO", foram descobertas anos atrás e sua função permanece um mistério. A esmagadora maioria do DNA humano vem de fora do nosso planeta. Esses evidentes "genes-lixo extraterrestres" simplesmente "curtem o passeio" com os outros genes ativos, passando de geração à geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de abrangentes análises com a assistência de outros cientistas como programadores, matemáticos e outros sábios acadêmicos, o professor Chang se perguntou se o evidente DNA-LIXO humano foi criado por algum tipo de "programador extraterrestre". "As cadeias alienígenas dentro do DNA humano tem suas próprias veias, artérias e seu próprio sistema imunológico que resiste vigorosamente à todos os tipos de drogas anti-câncer conhecidos", observa o professor Chang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Chang estipula também que "Nossa hipótese é que uma forma de vida extraterrestre superior se ocupou de criar novas formas de vida e de plantá-las em vários planetas. A Terra é apenas um deles. Talvez, após programar-nos, nossos criadores se ocuparam de criar-nos como criamos bactérias em laboratórios. Nós não sabemos seus motivos, se era para ser um experimento científico, ou um jeito de preparar novos planetas para a colonização, ou se é um trabalho de longo prazo de semeação de vida no universo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chang, além disso, ressalta que "Se nós pensarmos nisso em termos humanos, os supostos "programadores extraterrestres" provavelmente estavam trabalhando em "um grande código" consistente de vários projetos, e esses projetos devem ter produzido várias formas de vida para vários planetas. Eles também devem ter tentado várias soluções. Eles escreveram "o grande código", executaram-no, não gostaram de algumas funções, mudaram-no ou adicionaram novas funções, executaram-no novamente, fizeram melhorias, tentaram novamente e novamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o time de pesquisadores do professor Chang conclui que "Os "programadores extraterrestres" talvez tenham sido ordenados a excluir todos os seus planos idealísticos para o futuro quando se concentraram no "projeto Terra" a fim de terminá-lo no prazo adequado. Provavelmente com pressa os "programadores extraterrestres" cortaram drasticamente o "grande código" e o entregaram somente com as características básicas planejadas para a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chang é somente um de vários cientistas e outros pesquisadores que descobriram origens extraterrestres para a Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chang e seus colegas mostram que as aparentes lacunas no sequenciamento do DNA, precipitadas por uma suposta pressa em criar a vida humana, presenteou a raça humana com o ilógico crescimento desordenado de células que conhecemos por câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Chang ainda aponta que "o que vemos em nosso DNA é um programa consistindo de duas versões, um código básico e um grande código". Chang então afirma que "o primeiro fato é que o programa completo absolutamente não foi escrito na Terra, isto é um fato confirmado. O segundo fato é que os genes, por si sós, não são suficientes para explicar a evolução, deve haver algo mais "no jogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cedo ou tarde", diz Chang, "nós teremos que enfrentar a inacreditável idéia de que toda a vida na Terra carrega códigos genéticos de nossos "primos extraterrestres" e que a evolução não se deu do jeito que pensávamos".&lt;br /&gt;Autor: John Stokes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fonte: IG Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crédito da foto: Banco de Dados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&amp;id=2551" target="_blank"&gt;http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&amp;amp;id=2551&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só digo uma coisa sobre isso: FAKE.Nunca vi essa notícia numa fonte confiável.Além disso, o artigo traz erros científicos grotescos.Não é verdade que todas as sequências não-codificadoras do DNA são lixo ou que sua função permanece um mistério.Hoje em dia, sabe-se que algumas vezes elas estão envolvidas na regulação do gene.E a explicação é muito simples para outros casos.Existem parasitas genômicos no DNA chamados de transpósons.Eles são genes, ou uma porção do DNA , que nunca é transcrita.Eles podem se mover para novas posições no cromossomo, deixando uma cópia para trás, e aumentando seu número no genoma.Se esses parasitas começassem a proliferar de modo que produzissem problemas, a seleção natural os removeria.É claro que existisse muito do DNA sem função conhecida, mas a questão é que se algo não afeta a sobrevivência dos organismos, então mutações inúteis podem acumular sem problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, existem outras bobagens ditas nesta "reportagem" que nem merecem comentários.O incrível é que esses ufólogos do site UFO não percebem o mico que estão pagando em postar "notícias" como essa.Estão enterrando de vez o pouco de credibilidade que ainda sobram neles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-4100241990502724464?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/4100241990502724464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=4100241990502724464' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/4100241990502724464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/4100241990502724464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/mais-uma-bobagem-do-criacionismo.html' title='Mais uma bobagem do Criacionismo Ufológico'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-116951270085895150</id><published>2007-01-22T15:39:00.000-08:00</published><updated>2007-01-22T16:38:21.276-08:00</updated><title type='text'>Collins:"Ciência não exclui Deus"</title><content type='html'>Muitas vezes algumas pessoas religiosas afirmam que possuem motivos pessoais para negar a teoria da evolução de Darwin. Gostaria de apresentar um trecho de um livro criacionista chamado “E Disse Deus” (Shalom Publicações,p.87) de Farid Abou-Rahme.Assim, ele se referia assim ao evolucionismo teísta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por um outro lado, sendo cristãos, podemos aceitar um Deus tão incapaz, incompetente? Imagine por um momento: Deus cria a primeira célula e depois sai de cena e espera milhões de anos para execução do processo de mutações! Então, surge o trilobita! Espera-se mais de 200 milhões de anos, e surge o sapo! Ótimo! E assim sucessivamente até o homem ‘evoluir’ depois de milhões de anos de lutas, sofrimentos, mortes e sobrevivência dos mais fortes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam o equívoco da citação acima.Com ou sem Deus, existem lutas, sofrimentos e mortes.O autor deste livro simplesmente não queria que a interpretação literal bíblica fosse&lt;br /&gt;negada pela ciência.Ele deve ter pensado "Tudo bem que houvesse lutas, sofrimentos e mortes, desde que tudo isso ocorresse depois que Adão cometeu o primeiro pecado."Eu já li todo esse livro e sei o que estou dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, quando se fala em "teoria da evolução de Darwin" está se referindo ao paradigma composto por 5 teorias principais:evolução como tal, descendência comum, especiação, gradualismo e seleção natural.Obviamente, é possível ter uma visão religiosa sobre a origem das espécies e ainda assim acreditar nas quatro primeiras teses.Elas são teorias amecanísticas, ou seja, nada dizem sobre como a evolução ocorreu.Embora haja polêmica sobre a quinta tese negar uma visão não-mecanicista da natureza, eu vejo como algo claro que a seleção natural nada diz a respeito de Deus, deuses ou projetos inteligentes.Como seria possível criar uma teoria que evidenciasse de forma positiva a ausência  Deus, deuses ou projetos inteligentes?Enquanto, essa pergunta for respondida com um silêncio, então não vejo motivo para tanta preocupação entre as pessoas religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma outra tática antievolucionista, que é o apelo emocional, algo como "Você está querendo nos dizer que somos frutos da casualidade?".Essa argumentação se refere ao fato de os cientistas só buscarem respostas através de uma visão mecanicista da natureza.&lt;br /&gt;Obviamente, essas pessoas não se lembram que foi de um cristão ardoroso que saiu a idéia que a Lua gira incessantemente em torno da Terra devido a existência de uma força natural universal.Parece que estas pessoas não vêem problemas quando as leis e mecanismos são vistas como causas suficientes para descrever fenômenos que envolvem corpos sem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que nem todas as pessoas religiosas são assim.Um exemplo óbvio disso vem de Francis Collins, diretor do Projeto Genoma.Vejam a matéria da Veja e a sua entrevista com o biólogo americano nas páginas amarelas que evidenciam isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ciência não exclui Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biólogo que desvendou o genoma humano explica por que é possível aceitar as teorias de Darwin e ao mesmo tempo manter a fé religiosa O biólogo americano Francis Collins é um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor do Projeto Genoma, bancado pelo governo americano, foi um dos responsáveis por um feito espetacular da ciência moderna: o mapeamento do DNA humano, em 2001. Desde então, tornou-se o cientista que mais rastreou genes com vistas ao tratamento de doenças em todo o mundo. Collins também é conhecido por pertencer a uma estirpe rara, a dos cientistas cujo compromisso com a investigação do mundo natural não impede a profissão da fé religiosa. Alvo de críticas de seus colegas, cuja maioria nega a existência de Deus, Collins decidiu reagir. Ele lançou há pouco nos Estados Unidos o livro The Language of God (A Linguagem de Deus). Nas 300 páginas da obra, o biólogo conta como deixou de ser ateu para se tornar cristão aos 27 anos e narra as dificuldades que enfrentou no meio acadêmico ao revelar sua fé. "As sociedades precisam tanto da ciência como da religião. Elas não são incompatíveis, mas complementares", explica o cientista. A seguir, a entrevista de Collins a VEJA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – No livro A Linguagem de Deus, o senhor conta que era um "ateu insolente" e, depois, se converteu ao cristianismo. O que o fez mudar suas convicções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Francis Collins – Houve um período em minha vida em que era conveniente não acreditar em Deus. Eu era jovem, e a física, a química e a matemática pareciam ter todas as respostas para os mistérios da vida. Reduzir tudo a equações era uma forma de exercer total controle sobre meu mundo. Percebi que a ciência não substitui a religião quando ingressei na faculdade de medicina. Vi pessoas sofrendo de males terríveis. Uma delas, depois de me contar sobre sua fé e como conseguia forças para lutar contra a doença, perguntou-me em que eu acreditava. Disse a ela que não acreditava em nada. Pareceu-me uma resposta vaga, uma frase feita de um cientista ingênuo que se achava capaz de tirar conclusões sobre um assunto tão profundo e negar a evidência de que existe algo maior do que equações. Eu tinha 27 anos. Não passava de um rapaz insolente. Estava negando a possibilidade de haver algo capaz de explicar questões para as quais nunca encontramos respostas, mas que movem o mundo e fazem as pessoas superar desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Que questões são essas para as quais não encontramos respostas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Collins – Falo de questões filosóficas que transcendem a ciência, que fazem parte da existência humana. Os cientistas que se dizem ateus têm uma visão empobrecida sobre perguntas que todos nós, seres humanos, nos fazemos todos os dias. "O que acontece depois da morte?" ou "Qual é o motivo de eu estar aqui?". Não é certo negar aos seres humanos o direito de acreditar que a vida não é um simples episódio da natureza, explicado cientificamente e sem um sentido maior. Esse lado filosófico da fé, na minha opinião, é uma das facetas mais importantes da religião. A busca por Deus sempre esteve presente na história e foi necessária para o progresso. Civilizações que tentaram suprimir a fé e justificar a vida exclusivamente por meio da ciência – como, recentemente, a União Soviética de Stalin e a China de Mao – falharam. Precisamos da ciência para entender o mundo e usar esse conhecimento para melhorar as condições humanas. Mas a ciência deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – A maioria dos cientistas argumenta que a crença em Deus é irracional e incompatível com as descobertas científicas. O zoólogo Richard Dawkins, com quem o senhor trava um embate filosófico sobre o tema, diz que a religião é a válvula de escape do homem, o vírus da mente. Como o senhor responde a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Essa perspectiva de Dawkins é cheia de presunção. Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas. Os cientistas ateus, que acreditam apenas na teoria da evolução e negam todo o resto, sofrem de excesso de confiança. Na visão desses cientistas, hoje adquirimos tanta sabedoria a respeito da evolução e de como a vida se formou que simplesmente não precisamos mais de Deus. O que deve ficar claro é que as sociedades necessitam tanto da religião como da ciência. Elas não são incompatíveis, mas sim complementares. A ciência investiga o mundo natural. Deus pertence a outra esfera. Deus está fora do mundo natural. Usar as ferramentas da ciência para discutir religião é uma atitude imprópria e equivocada. No ano passado foram lançados vários livros de cientistas renomados, como Dawkins, Daniel Dennett e Sam Harris, que atacam a religião sem nenhum propósito. É uma ofensa àqueles que têm fé e respeitam a ciência. Em vez de blasfemarem, esses cientistas deveriam trabalhar para elucidar os mistérios que ainda existem. É o que nos cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor afirma que as sociedades precisam da religião, mas como justificar as barbaridades cometidas em nome de Deus através da história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Apesar de tudo o que já aconteceu, coisas maravilhosas foram feitas em nome da religião. Pense em Madre Teresa de Calcutá ou em William Wilberforce, o cristão inglês que passou a vida lutando contra a escravatura. O problema é que a água pura da fé religiosa circula nas veias defeituosas e enferrujadas dos seres humanos, o que às vezes a torna turva. Isso não significa que os princípios estejam errados, apenas que determinadas pessoas usam esses princípios de forma inadequada para justificar suas ações. A religião é um veículo da fé – essa, sim, imprescindível para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor diz que a ciência e a religião convergem, mas devem ser tratadas separadamente. Como vê o movimento do "design inteligente", em que cientistas usam a religião para explicar fatos da natureza que permanecem um mistério para a ciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Essa abordagem é um grande erro. Os cientistas não podem cair na armadilha a que chamo de "lacuna divina". Lamento que o movimento do design inteligente tenha caído nessa cilada ao usar o argumento de que a evolução não explica estruturas tão complicadas como as células ou o olho humano. É dever de todos os cientistas, inclusive dos que têm fé, tentar encontrar explicações racionais para tudo o que existe. Todos os sistemas complexos citados pelo design inteligente – o mais citado é o "bacterial flagellum", um pequeno motor externo que permite à bactéria se mover nos líquidos – são um conjunto de trinta proteínas. Podemos juntar artificialmente essas trinta proteínas, que nada vai acontecer. Isso porque esses mecanismos se formaram gradualmente através do recrutamento de outros componentes. No curso de longos períodos de tempo, as máquinas moleculares se desenvolveram por meio do processo que Darwin vislumbrou, ou seja, a evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Qual a sua leitura da Bíblia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Santo Agostinho, no ano 400, alertou para o perigo de se achar que a interpretação que cada um de nós dá à Bíblia é a única correta, mas a advertência foi logo esquecida. Agostinho já dizia que não há como saber exatamente o que significam os seis dias da criação. Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes. Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia. Veja – O senhor acredita na Ressurreição? Collins – Sim. Também acredito na Virgem Maria e em milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Não é uma contradição que um cientista acredite em dogmas e milagres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Collins – A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou. Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre. Se Deus quis mandar uma mensagem para este mundo na figura de seu filho, por meio da Ressurreição e da Virgem Maria, e a isso chamam milagre, não vejo motivo para colocar esses dogmas como um desafio para a ciência. Quem é cristão acredita nesses dogmas – ou então não é cristão. Faz parte do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – É possível acreditar nas teorias de Darwin e em Deus ao mesmo tempo? Collins – Com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal, quem somos nós para dizer que ele não deveria ter criado o mundo dessa forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Alguns cientistas afirmam que a religião e certas características ligadas à crença em Deus, como o altruísmo, são ferramentas inerentes ao ser humano para garantir a evolução e a sobrevivência. O senhor concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Collins – Esses argumentos podem parecer plausíveis, mas não há provas de que o altruísmo seja uma característica do ser humano que permite sua sobrevivência e seu progresso, como sugerem os evolucionistas. Eles querem justificar tudo por meio da ciência, e isso acaba sendo usado para difundir o ateísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Mas o altruísmo é visto hoje pela genética do comportamento como uma característica herdada pelos genes, assim como a inteligência. O senhor, como geneticista, discorda da genética comportamental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Há muitas teorias interessantes nessa área, mas são insuficientes para explicar os nobres atos altruístas que admiramos. O recado da evolução para cada um de nós é propagar o nosso DNA e tudo o que está contido nele. É a nossa missão no planeta. Mas não é assim, de forma tão lógica, que entendo o mundo, muito menos o altruísmo e a religiosidade. Penso em Oskar Schindler, que se sacrificou por um longo período para salvar judeus, e não pessoas de sua própria fé. Por que coisas desse tipo acontecem? Se estou caminhando à beira de um rio, vejo uma pessoa se afogar e decido ajudá-la mesmo pondo em risco a minha vida, de onde vem esse impulso? Nada na teoria da evolução pode explicar a noção de certo e errado, a moral, que parece ser exclusiva da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Muitas religiões são contrárias ao uso de técnicas científicas que poderiam salvar vidas, como a do uso de células-tronco. Como o senhor se posiciona nessa polêmica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Temos de ser sensíveis e respeitar as diferentes religiões no que diz respeito aos avanços científicos. Mas interromper as pesquisas científicas ou impedir que uma pessoa com uma doença terrível tenha uma vida melhor só porque a religião não aceita determinado tratamento é antiético. Por outro lado, existem fronteiras que a ciência não deve transpor, como a clonagem humana, que além de tudo não serviria para nada a não ser para nos repugnar. Cada caso tem de ser avaliado isoladamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – Os geneticistas são muitas vezes acusados de brincar de Deus. Como o senhor encara essas críticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Se todos brincássemos de Deus como Deus gostaria, com esperança e amor, ninguém se abateria muito com comentários do gênero. Mas somos seres humanos e temos propensão ao egoísmo e aos julgamentos equivocados. O importante é não reagir de forma exagerada à perspectiva de que as pessoas possam vir a fazer mau uso das descobertas da genética, mas sim focar o lado bom dessa "brincadeira". A maior parte das pesquisas genéticas busca a cura de doenças como câncer, problemas cardíacos, esquizofrenia. São objetivos louváveis. Para evitar o uso impróprio da ciência, o Projeto Genoma Humano apóia um programa que visa a preservar a ética nas pesquisas genéticas e certificar-se de que todas as nossas descobertas beneficiarão as pessoas e a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O que esperar das pesquisas genéticas no futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Nos próximos dois ou três anos vamos descobrir os fatores genéticos que criam a propensão ao câncer, ao diabetes e às doenças cardiovasculares. Isso possibilitará que as pessoas saibam que provavelmente vão desenvolver esses males e tomem medidas preventivas contra eles, com a ajuda do médico. Mais à frente, as descobertas das relações entre o genoma e as doenças farão com que os tratamentos e os remédios sejam personalizados, tornando-os mais eficientes e com menos efeitos colaterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja – O senhor acredita que Deus ouve suas preces e as atende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collins – Eu nunca ouvi Deus falar. Algumas pessoas ouviram. Não acredito que rezar seja um caminho para manipular as intenções de Deus. Rezar é uma forma de entrarmos em contato com Ele. Nesse processo, aprendemos coisas sobre nós mesmos e sobre nossas motivações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-116951270085895150?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/116951270085895150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=116951270085895150' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116951270085895150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116951270085895150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/collinscincia-no-exclui-deus.html' title='Collins:&quot;Ciência não exclui Deus&quot;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-116925210308649908</id><published>2007-01-19T14:59:00.000-08:00</published><updated>2007-01-19T16:15:03.306-08:00</updated><title type='text'>"Mecanismo neodarwinista":mais que mutações e seleção natural</title><content type='html'>A impressão que se tem é que alguns críticos da evolução imaginam que o neodarwinismo postula que a macroevolução só procede através de mutações e seleção natural.Obviamente, eles não sabem que a lista de mecanismos evolutivos é bem ampla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Mutação genética (incluindo aí a alteração cromossômica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-Seleção natural (incluindo aí a seleção natural sobre a plasticidade fenotípica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-Recombinação gênica (cria novas combinações de alelos e até novos alelos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-Fluxo genético (incluindo aí transferência gênica horizontal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-Fusão simbiótica (que explica a existência de mitocôndrias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Mudanças na organização espacial de tipos celulares que está em desenvolvimento, no tempo durante o qual o tecido e os tipos celulares e tecidos se diferenciam ou na forma geométrica dos órgãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-Deriva genética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que nem todas as características existentes nos organismos são refletidas no seu genótipo.A maioria das alterações morfológicas não envolvem evolução de proteínas novas, mas a atuação do mecanismo 6. E o engraçado disso tudo é que isso é algo dito num livro de um neodarwinista (Douglas Futuyma na 2ª edição de &lt;em&gt;Biologia Evolutiva&lt;/em&gt; ) em 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, quando um genótipo tem a capacidade de produzir diversos fenótipos chamamos de resposta plástica.Muitas vezes, essas respostas plásticas são adaptações num sentido que uma alteração no fenótipo ocorre em resposta a um sinal ambiental específico e melhora o sucesso reprodutivo.É verdade que muitas vezes existe dificuldade de saber quanto de uma respsta plástica é adaptativa, porque ela também pode ser uma consequência natural de processos biológicos,físicos e químicos que podem ter ocorrido independentemente da evolução ter adaptado uma população as condições nas quais elas se encontram. Hoje em dia, existem testes experimentais que determinam o quanto de uma resposta plástica é adaptativa.Um exemplo que citei no primeiro artigo de meu blog, foi a maneira como os sapos extendem seu período larval em resposta a temperatura (parte disso é adaptativo, parte não é).Como estou com preguiça de descrever o caso, vejam &lt;em&gt;Evolução:Uma Introdução&lt;/em&gt; de Stephen Stearns e Rolf Hoekstra (Atheneu Editora São Paulo,p.121,122).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, não pensem que esta confusão de acreditar que tudo que não é acumulo de mutações e seleção natural é antineodarwinismo ocorre só entre leigos.A crítica mais confusa do neodarwinismo que já vi é Lynn Margulis.Ela é uma bióloga que se auto-intitula uma darwinista e que se opõe parcialmente à síntese moderna porque sua opinião difere em relação ao último em relação a origem da variação genética (&lt;a href="http://www.sciam.com/print_version.cfm?articleID=00020722-64FD-12BC-A0E483414B7FFE87"&gt; The Woodstock of Evolution&lt;/a&gt;).Também propôs a Teoria Evolutiva da Simbiogênese que segundo a qual seria uma idéia antidarwinista em que “a vida não conquistou o globo pelo combate, mas por um entrelaçamento”. Lynn Margulis pensa que a maioria dos eventos de especiação são causados por mudanças em simbiontes internos.Um exemplo de uma evolução surgida por esse mecanismo são as organelas que realizam a fotossíntese nas plantas- os cloroplastos- originaram-se como bactérias de vida independente aparentadas às cianobactérias que foram engolidas por proto-eucariotos e eventualmente entraram numa relação endossimbiótica.O mesmo ocorreu com as mitocôndrias que realizam a nossa respiração celular, e nós até hoje temos esse DNA independente, chamado DNA mitocondrial, que é mais parecido com os das bactérias roxas que as nossas. A simbiose não ocorre só em organelas.Por exemplo, existem micróbios que fazem completamente a digestão de uma espécie de inseto ou bactérias que geram luz para peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a evolução não prediz o eterno combate e sim o egoísmo entre os organismos.Entretanto, Margulis postula uma falsa dicotomia entre cooperação e egoísmo.A relação de endosimbiose ocorreu na evolução da célula eucariótica simplesmente porque isso também foi bom para o parasita-esse é o caso onde há transferência longitudinal de DNA.Algo que não aconteceria em parasitas com transferência horizontal de DNA, como o vírus da gripe.Ainda segunda ela, não seria acúmulo de mutações não seria crucial na origem de novas espécies e que a simbiose seria o principal mecanismo para isso.Entretanto, Mayr menciona que não há indicação que alguma das 10.000 espécies de aves ou 4.500 espécies de mamíferos foram originadas por simbiogênese.Este é um ótimo link, onde isso e mais um pouco é analisado: &lt;a href="http://home.planet.nl/~gkorthof/korthof72.htm"&gt;A visionary scientist with a blind spot&lt;/a&gt; . A melhor definição para Lynn Margulis é que ela é uma ultra-neutralista e uma ultra-confusa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-116925210308649908?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/116925210308649908/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=116925210308649908' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116925210308649908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116925210308649908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/mecanismo-neodarwinistamais-que-mutaes.html' title='&quot;Mecanismo neodarwinista&quot;:mais que mutações e seleção natural'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-116887205525403045</id><published>2007-01-15T06:31:00.000-08:00</published><updated>2007-01-15T07:53:52.680-08:00</updated><title type='text'>Big Bang e Termodinâmica</title><content type='html'>Criacionistas costumam argumentar que a evolução biológica viola as duas leis da Termodinâmica.Um excelente artigo de Marcus Valário XR (autor do site Evolução Biológica, &lt;a href="http://www.evo.bio.br/"&gt;http://www.evo.bio.br/&lt;/a&gt;) , mostra porque eles estão equivocados: &lt;a href="http://www.evo.bio.br/LAYOUT/termo.html"&gt;http://www.evo.bio.br/LAYOUT/termo.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Marcus Valério XR explica de forma errada porque o Big Bang (assim como as teorias de origem do Universo) não viola as duas leis termodinâmicas.Pensando nisso, enviei uma mensagem ao seu livro de mensagens.Vejam o conteúdo:&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, Marcus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria vim aqui fazer alguns comentários sobre o artigo “A Acalorada Questão Termodinâmica”.Vou fazer uma análise-crítica deste texto.Usei como base “O Tecido do Cosmo” (Cia das Letras) de Brian Greene e “O Universo Numa Casca de Noz” de Stephen Hawking (Editora ARX) e também um texto do engenheiro mecânico Nelson Magrini posto num fórum (http://www.rv.cnt.br/viewtopic.php?t=958&amp;start=0) .Só depois de ter adquirido um conhecimento mais aprofundado sobre Cosmologia, me senti com capacidade de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz: “E o que a Teoria do Big Bang faz é afirmar que a matéria sempre existiu, ainda que totalmente condensada num único Super Átomo. O que havia antes do Big Bang não é objeto de estudo da Ciência. (...) O Primeiro Princípio declara indiretamente que a matéria e energia do Universo sempre existiram e sempre existirão, afinal nada pode ser criado ou destruído. Portanto, o Universo seria Eterno”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado, um Universo que fosse Eterno teria acumulado Entropia infinita, o que é um absurdo!E não é verdade que, segundo o Big Bang, a matéria sempre existiu.Segundo a versão mais aceita dela (Teoria do Universo Inflacionário), a existência da matéria no Universo teve um começo bem definido.Por incrível que pareça, é amplamente aceito entre os cosmólogos que isso pode ocorrer sem violar qualquer Lei Termodinâmica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência do Universo está correlacionada a existência de um campo escalar que até hoje interage com o nosso Universo, o campo de Higgs.O tipo particular de campo de Higgs que inflou o Universo é chamado campo de inflaton.Uma característica peculiar deste campo é que sua pressão é negativa (a diferença entre pressão negativa e positiva gera uma força: repulsiva, quando a pressão negativa é maior e atrativa quando a pressão positiva é maior), a força que ele gera é cumulativa e se assemelha um pouco a constante cosmológica que Einstein encontrou em suas equações, com a diferença que seu valor é 10 elevado a 120 mais elevado.Outra coisa, nós não notamos a força que esse campo gera porque ela é desprezível para corpos relativamente próximos um do outro (como o Sol e a Terra), sendo significativa para galáxias que estão a bilhões de anos luz umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando este campo atingiu um valor arbitrário e de forma uniforme num recanto do espaço, então se gerou uma pressão negativa que fez o espaço-tempo explodir. Ainda segundo esta teoria, a matéria e a radiação foram produzidas ao fim da expansão inflacionária acelerada (que durou 10 elevado a –35 segundos), quando a energia acumulada pelo campo do inflaton foi liberada em razão de ele ter caído da superfície mais alta para o fundo da bacia de energia potencial.A questão é que o campo de inflaton é um parasita gravitacional-ou seja, a matéria e a energia por elas transportadas aumentam com a expansão do espaço (quando o Universo se expande, a matéria e a radiação transferem energia para gravidade e o campo de inflaton adquire energia a partir da gravidade).No Universo primordial, a análise matemática revela que a densidade de energia permaneceu constante durante toda a era inflacionária.Como o Universo se expandiu a um fator de 10 elevado a 30, isso quer dizer que o volume do espaço por ele preenchido se expandiu a um fator de 10 elevado a 90.Conseqüentemente, a energia se multiplicou por esse mesmo enorme fator.O campo de inflaton não precisaria de uma quantidade enorme de energia para produzir a estupenda quantidade de massa/energia observada hoje, já que a expansão que ele estava prestes a gerar aumentaria de forma considerável a quantidade de energia por ele transportada.Cálculos simples revelam que um grão com diâmetro de 10 elevado a –26 cm e pesando 10 quilos, permeado por um campo de inflaton uniforme seria capaz de gerar a estupenda quantidade de massa/energia existente hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como acontece com todos os Sistemas Quânticos Excitados, também o Falso Vácuo é instável e tende a decair.Quando a inflação cessou, a força de repulsão desapareceu e a gravidade comum passou a superar a repulsiva (observando dados de recessão das supernovas, cientistas concluíram que até 7 bilhões de anos atrás, a expansão foi desacelerada e voltou a se a acelerar depois disso). O método descrito acima só se encerra através do super-resfriamento do campo de Higgs, algo que aconteceu nos instantes iniciais do Universo e é similar a uma Transição de Fase da água se transformando em gelo.Esse fenômeno se diferencia da Transição de Fase sob dois aspectos.Primeiro, a coisa que “congelou” foi o campo de Higgs, que se transformou na matéria/energia existente no Universo.Segundo, o Universo quente se resfriou e "congelou" a uma temperatura altíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí chegamos ao que quero explicar: de onde veio a energia primordial do Universo?Segundo a teoria inflacionária, do Vácuo Quântico.Alguns perguntarão como o Vácuo adquiriu esta energia.A chave para responder isso é que o princípio de conservação de energia não se aplica em uma realidade quântica.Especialmente, os físicos de partículas sabem que a energia do vácuo pode flutuar de tal maneira que partículas virtuais podem ser criadas.Elas não podem ser vistas, mas deixam vestígios físicos que podem ser observados.Essas partículas “violam”, ainda que por um tempo infinitesimal, a Primeira Lei da Termodinâmica.Isso é um processo amplamente observado e demonstrado.Eis agora o porquê de se dizer que o Big Bang não viola o princípio da conservação de energia num sentido habitual.Acredita-se que o Universo começou com energia NULA.A energia potencial gravitacional de um campo gravitacional é uma energia negativa.Num contexto de Universo Inflacionário, a energia gravitacional negativa da matéria recém criada, compensaria o calor e a matéria criados, conservando NULA a Energia Total do Universo (Guth 1997: http://www.talkorigins.org/indexcc/CF/CF101.html) .À medida que o Universo se expande, ele retira energia do campo gravitacional para criar mais matéria.Como a energia positiva da matéria é exatamente contrabalançada pela energia negativa gravitacional, isso implica que, quando o Universo dobra, tanto a energia da matéria e quanto a gravitacional dobram; entretanto o dobro de zero continua sendo zero! (Hawking 2002, p.91).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Greene defende que a teoria inflacionária é melhor vista como um evento que teve lugar num Universo pré-existente, não como a criação do Universo (apesar que ela resolve problemas que o modelo padrão do Big Bang não conseguia, como a incrível isotropia e planura do Universo e a enorme existência de massa/energia contida nele).Mas ele especula o que pode ter acontecido no Universo pré-inflacionário.O campo que dirige e gera a inflação é o campo de Higgs.Mostra-se, contudo, que para funcionar o cenário inflacionário necessitaria de um ajuste fino na física de partículas.Ele argumenta que, assim como uma máquina de caça-níqueis em que você joga mais cedo ou mais tarde apresentará a configuração de três ouros caso se espere tempo suficiente, mais cedo ou mais tarde uma flutuação do campo de inflaton apresentará valor correto e uniforme num grão mínimo (nem precisaria ser grande, bastaria ter 10 elevado a –26cm de diâmetro) num espaço turbulento e caótico onde o valor do campo de Higgs saltava para cima e para baixo aleatoriamente.Inúmeras flutuações do inflaton devem ter fracassado, assim como inúmeros apostadores de caça-níquel também fracassam diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro trecho que comentarei: “Por outro lado a Segunda Lei declara que, se sendo o Universo um sistema fechado, estaria em irreversível aumento de Entropia. Portanto a Entropia inicial do Universo deveria ser Mínima, apesar do Calor ser Máximo. Todavia a Terceira Lei coloca que a Entropia Mínima só é possível numa Temperatura Mínima. De fato esse questionamento é, filosoficamente, válido. E eu e vários filósofos concordamos plenamente com a existência de uma intervenção externa ao Universo conhecido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian Greene responde (p.204-207) cientificamente e sem nenhum esforço a esse questionamento “filosoficamente válido” e que depende de uma “intervenção externa”.Ora, como a entropia pode ser mínima numa situação de calor máximo?Embora uma massa de gás quente seja uma configuração de alta entropia quando a densidade é tão baixa que a gravidade não importa, deve se levar em conta que quando a gravidade é significativa (como no Universo primitivo), o efeito da entropia é diferente da situação onde a gravidade não importa.Uma massa quente de gás difusa com gravidade significativa inevitavelmente geraria uma força de atração em todos os pontos do espaço, levando a formação de aglomerados altamente ordenados e com baixa entropia.Mas a entropia total do sistema não diminui por causa disso.A diminuição da entropia em cada aglomerado é mais que compensado pelo aumento de entropia resultante do calor gerado pela compressão dos gases e pelo calor e luz liberados, quando os processos nucleares começam operar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inflação também não viola a Segunda Lei da Termodinâmica.Embora seja verdade que a entropia gravitacional diminui no processo que descrevi em um parágrafo anterior, isso foi compensado porque ao fim da expansão inflacionária foram produzidas 10 elevado a 80 partículas de matéria e radiação.Esse número enorme de partículas tem alto grau de entropia, mais que suficiente para que a Segunda Lei da Termodinâmica não fosse violada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, queria dizer que você me deixou curioso ao ter recorrido ao argumento "sem Universo=sem leis físicas". Analisando tudo o que eu disse e a opinião dos cosmólogos, você acha mesmo possível alguma explicação sobre a origem do Universo violar leis termodinâmicas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-116887205525403045?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/116887205525403045/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=116887205525403045' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116887205525403045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116887205525403045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/big-bang-e-termodinmica.html' title='Big Bang e Termodinâmica'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-116887091087465835</id><published>2007-01-15T06:12:00.000-08:00</published><updated>2007-01-15T07:49:05.030-08:00</updated><title type='text'>Como surgiram as asas em morcegos</title><content type='html'>Como asas surgiram em Ratos e estes se tornaram Morcegos ?Morcegos são um dos mamíferos mais prósperos, um quinto de todas as espécies mamífero são morcegos. Eles são criaturas extremamente diversas, mas têm uma coisa em comum: têm asas e voam. Os cientistas sempre desejaram saber sobre como afinal os morcegos adquiriram asas e agora o campo relativamente novo da Biologia do Desenvolvimento Evolutivo, ou "evo devo", parece ter desvendado o enigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karen Sears e Lee Niswander e seus colegas da University of Colorado Health Sciences Center em Aurora compararam as asas do fóssil mais antigo conhecido de morcego, um espécime de 50 milhões de anos que estava no American Museum of Natural History em Nova Iorque, com três outras espécies de morcegos extintos e 10 espécies de morcegos modernos. Eles acharam em todos os casos que a asa de morcego membranosa é apoiada pelos altamente alongados terceiro, quarto, e quintos dedos dianteiros do animal. O que os pegou de surpresa foi a descoberta de que o comprimento relativo destes três dígitos em relação ao tamanho de corpo mudou pouco ao longo do curso de evolução do morcego. Em outro palavras, as asas dos morcegos não parecem ter crescido gradualmente ao longo do tempo, elas evoluíram repentinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto sugere que a evolução de asas de morcego não foi devida a mudanças nos genes dos ossos mas a uma mudança no gene que regula a expressão destes genes dos ossos. Para achar qual gene poderia estar envolvido a equipe monitorou o desenvolvimento do embrião do morcego e comparou este desenvolvimento ao desenvolvimento do embrião de rato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles encontraram que durante seu desenvolvimento inicial, tanto os dedos dianteiros dos morcegos quanto dos ratos cresceram na mesma taxa relativamente aos seus períodos de gestação de 120 e 20 dias, respectivamente. Porém, aproximadamente no meio da gestação, o terçeiro, quarto, e quintos dígitos de forelimb do morcego de repente começaram a crescer muito mais rápido. Na imagem podemos ver que, a 80 dias, os três dedos dianteiros que apoiarão a asa do morcego eventualmente já começaram a se prolongar significativamente. Por outro lado, os mesmos dedos no rato continuaram crescendo lentamente, assim como os dedos traseiros do morcego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta observação levou os cientistas a considerarem que o crescimento súbito pode ser devido a um gene que codificou uma certa proteína (chamada de Bmp2) responsável pelo crescimento do osso. Eles acharam que a expressão deste gene realmente era 30% mais alta no forelimbs em desenvolvimento de morcegos do que em ratos. Isto indicou que provavelmente o aparecimento das difrenças entre morcegos e rato era uma mutação no gene que regula o gene Bmp2. Esta mutação que provavelmente aconteceu ao redor 50 milhões de anos atrás causou um crescimento anormal dos dedos dianteiros. Mas estes morcegos primitivos em vez de sucumbir a tal infortúnio e se extinguir provaram poder se adaptar. Eles começaram a usar os dedos de superdesenvolvido como asas, e eventualmente se tornaram alguns dos mamíferos mais prósperos em Terra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.yourskinandsun.com/batflight.html" target="_blank"&gt;http://www.yourskinandsun.com/batflight.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paper original da pesquisa, com acesso free, em: &lt;a href="http://www.pnas.org/cgi/content/figsonly/103/17/6581" target="_blank"&gt;http://www.pnas.org/cgi/content/figsonly/103/17/6581&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antievolucionistas adoravam alardear que morcegos apareciam abruptamente no registro fóssil.Agora, sabemos que muitas transições rato-morcego realmente não ocorreram.Agora. a aparição de morcegos pode ser explicada como um evento rápido em tempo geológico, e ainda assim, geneticamente gradual.Ponto para Stephen Jay Gould e a sua Teoria do Equilíbrio Pontuado.Há muito tempo se sabe que esse padrão de evolução é regra e não exceção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-116887091087465835?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/116887091087465835/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=116887091087465835' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116887091087465835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/116887091087465835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2007/01/como-surgiram-as-asas-em-morcegos.html' title='Como surgiram as asas em morcegos'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-115188916340205589</id><published>2006-07-02T13:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-27T19:42:14.774-07:00</updated><title type='text'>Biologia Evolutiva e Filosofia</title><content type='html'>&lt;p&gt;Entre as abordagens que dizem que a biologia evolutiva não é uma ciência rigorosa está argumentação que ela não é ciência genuína porque não é falsificável, não apela a leis e que faz poucas previsões baseados no modelo dedutivo-nomológico.Essas observações quase sempre deixem escapar o nome de Karl Popper.A definição de Popper sobre ciência é costumeiramente usada por criacionistas para negar o caráter científico sobre a teoria da evolução.Ela é chamada Falseacionismo e podemos esclarecê-la logo a seguir, comparando com o critério de demarcação de outros filósofos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O que é falseacionismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falseacionismo é o modo que o filósofo Karl Popper encontrou para distinguir ciência de pseudociência, e que foi posta em detalhes na sua obra &lt;em&gt;A Lógica da Pesquisa Científica &lt;/em&gt;de 1934.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Popper, a lógica da pesquisa científica não deveria admitir a indução como a gênese do conhecimento científico.Se uma teoria tentava inferir enunciados universais apenas de enunciados singulares, ela não era científica.Não importa quantos cisnes brancos possamos observar, isso não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.Cientistas sempre buscam generalizações e este dilema foi reconhecido desde os tempos do filósofo David Hume como “problema da indução”.A solução para este problema estaria em admitir que embora não possamos verificar se todos os cisnes são brancos, poderíamos corroborar esta hipótese criando uma hipótese falseadora que não admita um único caso de cisne não-branco encontrado.Assim, os cientistas não estariam buscando tornar suas teorias “verdadeiras” e sim fazendo estas resistirem a potenciais refutações.Para ser científica, a teoria precisa ser falseável por um enunciado de observação e não se é verificável pela observação real.As descrições do mundo por este método serviriam como explicações dos fatos observados, mas elas não seriam “explicações últimas”.Todas as teorias científicas seriam descritas como "conjecturas provisórias".A história da ciência seria essencialmente revolucionária e progrediria de forma não-cumulativa.Não seria o acúmulo de fatos que levariam ao progresso científico e sim a especulação ousada e avaliação crítica e comparativa das teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser suscetível de ser falsificado por dados, uma teoria científica deve fazer testes observações e experimentos.Por mundo observável, Popper entendia como um mundo possível e não-contraditório.Uma consequência de você ter um argumento dedutivo e está fazendo uma descrição do mundo que tente se aproximar da verdade, leva a uma consequência.Você pode fazer predições, dada as condições iniciais adequadas.Você deve saber quais previsões sobre quais evidências observáveis serão consistentes e quais serão incompatíveis com a hipótese.A compatibilidade é uma condição necessária, mas não suficiente para se tornar uma hipótese científica.Todas as observações físicas são consistentes com um número infinto de conjecturas.O que distingue é o fato das predições serem específicas e/ou arriscadas.Astrólogos, por exemplo, fazem predições, mas não estão fazendo ciência.Fazendo suas interpretações e profecias suficientemente vagas, eles conseguem explicar de modo plausível, tudo aquilo que seria refutado se suas profecias tivessem sido mais precisas.Um exemplo de uma predição arriscada é uma feita pela teoria da relatividade.De acordo com ela , o tempo não é absoluto e corre mais lentamente em velocidades maiores e/ou próximo de grandes massas.A priori, poderia acontecer de relógios atômicos de alta precisão marcarem o mesmo tempo em altitudes mais elevadas do que em terra firme, e assim a teoria é falseável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que uma teoria está falseada não é a mesma coisa de dizer que ela está falsificada.Daí, surge a necessidade de distinguirmos falseabilidade de falsificação.A falseabilidade é critério aplicável ao caráter empírico de um sistema de enunciados.Uma teoria está falseada quando os seus enunciados básicos a contradigam.Portanto, uma teoria é falseável se não estiver vazia a classe de sues falseadores potenciais.Mesmo a contradição de alguns enunciados básicos dispersos não levam a falsificação.Ocorrências particulares não suscetíveis de reprodução carecem de significado para a ciência,assim uma hipótese não permanece ou cai baseada em apenas algumas confirmações ou contradições.Assim, se eu tenho uma hipótese "todos os cisnes são brancos", um depoimento de uma pessoa da existência de um cisne preto num zoológico, dificilmente induziria a rejeitá-la como falseada.Para falseá-la , ela deve-se levar em consideração a totalidade da evidência.Essa é uma condição necessária, porém não suficiente.Ela só está falsificada, se uma hipótese falsificadora de baixo nível for proposta e corroborada.A essa hipótese , Karl Popper, chamava de hipótese falseadora.Ela deve ser empírica e cumprir os mesmos critérios da hipótese confirmadora.Ao teste que corrobora essa espécie de hipótese podemos chamar de "experiência crucial".No caso da nossa hipótese "todos os cisnes são brancos", o que seria uma experiência crucial? Com certeza, eu posso formar uma opinião através do exame de documentos ou qualquer outro fato reproduzível e intersubjetivamente comprovável.Vejam, o exemplo que demos anteriormente, o depoimento de uma pessoa, pode não não cumprir este critério.A pessoa em questão pode não saber distinguir um cisne de um animal estreitamente aparentado a este.Outro exemplo.Galileu fez a predição: "a velocidade de queda dos corpos independe da massa".Entretanto, verificamos que uma bola de chumbo de dez quilos cai um pouco mais rápido que uma de um quilo de chumbo.Essa efeito observável não é consequência da falsidade da hipótese de Galileu, mas sim por causa de uma "pertubação" nas condições iniciais, ou seja, a resistência do ar.Para realizar um experimento crucial é necessário soltar estes dois corpos na Lua, onde esta experiência seria 100% válida como hipótese falseadora.Para a epistemologia popperiana, mesmo que os enunciados básicos aceitos contradisserem uma teoria, só os tomaremos como apoio para o falseamento se eles, concomitantemente, corroborarem a hipótese falseadora.Na verdade, nunca se pode conceber uma refutação 100% concludente de uma teoria, porque é possível que os resultados experimentais não mereçam confiança e as discrepâncias são aparentes e desaparecerão com o processo do entendimento. A ciência não é infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência não é um processo simples de falsificação de hipóteses.Alguns dados aparentemente contrários a uma teoria pode levá-la a predizer um fato novo, até então inesperado.A teoria da descendência comum de Darwin é um exemplo disso. O fato do réptil terrestre extinto do Triássico, o Cinognatus, aparecer na América do Sul e na África e o Lystrosaurus, existir na África, Índia e Antártica poderia ser vista como uma potencial refutação da teoria da Darwin, já que não poderiam ter nadado entre os continentes.Entretanto, devido ao argumento da coincidência das estruturas geológicas nos locais dos possíveis encaixes entre os continentes, tais como a presença de formações geológicas de clima frio nos locais onde hoje imperam climas tropicais, alguns biogeógrafos do início do século XX confiaram na teoria da deriva dos continentes, formulada por Alfred Wegener de 1912, para explicar a distribuição geográfica de algumas espécies estreitamente aparentadas que viviam em diferentes continentes.Apenas na década de 60, novos dados e o mecanismo da tectônica das placas tornaram-na aceitáveis para os geólogos.Apresentar a posição de um nova teoria que explica uma anomalia, pode ser chamada de "ad hoc" se ela não pode ser verificada independentemente.Os ajustamentos por hipóteses auxiliares são completamente aceitáveis, caso sua introdução não reduza o grau de falseabilidade ou testabilidade do sistema, mas que, ao contrário, o eleve.A introdução de uma hipótese auxiliar pode ser vista como uma tentativa de construir um sistema novo.Este sistema novo deve corresponder um real avanço do conhecimento do mundo.Ou seja, para Popper, mesmo a proliferação de novas teorias pode contribuir para o crescimento do conhecimento.Esse é o caso da hipótese ad hoc para explicar a anomalia da teoria da descendência comum de Darwin.O caso de uma ad hoc insatisfatória é a criada por alguns defensores do criacionismo da terra jovem.Se hipótese for um ad hoc não testável, por exemplo "Só parece que o Universo tem muito mais de 6000 anos, mas o fato é que Deus, a 6000 anos atrás, criou o Universo parecendo que ele já era velho", o popperianismo invalida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como se resiste a teste é chamada de corroboração.Uma teoria está "corroborada" enquanto resistir a testes.A resistência ao falseamento é uma condição necessária, porém não suficiente.Só compatibilidade não basta, não devemos considerar suficiente o mero fato da teoria não está falseada.Podemos reconhecer um grau de corroboração, quando a observação se compatibiliza com o sistema de enunciados básicos, a teoria explica os fatos observados e se parte do sistema pode ser deduzido da teoria, ou seja, se ela prediz fenômenos previamente não observados.O grau de corroboração não pode ser estabelescido através do números de casos corroboradores.O que conta é severidade dos testes pelos as hipóteses podem ser submetidas.Isso leva em conta o grau de testabilidade e a simplicidade da hipótese.A hipótese mais falseável e a hipótese mais simples (aquela que requer menor número de suposições) é suscetível de corroboração em grau maior.Resumindo, uma boa teoria científica é aquela que tenha poder preditivo,poder explanatório, parcimônia e falseabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leis e explicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos filósofos procuraram fornecer caracterizações precisas da explicação científica, entre eles Popper, Braithwaite e Nagel. Entre a abordagem que se tornou central em todos os tratamentos do assunto, está aquela imposta por Carl G. Hempel e Paul Oppenheim (e também por Popper), chamado de modelo dedutivo-nomológico.Nela o cientista propõe uma hipótese, simplesmente apresentada como uma conjectura. Partindo dela e de premissas , são deduzidas conclusões observáveis, geradas por via dedutiva, utilizando a lógica e, frequentemente, a matemática.Uma vez que você tenha uma teoria assim, você pode predizer que um fenômeno ocorrerá dada as condições iniciais, segundo um modelo de leis universais naturais.É verdade que ambos admitiam explicações legítimas, que não correspondiam a argumentos D-N que posteriormente foram formalizados por Hempel nos modelos dedutivo-estatístico e indutivo estatístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução é acusada de não ser uma ciência preditiva e também de não possuir leis naturais.Dado que não existem leis naturais em biologia evolutiva, como na física e na química, ela usualmente não pode fazer predições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as teorias são simplificações, você tem que negligenciar muitas coisas.Muitas variáveis estranhas interferem nas predições.Mesmo na Física, isto não é diferente.Frequentemente ouvimos falar do risco de um determinado um asteróide entrar em colisão com a Terra, e nunca que um asteróide entrará em colisão com a Terra.Há exemplos de asteróides que já passaram a distâncias da Terra bem menores que aquelas que separam a Terra da Lua.Um físico pode prever razoavelmente a futura órbita de um asteróide.Se ele prevê que um asteróide está em determinado ponto, ele com certeza acertará, ainda que com uma pequena margem de erro.É por isso que mesmo que haja a previsão que um asteróide passe a apenas 50.000 km da Terra, isso seria noticiado como um risco de colisão de um asteróide com a Terra.Até lá algumas coisas poderão "pertubar" a predição, a influência da gravitação de outros planetas, fricção implicado pelo vento solar, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que a sensibilidade em sistemas físicos é relativamente pequena.Na biologia evolutiva, assim como em várias outras ciências, as coisas não funcionam assim.Os sistemas são altamente sensíveis as condições iniciais.Você usualmente não pode fazer predições para o futuro porque o acaso e a aleatoridade tem um papel mais importante em sistemas biológicos, fazendo com que não se saiba quais genótipos surgirão ou se recombinarão.Neste caso, só se pode fazer retrodições (ou "predições para o passado") utilizando o modelo de lei de cobertura.A única diferença para o modelo dedutivo-nomológico utilizado na física é o tempo para o qual se dirige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o modelo de explicação funciona assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condições Iniciais: I1, I2, ..., In.&lt;br /&gt;Leis: L.&lt;br /&gt;-------------------------------------------------&lt;br /&gt;Acontecimento explicado: E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, por exemplo, podemos explicar o fato que chimpanzés e gibões compartilharam um ancestral comum conosco em tempos diferentes, dado a condição inicial segundo a qual que não existem mecanismos que removam pseudogenes em vertebrados e duplicações genéticas de genes não-funcionais passam de geração em geração , e a lei, L, segundo a qual sempre que encontrarmos um pseudogene compartilhado por espécies A e B, um animal filogeneticamente intermediário também deverá compartilhá-lo na mesma posição cromossômica.E se então se você o encontra um pseudogene compartilhados por gibões e homens e, verifica que este está presente em todos os símios grandes, então você tem uma retrodição genuína cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei desta explicação "cobre" as condições iniciais e o acontecimento consequente, no sentido em que mostra que a sequência de acontecimentos que está por detrás de uma ocorrência específica é apenas um exemplo de um padrão geral.Daí o nome, lei de cobertura.A teoria também é falseável. Seria uma robusta falsificação se encontrássemos uma vaca compartilhando um pseudogene que possui a mesma mutação que destrói sua função, e este não existir em nossos parentes primatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, são muitas retrodições que a teoria pode fazer.Entre as teorias de Darwin que mais realizam estas retrodições estão aquelas que envolvem a teoria da descendência comum universal e a macroevolução.Existem muitas restrições aos mecanismos da descendência comum e assim o modelo de lei de cobertura chega a ser adequado.Consequentemente, dado as muitas predições e a grande falseabilidade da teoria, a maioria dos biólogos se referem a ela como o "fato" da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia se argumentar que filogenia não é uma lei natural, mas um conceito.Obviamente, você não saber qual com certeza qual é a árvore filogenética que você consegueria descrever toda a genealogia da Terra.Mas o valor exato de uma constante física também não é sabido, e verificamos isso quando comparamos mensurações independentes dela.Entretanto, existe um nível de discrepância das mensurações que a teoria não admite.O mesmo poderia se dizer da evolução.Testes de filogenias são conduzidos em um sistema estatístico e algumas filogenias são mais confiáveis que outras.As filogenias construídas com dados independentes e com suporte estatístico devem apresentar congruência significativa.Discrepâncias elevadas nestas filogenias (calculadas pelo valor de P, que representa que representa a razão do número máximo de árvores inconsistentes sobre o número total de árvores possíveis), com certeza levariam aos biólogos desacreditarem na evolução.Na verdade, é comum até a congruência perfeita.Por exemplo, todos amniotas estão mais relacionados entre si que anfíbios do que seja por dados morfológicos e seja por dados moleculares (Gauthier et al., 1988).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver uma lista de predições evolutivas disponíveis na internet :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theobald, Douglas L. "29+ Evidences for Macroevolution: The Scientific Case for Common Descent." The Talk.Origins Archive. Vers. 2.83. 2004. 12 Jan, 2004 &lt;&lt;a href="http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/"&gt;http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/&lt;/a&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don Lindsay, "Is Evolution Science?": &lt;a href="http://www.don-lindsay-archive.org/creation/evo_science.html"&gt;http://www.don-lindsay-archive.org/creation/evo_science.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link do Theobald é o mais instrutivo, porque ele lista as 30 principais predições da macroevolução e a descendência comum, com uma seção de potencial refutação em cada.Entre elas, estão: unidade da vida, hierarquias aninhadas, convergência de independentes filogenias, formas transicionais, cronologia dos ancestrais comuns, vestigíos anatômicos, atavismos, vestígios moleculares, ontogenia e biologia do desenvolvimento, biogeografia atual, biogeografia do passado, parahomologia anatômica, parahomologia molecular, convergência anatômica, convergência molecular, função anatômica sub-ótima, função molecular sub-ótima, redundância funcional protéica, redundância funcional do DNA, transpósons, pseudogenes redundantes, retrovírus endógenos, mudança genética, mudança morfológica, mudança funcional, o estranho passado, estágios de especiação, eventos de especiação, taxas morfológicas e taxas genéticas.Se você noterem, um dos exemplos foi utilizado um deles aqui para descrever uma teoria hipotética-dedutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das teorias são falseáveis.Poderia acontecer que mamíferos tivessem as asas vestigiais como as que existem em avestruzes.Poderiam acontecer que em vez de alguns embriões de aves tivessem dentes, que embriões reptelianos tivessem mamilos.J.B.S. Haldane chegou a dizer certa vez que desacreditaria na evolução se fossem achados coelhos no pré-cambriano.A razão disso é óbvia.Todos os ancestrais inferidos de coelhos devem ser vertebrados, entre eles, répteis, anfíbíos e peixes.Todos esses animais tem esqueletos mineralizados e a aparição de cada um das classes são separados por longo tempo geológico, todos eles surgem bem depois do pré-cambriano.A única coisa que poderíamos dizer é que se esse coelho fosse achado, ele não teria o último ancestral comum dos coelhos atuais.Justificar através da convergência evolutiva não adiantaria, porque isso autorizaria a dizer o mesmo todos os outros coelhos, o que seria um absurdo para a teoria.Documentos fósseis revelam incontestavelmente a cronologia da aparição de grandes grupos com esqueletos mineralizados na era geológica certa.Assim, o mesmo raciocínio vale para rejeitar a evolução por causa de hominídeos no Jurássicos, répteis no Siluriano,etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criacionistas se referem a Popper por ter dito que o Darwinismo era "um programa de pesquisa metafísica - um possível sistema de referência para teorias científicas comprováveis.”A questão é que mesmo que na época em que ele se refere como não-testável a teoria da seleção natural, e não a evolução como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, Popper reviu sua posição sobre a não-testabilidade da seleção natural em 1980, em correspondência a revista New Scientist.Entretanto, antes disso, ele já admitia isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todas as teorias científicas são conjecturas, mesmo aqueles que passaram com sucesso por muitos testes severos e variados. &lt;strong&gt;A sustentação mendeliana do Darwinismo moderno tem sido bem testado, assim como a teoria da evolução a qual diz que toda a vida terrestre desenvolveu-se de uns poucos organismos celulares primitivos&lt;/strong&gt;, possivelmente de até mesmo um único organismo" (Popper,1978).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que Popper detestava a palavra "fato" em ciência e por isso, ele se referia apenas como "bem testada" mesmo uma teoria que passou por severos testes. Outros filósofos da ciência, como Michael Ruse, não vê problema em chamar a evolução de "fato".Mas na definição de fato científico que certa vez Gould postulou, segundo a qual não é uma “certeza absoluta”, mas simplesmente uma teoria que tem sido “confirmada em tal grau que seria perverso reter o consentimento provisório” (Gould,1981).Quanto ao poder explanatório e a falseabilidade da seleção natural, esse é um caso a parte, e a argumentação de Popper será discutido mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o modelo dedutivo-nomológico não é sofisticado o suficiente para extrair toda a informação de uma explicação científica.Muitas explicações científicas, perfeitamente aceitas, são indutivas.Isso é verdadeiro porque a grande complexidade dos fatores envolvidos na determinação de um único acontecimento tornam algumas explicações apenas aproximativas.As leis físicas explicam o clima em princípio, mas muitas vezes falta informação para explicar através delas porque uma tempestade ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos limitarmos ao critério de ciência a aquilo que é explicado exclusivamente através de leis, então estamos seguindo o argumento de alguns filósofos segundo o qual o que é verdadeiro para Física é o mesmo para todas as outras ciências naturais.Logo, nem todas as explicações da biologia evolutiva seriam científicas.Essa visão postula que uma explicação admissível de qualquer fato deve ser esperado em virtude (ou seja a explicação deve constituir um argumento D-N).Este argumento, porém, tem uma falha grave e foi apontado por um número razoável de filósofos.Alguns fenômenos chamados de "complexos" como estados mentais conscientes e intencionais e os aspectos funcionais dos traços nos organismos não são sofisticados e adequados para extrair toda a explicação científica.Como aspectos funcionais tem papel legítimo, argumentos não podem ser dos tipos endossados por essa visão canônica (Salmon,1990.p.31).Se formos por este lado que postula que explicação científica só pode ser feita através de modelo dedutivo-nomológico, dedutivo-estatístico e indutivo estatístico, a biologia funcional e a psicologia também não seriam ciências empíricas.Por outro lado, se observa que qualquer explicação científica que tem um aspecto narrativo, e tem o poder de gerar uma representação crível do assunto que é seu objeto, leva a um tipo particular de explanação do fenômeno (Emmeche,1997). Na biologia evolutiva, por exemplo, explicações ordinariamente dizem a respeito de narrativas históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo de uma narrativa histórica como explanação científica bem conhecida é aquela sobre a extinção dos dinossauros.Mayr observou isso em seu último livro &lt;em&gt;Biologia, Ciência Única&lt;/em&gt; (2005.p.48,49):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma primeira narrativa explicativa sugeria que eles haviam sido vítimas de uma epidemia particularmente virulenta, contra a qual não puderam adquirir imunidade.Uma boa quantidade de objeções sérias no entanto, foi levantada contra este cenário, que foi substituída por uma nova proposta de acordo com a qual a extinção foi causada por uma catástrofe climática, e essa hipótese também teve de ser abandonada.Quando, porém, o físico Walter Alvarez postulou que a extinção dos dinossauros tinha sido causada pelas consequências do impacto de um asteróide na Terra, todas as observações se encaixavam nesse novo cenário.A descoberta da cratera de impacto de Yucatán deu ainda mais força a teoria de Alvarez.Nenhuma observação subsequente entrou em conflito com essa teoria."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que o cientista também começa com uma conjectura e testa exaustivamente a sua validade, com a diferença que nas ciências históricas o cientista constrói uma narrativa histórica.Neste caso, a representação é mostrada por mecanismos lógicos.Ele tanto pode ser uma dedução, como uma indução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual seria o papel das leis em ciências biológicas?Vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em biologia também há regularidades, mas vários autores questionam severamente se elas são o mesmo que as leis naturais das ciências físicas (...) Leis certamente desenvolvem um papel, ainda que pequeno, na construção de teorias em biologia, a razão principal dessa menor importância talvez seja o papel do acaso e da aleatoriedade em sistemas biológicos (...) Devido à natureza probabilística da maioria generalizações em biologia evolutiva, é impossível aplicar o método da falsificação de Popper para o teste de teorias, porque o caso particular de uma aparente refutação pode não ser mais que uma exceção como ocorre em biologia” (Mayr,2005.p.43,44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Mayr muitas coisas em biologia não se apoiam em leis, mas em conceitos: seleção sexual, dominância do macho, biopopulação, sucesso reprodutivo,adaptação, função,etc.Estaria Mayr negando que a biologia cumpra o critério requerido por muitos para ser uma ciência empírica?Bem, isso é o que vários sites criacionistas e antievolucionistas na internet brandem.Isso seria verdade se não fosse essa declaração nesse mesmo livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Admito que alguns desses conceitos, com um pouco de esforço, talvez possam ser convertido em pseudoleis, mas não há dúvida que tais ‘leis’ são algo muito diverso das leis naturais newtonianas”(p.109).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, segundo Mayr, as regularidades em biologia existem, mas elas não são chamadas de leis naturais, porque não se relacionam com os aspectos básicos da matéria como as leis em física e química.A existência de pseudoleis seria um passo para se utilizar retrodições em biologia evolutiva, coisa que foi feita aqui, e também nos dois links dados anteriormente.Claro que grande parte da biologia evolutiva (talvez a maior parte) necessita do poder narrativo para capturar tudo de importante sobre explicações científicas, mas o mesmo se poderia dizer da biologia funcional, da psicologia, da cosmologia e da geologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia das ciências físicas não é uma generalização sobre como devem ser todas as ciências naturais.Quem diz que a biologia evolutiva não é ciência porque não é como Física, está negando a autonomia da biologia em relação as outras ciências naturais.Mas isso não é uma atitude racional porque quatro conceitos da filosofia das ciências físicas não vale para esta ciência: essencialismo, determinismo, reducionismo e leis naturais universais.O descarte desses conceitos inapropriados foi o primeiro passo para o estabelescimento de uma sólida filosofia da biologia (Mayr,2005.p.44).Se as ciências biológicas dão resultados práticos (incluindo aí a evolução, e isso será demonstrado adiante) mesmo sua metodologia dispensando o falseacionismo em várias situações, então não faz sentido postular o argumento "se a evolução não é como Popper (ou Hempel) disse, então não é ciência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A seleção natural é tautologia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as teorias de Darwin, a que mais gera polêmica é a seleção natural.Uma das argumentações de seus críticos diz que a seleção natural é uma tautologia já que segundo ela os mais aptos são aqueles que sobrevivem e os que sobrevivem são os mais aptos.Outros argumentam que a seleção natural não é uma tautologia, mas que ela quase não tem poder explanatório.Dentre os críticos que utilizam a última argumentação está Karl Popper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, as duas afirmações se baseiam num equívoco em relação a teoria.Evolucionistas não dizem que "os sobreviventes são os mais aptos" ou "os organismos que deixam mais descendência, deixam mais descendência".Para darwinistas, os que deixam mais descendência são aqueles que possuem um fenótipo que apresenta variação quanto ao sucesso reprodutivo e superioridade funcional em relação a outros organismos em determinado contexto.Isto não é tautologia.Poder-se-ia existir o caso onde os organismos possuírem exatamente o mesmo número de descendentes.Poderia existir uma propriedade estatística em que organismos que possuíssem determinadas adaptações não fossem esperados sobreviver mais em relação aqueles que não possuem.Poderia acontecer que numa população de insetos que se alimenta com inseticida, a frequência gênica de um organismo com novos genes envolvidos na quebra de ingredientes de pesticidas não aumentasse.Mas tudo isso é negado pela seleção natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma versão sofisticada desse argumento é de Karl Popper.Que diz que em todas as situações em que as espécies existem, isso é compatível com o darwinismo.Se definimos adaptação como aquilo que é necessário para um organismo sobreviver em um ambiente dado, então temos um problema.Porque se essas espécies não fossem adaptadas, elas não existiriam.Visto que nada é rejeitado, então o poder explanatório é exíguo, porque tudo é levado em conta.Em outras palavras, a seleção natural explicaria todas as observações biológicas facilmente com poucos dados testáveis, sendo uma espécie de "quase tautologia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este argumento possui falhas, e chegou a ser criticado (ver:Stamos, 1996).É claro que se descrevêssemos a seleção natural como Popper, seria pensar circularmente, e se aptidão é definida pela sobrevivência, então temos um argumento vazio.Mas a ação da seleção depende de muitos mecanismos que conectam a variação quanto ao sucesso reprodutivo à variação nos genes e nas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adaptação não é definida meramente de acordo com o que sobrevive, a despeito do que Popper pensou.É necessário uma história causal para que a adaptação faça sentido.Uma idéia que ajuda a esclarecer isso é que se existem dois irmãos gêmeos, eles são igualmente adaptados, mas não há garantia que eles irão produzir o mesmo número de descendentes (Wilkins, 2006).Por exemplo, se existem dois peixes gêmeos que possuem uma bolsa respiratória na cavidade interna da boca, o quanto essa adaptação irá contribuir para o sucesso reprodutivo irá diferir, se um se mudar para um ambiente mal-oxigenado e se o outro permancer num rio onde ele não precise constantemente levantar a cabeça para respirar.Outro exemplo.Se não há evidência paleoambiental que alguma linhagem de peixes viveu em ambientes mal-oxigenados ou que costumava a se arrastar em direção a outro reservatório de água, então o pulmão dos vertebrados não poderia ser um traço explicado pela seleção natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, se não há hereditariedade de uma característica, não há mudanças evolutivas, mesmo que haja variação quanto ao sucesso reprodutivo.Isso porque as diferenças de performance exibidas pelos pais devem ser refletidas nos descendentes.Isso é válido até para aquelas características definidas por vários genes e nenhum dos alelos envolvidos possui um efeito forte o suficiente para criar um fenótipo facilmente reconhecível, como tamanho corpóreo , velocidade de corrida, número de cerdas abdominais de uma mosca, taxa de produção de leite, etc.Nesses casos, a parte da variação que responde a seleção é chamada herdabilidade e é investigada pela genética quantitativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A argumento que a seleção não rejeita muita coisa também não procede.Ela proíbe animais sendo criados instantaneamente ou sendo estabelescidos sem espécies ancestrais.Isso seria muito compatível com o Criacionismo Científico e o Design Inteligente.Para os que acreditam na idéia do desígnio inteligente também seria muito conveniente que os traços complexos de alguns organismos aparecessem abruptamente, mas não vemos esses e outros "milagres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção rejeita que qualquer organismo que possua determinado caráter seja ou tivesse sido ineficiente em relação aos seus competidores.Por exemplo, o altruísmo puro e desinteressado existente em alguns humanos (como os doadores de sangue) não poderia existir entre animais.Altruístas iriam desaparecer de uma população já que os não-altruístas ganhariam os benefícios, mas não pagariam os custos desses atos altruístas.Mas no mundo animal só existem pactos mutuamente benéficos (o sacrifício é recompensador porque há retribuição) e/ou "altruísmo" a indivíduos que carregam genes parecidos (que representa "egoísmo ético").&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também existem mudanças impossíveis de acordo com a ontogenia e da biologia molecular e elas também são impossíveis para a seleção natural.Restrições de desenvolvimento explicam porque o comprimento dos tubos que conectam os testículos do pênis de mamíferos não poderiam ser menores e mais funcionais.Nos répteis, os testículos se localizam numa cavidade corpórea próxima aos rins.Já que o esperma dos maíferos se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas, houve deslocamento dos testículos para o escroto.Assim, o vaso deferente dos mamíferos enrola-se no ureter como uma mangueira em uma árvore,porque eles herdaram a estrutura morfológica e de desenvolvimento dos répteis.Outro exemplo é que seria muito conveniente para vertebrados se os nervos e vasos sanguíneos de seus olhos não se encontrassem entre as células fotossensitivas e a fonte de luz, já que é um desenho que obscurece a passagem de fótons para as células receptoras.Mas como seus ancestrais tinham olhos primitivos em forma de cálice apenas para detectar luz (e não para a resolução fina de imagens),seu mecanismo de desenvolvimento evoluiu de tal forma que ele não poderia permitir que o olho fosse modificado sem a destruição das formas intermediárias, necessárias ao processo de formação de um olho com um desenho mais racional (Stearns &amp; Hoekstra,2003.p.27). Morcegos não tem asas que brotam das costas porque existem processos de desenvolvimento embrionário conhecidos capazes de fazer falanges de dedos crescerem ou surgirem teias de peles entre os dedos, mas não de brotar pedaços de ossos das costas.Proteínas que executam funções mais recentemente evoluídas obrigatoriamente devem ter similaridades estatisticamente significativas com as proteínas que executam funções principais.Além disso, biólogos observam as taxas genéticas em estudos comparativos bioquímicos e as taxas morfológicas nos registros fósseis, sendo as últimas são menores que as observadas nos experimentos de seleção artificial e na maioria das vezes que a de eventos de colonização .Nem as taxas genéticas*, nem as taxas morfológicas observadas são incompatíveis com o gradualismo darwiniano, e consequentemente com a seleção natural(ver o artigo de Theobald citado anteriormente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os filósofos da ciência, o conceito de poder preditivo é estreitamente próximo a falseabilidade.Mas é questionável que a mesma relação existe entre predição e explicação.Notem que esses falsificatórios da seleção natural são derivados de predições que não tem muito a nos dizer sobre os detalhes da evolução adaptativa.Não se pode exigir que o seu poder de explicar esteja vinculado ao poder de predizer.O poder explanatório da seleção natural não advém de predições generalizadas e sim de seu poder descritivo e narratório.São previsões probabilísticas, algo que envolve múltiplas evidências comparadas e a construção narrativa de um cenário baseado em suas consequências.Vimos anteriormente que usualmente não se pode fazer predições generalizadas porque as "leis" em biologia usualmente possui numerosas exceções , seja devido a aleatoriedade ou devido a existência de um número grande de eventos únicos em biologia.Essa teoria compartilha um elemento de imprevisibilidade com a meteorologia, onde pequenas diferenças nas condições inicais alteram o resultado final substancialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, a explicação da adaptação vai muito além de postular a "sobrevivência dos mais aptos".Como a evolução adaptativa é identificada?Existem três métodos (Ridley,2006,p.298).O primeiro consiste em alterar experimentalmente a forma de um órgão.Isto inclui a documentação da variação do sucesso reprodutivo dos pais e de seus descendentes por diversas gerações.A segundo consiste em comparar a forma prevista de um órgão com aquela encontrada na natureza.Como pode se fazer uma previsão testável assim?Constrói-se um modelo baseado em engenharia reversa.Por exemplo, utiliza-se a hidrodinâmica para testar qual seria a forma ideal dos peixes e a engenharia civil para saber informação sobre a adequação da espessura de uma concha.O terceiro método envolve a avaliação comparativa das diferentes formas de órgãos em diferentes espécies.A observação de padrões de evolução convergente é um exemplo disso e a ausência de folhas é considerada uma adaptação as condições xéricas por causa desse método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que não é possível descrever uma lei geral explicativa sobre a conexão da seleção natural e as adaptações.Não existe uma hipótese sobre as adaptações e sim "a" hipótese da adaptação.O filósofo Michael Scriven analisou certa vez que uma das contribuições da teoria evolutiva para a filosofia foi a demonstração da independência entre predição e explicação (Mayr,1988.p.31,32).Fala-se em "contribuição" porque um reconhecimento como esse beneficia outras discplinas que dependem do poder descritivo e narratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que seria algo que se encaixaria na crítica de Popper? Talvez se alguém dissesse, por exemplo, que mais de 95% das espécies que já viveram neste planeta se extiguiram devido a variações ambientais, como se a sobrevivência não fosse algo a ser explicado.Esse tipo de argumentação não se vê entre biólogos evolutivos.É por esse e outros motivos que darwinistas não argumentam meramente que "organismos que deixam mais descendência, deixam mais descendência" como ele imaginou.Ele citou R.A. Fisher, J.B.S. Haldane e George Simpson como autores que já argumentaram com raciocínios como esse, mas onde está o trecho das declarações que mostram isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar a crítica a esse argumento, é bom ressaltar que a sobrevivência só é importante se contribuir para o sucesso reprodutivo.Há casos onde a sobrevivência diferencial tem papel secundário, porque existem organismos que vivem pouco e deixam muitos descendentes e organismos que vivem muito e deixam poucos descendentes.Neste caso,a adaptação do macho pode ser uma escolha da fêmea, como a existência de ornamentos caprichosos ou a aparência de carregar poucos parasistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, houve ataques no conceito da explicação adaptativa por alguns biólogos evolutivos.Não o velho argumento criacionista de que a seleção natural nunca deveria ser imaginada como causa suficiente, mas apenas para aqueles casos onde a informação histórica é insuficiente para confirmar a hipótese de adaptação.Gould e Lewontin identificaram aquilo que eles chamaram de "programa adaptacionista", a pesquisa que presume que todas as características são adaptativas, que elas são quase ótimas e que as diferenças entre as espécies são, invariavelmente, adaptações das espécies a fatores seletivos diferentes. Entretanto, como já afirmou George Williams em 1966, "a adaptação é um conceito especial e oneroso, que deve ser empregado apenas quando necessário".Infelizmente, alguns autores propuseram que nossos lábios serviam como um sinal sexual devido a semelhança com os lábios da vulva ou que as mulheres crregavam os bebês no braço esquerdo porque as crianças são acalmadas com as batidas do coração.Isso foi chamado por Lewontin de "Darwinismo idílico" ou "caricatura do darwinismo".Muitas características podem não se fixar por seleção.Hoje se tem a evidência que a deriva genética teve uma importância cada vez mais maior.Por isso, quando os biólogos explicam o aparecimento de características vestigiais, levam em conta tanto hipóteses selecionistas quanto as que não são.Algumas características não existem por causa de sua apropriação para sua ecologia, mas porque a diferença é uma consequência das diferenças alélicas que se desenvolveram por outras razões seletivas ou pela deriva genética.Além disso, restrições de desenvolvimento explicam porque um pégaso nunca evoluiu, e em outros casos algumas restrições se devem exclusivamente as leis físicas e químicas.A fim de fazer uma boa explicação científica, é necessário informação da filogenia das espécies, da distribuição ambiental, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gould e Lewontin fizeram bem ao chamar a atenção ao problema do programa adaptacionista, mas muitos autores destacaram que suas críticas só valiam para o "adaptacionismo ingênuo", já que o Darwinismo moderno não é pan-adaptacionista.É óbvio que se uma pesquisa fracassa em confirmar uma hipótese de adaptação, não é razoável insistir que o caráter tem uma função a ser descoberta, já que isso desconsideraria hipóteses alternativas que iluminam outros aspectos importantes da evolução (Futuyma,1992.p.272).Ainda assim, muitas explicações alternativas (evolução neutra, pleiotropia, etc.) podem ter sua importância minimizada, sobretudo em caracteres complexos, onde a engenharia reversa dos traços e a capacidade de gerar cenários plausíveis seriam suficientes como explicação.Afinal ,a complexidade requer um princípio organizador como a seleção e isto não está ao alcance das explicações alternativas.Muitas vezes identificar a adaptação por esse critério não é possível.É aí que os biólogos podem adotar explicações baseados em métodos comparativos. Gould e Lewontin não negam que a seleção natural foi o principal mecanismo de mudança evolutiva de uma estrutura complexa como o olho ou asa.A diferença, portanto, estaria quando referíssemos a evolução morfológica num contexto bem mais amplo.Ambos acreditam que a teoria neutra de Kimura é uma rival da seleção natural na explicação da evolução morfológica como um todo, embora isso não seja levado a sério pela maioria dos biólogos (Dennett,1996).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem usar esta crítica de Popper contra a seleção natural deve ter muito cuidado se sua alternativa científica for que a adaptação requer um agente criativo por trás dela.Popper disse que o teísmo como explicação para a adaptação, " é pior que uma aberta admissão de fracasso,por criar a impressão que a explicação última foi alcançada"(Popper,1976.p.172).Isso é válido, não importa se você chame o criador de Jeová, Alá, extraterrestre ou de designer inteligente.Se você afirma que o criacionismo pode ser falsificado se for encontrado um mecanismo natural que esclarecça todos os detalhes da evolução biológica, então você provavelmente está fazendo confusão sobre o conceito falseabilidade.Esse exemplo não é uma falsificação e sim uma explicação melhor que a do desígnio para a pessoa que acredita na criação ou no projeto inteligente.Para Popper, se pode provar falsificações, mas não teorias científicas.Como você pode apresentar "conjectura provisória" (modo como o filósofo austríaco chamava uma teoria científica) como provas falsificadoras?Em contrapartida, a falsificação popperiana é uma prova indireta através do Modus Tollen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se P, então Q-------&gt;Q é falso-------&gt;Então, P é falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os tempos de Hume, se sabe que a teologia da lacuna é, na melhor das hipóteses, um argumento indutivo, já que não se pode distinguir o projetado do não-projetado assim.Ela também cria uma "explicação última", porque os traços dos organismos simplesmentemente são explicados de acordo com o argumento que as coisas são “como elas são”.Na verdade, é difícil até encontrar um bom argumento que mostre que esse não é um raciocínio tautológico.Algo que supostamente não é sabido ocorrer por hipóteses naturais conhecidas é um aspecto postulado como aparência de planejamento e depois usada como evidência de planejamento, além de está levando em conta a suposição que todas as causas naturais são sabidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os cientistas também devem ter cuidado para não fazer mal uso das idéias de Popper para atacar a teoria da seleção natural.O paleontólogo Collin Patterson foi um exemplo que retrata isso.Uma vez se refletindo sobre a seleção natural e sobre o critério de demarcação de Popper declarou que:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós primeiro devemos perguntar se a teoria da evolução pela seleção natural é científica ou pseudocientífica... Tomando-se a primeira parte da teoria, de que a evolução aconteceu, ela afirma que a história da vida é um processo único de divisão das espécies e progressão. Este processo deve ser único e irrepetível, como a história da Inglaterra. Esta parte da teoria, portanto, é uma teoria histórica, sobre eventos únicos, e eventos únicos, por definição, não fazem parte da ciência, pois eles são irrepetíveis e, portanto, não suscetíveis a teste”(Patterson, 1978).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, Popper respondeu na New Scientist a Patterson (ainda que indiretamente) que a questão relevante não é se a teoria está impregnada de eventos únicos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;" (...)algumas pessoas acham que eu denigro o caráter científico das ciências históricas, tal como a paleontologia ou a história da vida na Terra (...)Isto é um equívoco, e eu desejo aqui afirmar que estas e outras ciências históricas têm caráter científico em minha opinião: suas hipóteses podem em muitos casos serem testadas. Parece que é como se algumas pessoas achassem que as ciências históricas são intestáveis porque descrevem eventos únicos.Entretanto, a descrição de eventos únicos pode muito frequentemente ser testada derivando delas predições testáveis ou retrodições" (Popper,2000).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Duas perguntas poderiam ser feitas sobre a seleção natural.A primeira é: "ela poderia explicar a evolução de órgãos complexos?".Apesar de não ser possível reconstruir a evolução de órgãos complexos (são situações em que as estruturas foram mudadas extensivamente desde sua origem), pode-se mostrar uma história causal para que a adaptação faça sentido (capacidade de gerar cenários plausíveis e utilizar engenharia reversa) e cumprir uma exigência de Darwin, segundo a qual é obrigação de um evolucionista mostrar que um órgão complexo poderia, pelo menos em princípio, ter evoluído ao longo de muitos passos pequenos.Se de todas as trilhões de maneiras de pôr juntas as partes de um corpo, apenas uma minoria infinitesimal iria viver, certamente existem muito mais maneiras de estar morto do que vivo! Dado que muitos filósofos empiristas negam a possibilidade de verificação de princípios científicos (exigindo apenas a falsificabilidade como demarcação da base empírica), quando um biólogo consegue ligar as ilhas de funcionalidade de um órgão complexo através de uma explicação baseada na observação de morfologia comparativa e os mecanismos que conectam variação quanto ao sucesso reprodutivo aos genes e características, então temos uma explicação científica genuína.A última pergunta sobre a seleção natural seria: "ela poderia explicar todas as adaptações?"Só se pode demonstrar negativamente essa possibilidade, mas não positivamente, já que há casos de caracteres biológicos não inteiramente explicados.Pode até existir o caso de um órgão complexo não ter uma sequência inferida de intermediários muito plausível ou sustentado por uma investigação cuidadosa.Mas apenas se existir o caso onde não é possível imaginar como a estrutura precursora tivesse sido funcional,é onde teríamos o caso onde a teoria ruiria por completo, segundo o próprio Darwin.Mas se isto não ocorre, podemos dizer que não existe uma adaptação que não poderia ter sido produzido pela seleção natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nota:O dilema de Haldane é constantemente citado como um "problema genético" para evolução pela seleção natural.Entretanto, o próprio Haldane admitiu que sua tese necessitava de uma drástica revisão e isso, de fato, foi feito por vários biólogos evolutivos competentes.Para maiores informações, ver meu artigo &lt;a href="http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/03/introduo-evoluo-biolgica.html"&gt;"Introdução a Evolução Biológica"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Lakatos e o falseacionismo sofisticado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um argumento comum diz que a evolução não pode ser científica porque não pode ser falsificada.Isso é fácil de ser demonstrado falso e foi isso que esse artigo tentou demonstrar até aqui.Esse critério de base empírica baseada no popperianismo não ressaltaria que toda a evolução "deva ser provada", mas apenas que todas as teorias são potencialmente rejeitáveis, e isso vale até mesmo para a seleção natural que muitos imaginam ser uma tese que "permite tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro argumento diz que a evolução não pode ser falsificada, mas não por causa de sua anti-cientificidade, mas por causa da tese de Duhem-Quine. O princípio da falsificação de Popper foi enfraquecido pela observação (atribuída a Duhem e a Quine) que toda a hipótese pode ser salva do falsificação adotando uma hipótese auxiliar. Por exemplo, discute-se às vezes que muitas teorias evolutivas podem escapar da falsificação por este método.Entretanto, se é assim, isso valeria para todas as teorias científicas, não só para a evolução.Mas será mesmo que não existe nenhum método para fugir das evasivas científicas?Será mesmo que é possível ad hocs serem usadas indiscriminadamente sem que ninguém perceba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder as perguntas do parágrafo anterior, falemos sobre a tese de Duhem-Quine.Entre as versões de interpretação da tese ,existe a interpretação forte (a qual Quine pareceu está mais próximo)e a interpretação fraca (a qual é a única que Duhem parece ter conservado).A versão forte é incompatível com todas as formas de falseacionismo metodológico.A interpretação fraca apenas afirma a possibilidade de modelar a ciência de maneiras muito diferentes e a impossibilidade de atingir um alvo teórico rigorosamente especificado.Como uma experiência sozinha não pode condenar sozinha uma teoria isolada, Duhem postula que para esta "condenação" ocorra é necessário um pouco de "sagacidade" e bom instinto metafísico.Esta interpretação parece ser a mais adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em questão não é se uma teoria ou programa de pesquisa pode ser considerada imediatamente falso ou verdadeiro e sim se ele está há muito tempo sem revisão.A evolução realmente vem sendo revisada, e até falsificada num sentido ordinário, desde que Darwin publicou &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;. Alguns argumentam que isso não foi suficiente para torná-la adequada.Outros acreditam que isto realmente não ocorreu.As pessoas que vivem exigindo poderosas revisões, devem tomar cuidado com aquilo que Imre Lakatos chamava de "falseacionismo ingênuo" ou ainda "falseacionismo dogmático".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O falseacionismo ingênuo existe em oposição ao falseacionismo metodológico, ou ainda o falseacionismo sofisticado.O falseacionista ingênuo acredita que a ciência só cresce através de poderosos e repetidos derrubamentos experimentais de teorias e que novas teorias rivais tem que ser propostas antes de tais "derrubamentos",que fariam as teorias aceitas serem refutadas durante a crise kuhniana de confiança.Ressalta a "urgência de substituir uma hipótese falseada por outra melhor".Também crê que a aceitação de uma teoria dependa apenas dos resultados dos experimentos, e se a contradisserem, ela deve ser rejeitada.Uma hipótese falseadora de baixo nível bem corroborada é suficiente para isso.Também levam as hipóteses auxiliares um isolamento lógico, em que ela se converta num alvo fácil para o ataque de experimentos de teste.Por fim, acha que é possível para uma teoria está conclusivamente falseada, e que uma teoria ou é falseável ou não é.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O falsecionismo sofisticado não acredita na obrigatoriedade que a transferência progressiva de problemas sejam entremeadas por refutações.A ciência pode crescer sem elas.Prefere interpretar que as hipóteses auxiliares podem levar a fatos novos e inesperados e terminar como uma transferência de problemas empiricamente progressiva.Não ressalta a necessidade de "substituir uma hipótese falseada por outra melhor", porque não acredita que algo possa está conclusivamente falseado, e propõe apenas subsistituir qualquer hipótese por outra melhor. O falsecionista sofisticado não acredita que uma experiência, enunciado de observação ou hipótese falseadora de baixo nível bem corroborada podem sozinha levar ao falseamento.Porque antes de se falsear uma hipótese, temos uma outra na manga do paletó.Pode ainda acrescentar e citar o "caráter histórico" do falseamento de Lakatos.Que diz que o falseamento não é simples relação entre teoria e base empírica, mas uma sofisticada relação múltipla de de teorias concorrentes, base empírica "original" e crescimento empírico resultante da competição.Para uma teoria T' falsear T: a primeira tem que ter um excesso de conteúdo empírico corroborado, predizendo fatos improváveis a luz da segunda; explica o conteúdo não-refutado se dua antecessora em seu próprio conteúdo, e corroborando parte deste conteúdo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A teoria de Einstein não é melhor que a teoria de Newton, porque a última foi provada falsa e a última permaneceu não-falseada.Mas por esse motivo:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"(...) explicava tudo que a teoria explicara com êxito, e explicava também, até certo ponto, algumas anomalias conhecidas e, além disso, proibia acontecimentos como a trnsmissão de luz ao longo de linhas retas perto de grandes massas, a cujo respeito a teoria de Newton nada disssera, mas que haviam sido permitidos por outras teorias científicas bem corroboradas de tempo; ademais, pelo menos parte do inesperado excedente do conteúdo einsteiniano era de fato corroborada (por exemplo, pelas experiência do eclipse)"(Lakatos,1979.p.152).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda há de ressaltar que o falseacionista sofisticado vê que muitas teorias são interpretadas scomo se elas contivessem uma cláusula ceteris paribus e só se alcança uma robusta falsificação dessa teoria juntamente com essa cláusula.Eu digo "robusta falsificação" e não "conclusão falseadora" porque para o falsificacionista sofisticado, a única coisa que está conclusivamente falsificado é o falseacionismo dogmático, porque acreditar no falibilismo da boca para fora.Em &lt;em&gt;A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento&lt;/em&gt;,Lakatos imaginou a seguinte situação como um exemplo que trata disso.Suponha que a trajetória de um planeta difira de sua trajetória conhecida.As condições iniciais e cláusula ceteris paribus foram rigorosomente corrobradas.Mas a dinâmica e a teoria gravitacional tem sido rigorosamente corroboradas nos úlimos séculos.O que fazer?Podemos chamar de "crítico" alguém que diga que a dinâmica e a teoria gravitacional está refutada?Não, uma teoria bem corroborada não cai por decreto.Tudo o que devemos fazer é considerar todos os ingredientes da teoria problemático a luz do enunciado básico aceito conflitante e tentar substituí-lo.Substituindo esse ingrediente, de modo que o substituto tenha mais conteúdo empírico corroborado que o original, tem-se uma teoria válida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa citação é instrutiva, porque muitos acreditam que Stephen Jay Gould e Niles Eldredge tentaram fazer isso em relação ao gradualismo darwiniano ao propor a Teoria do Equilíbrio Pontuado.Nada mais enganoso ou ingênuo.Gould assumiu que em sua teoria, mesmo eventos biológicos pontuacionistas rápidos em tempo geológico, eram geneticamente graduais.O problema é que Gould que Darwin era gradualista filético, por ter dito que a evolução era lenta e gradual.Mas vários evolucionistas eminentes (notavelmente, Richard Dawkins e Ernst Mayr) argumentaram que não há nenhuma declaração de Darwin conectando gradualismo a sobre as taxas de evolução em &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt;.Se um dos formuladores da síntese moderna da evolução, Ernst Mayr, afirmou que gradualismo genético e taxas de evolução estão desconectados e que gradualismo filético é uma teoria distinta dela, isso liquida definitivamente a questão.Logo, a teoria de Gould e Eldredge também é gradualista.E a ausência de abundância de transições de espécies é considerada uma "teste crucial negativo" segundo o próprio Darwin.Apesar de ter dito que "O registro geológico é extremamente incompleto e este fato justifica, em grande medida, que não se encontre variedade intermináveis, que unam todas as formas de vida extintas e existentes por pequeníssimos passos graduais. Quem rejeitar estes pontos de vista sobre a natureza do registro geológico terá todo o direito de rejeitar minha teoria".E a natureza do registro geológico mostra que temos 300.000 espécies fósseis contra 10 a 50 milhões de espécies viventes.Nosso selvagem falseacionista imaginário (e muitos outros reais) não leva em conta que as condições iniciais sequer foram retroditas na época que Darwin abordou a questão.Mas ele ignora a questão , e afirma que a escassez de transições de espécies era considerada um "teste crucial negativo" pelo próprio, e não como uma mera possibilidade.A verdade é que o verdadeiro "teste crucial" da evidência fóssil para o gradualismo foi feito e corroborado, porque mostra que as taxas morfológicas do registro fóssil são muito inferiores ao dos experimentos de seleção artificial e eventos de colonização.Vejam tudo isso no meu artigo: &lt;a href="http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/03/parte-9fsseis-transicionais.html"&gt;Ícones da Anti-Evolução-Parte 10:Fósseis Transicionais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, essa breve descrição sobre a falseacionismo ingênuo serviu para contestar a afirmação que o darwinismo não foi falsificado ou revisado.Muitas afirmações de Darwin foram rejeitados ou modificados até por quem o apoiou mais fortemente (ex., por Mayr, Gould, Lewontin, e Dawkins).O modo como a evolução pode atuar sobre a ontogenia (leis de Von Baer) foi negado, o paradigma de hereditariedade que ele confiou foi negado, idem para a afirmação que a seleção natural leva a produção de formas "aperfeiçoadas" e "superiores".Mesmo a síntese moderna da evolução teve negações importantes.O princípio do gradualismo teve uma importante exceção incluída (a teoria da fusão simbiótica de Lynn Margulis).Muitas coisas foram revisadas na síntese moderna, principalmente depois da descoberta de Lewontin e Hubby de variação genética neutra escondida demonstrado que a evolução neutra era mais importante do que se pensava, da descoberta que um mesmo gene pode codificar várias proteínas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não há dúvidas que um falseacionista dogmático não ficará satisfeito com essas revisões e falsificações , porque ele acredita que as avaliações periódicas devem entremeadas por poderosas refutações.Ele também não ressaltará a importância de que a substituição por outro paradigma necessita de pelo menos alguns dos pré-requisitos que Lakatos citou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele sem dúvida negará que as teorias podem evoluir por verossimilhança, um conceito criado por um falseacionista não-dogmático, Karl Popper.Esta última requer que se produza primeiro as consequências lógicas da teoria, e que se escolha entre essas consequências, a classes de todas as consequências verdadeiras e de todas as falsas, resultando assim um método de escolha de teorias.Para o falsecionismo metodológico pouco importa se os programas de pesquisa venham a descobrir fatos novos ou se as teorias podem conduzir a consequências cada vez mais verdadeiras e cada vez menos falsas, aumentando assim sua verossimilhança.Nem é difícil imaginar porque o primeiro tipo de falseacionista não se simpatizará pelo Darwinismo, que evoluiu por este método.Vejam que a comparação da relativa verossimilhança de duas teorias depende de não haver mudanças revolucionárias no nosso com nosso conhecimento básico, algo que chega não se harmoniza muito com seu dogma que a ciência obrigatoriamente deve "ser essencialmente revolucionária".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, é altamente provável que um grupo de cientistas brilhantes conduzam sum programa de pesquisa, expandidando o programa progressivamente, mantendo o seu núcleo relativamente imune a revisão.Se um gênio quiser propor uma teoria rival para competir com esse núcleo, que faça.Mas se houver falta de êxito empírico, que não culpe o programa de pesquisa rival de construir sistemas arbitrários e forçar fatos a se ajustar a ele.A idéia de se fazer ciência é gerar um programa de pesquisa, através da construção de modelos efetivos, ressaltando a importância de uma série histórica de progressos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Kuhn e as revoluções científicas &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Thomas Kuhn foi autor norte-americano que criou um das obras de maior &lt;/span&gt;influência decisiva na Filosofia da Ciência contemporânea, ao ter escrito &lt;em&gt;A Estrutura das Revoluções Científicas&lt;/em&gt;. Em relação a outra obra que causou a mesmo nível de influência, &lt;em&gt;A Lógica da Pesquisa Científica&lt;/em&gt; ,difere em relação a maior ênfase que dá a tradição e o o descontentamento com as implicações do termo falseamento.A única concordância relevante parece ser que a ciência é essencialmente revolucionária, mas que não há uma lógica da pesquisa científica e sim uma psicologia da descoberta.Deixemos que o próprio explique isso: &lt;/p&gt;&lt;p&gt;“(...) uma teoria científica, após ter atingido o status de paradigma, somente é considerado uma teoria inválida quando existe uma alternativa disponível para substituí-la. Nenhum processo descoberto até agora pela história do estudo do desenvolvimento científico assemelha-se ao estereótipo metodológico da falsificação por meio da comparação direto com a natureza. Essa observação não significa que os cientistas não rejeitem teorias científicas ou que a experiência ou experimentação não sejam essenciais ao processo de rejeição, mas que – e este será um ponto central-o juízo que levam os cientistas a rejeitarem uma teoria previamente baseia-se em algo mais do que a comparação dessa teoria com o mundo. Decidir rejeitar um paradigma é sempre decidir simultaneamente aceitar outro e o juízo que conduz a essa decisão envolve a comparação de ambos os paradigmas com a natureza, bem como sua comparação mútua”. (Kuhn,1991.p.107,108).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Notem, a existência de um novo termo empregado: paradigma.Ele pode ser definido como um padrão referencial que irá guiar todas as atividades desta comunidade.Sem referência a natureza de elementos compartilhados, muitos aspectos da ciência dificilmente seriam compreendidos, porque eles são modelos que brotam as tradições específicas da pesquisa científica.Por exemplo, dizemos que a física moderna trabalha sob o paradigma einsteiniano e a biologia sob o paradigma darwinista.No passado, astrônomos, partilharam a "astronomia ptolomaica".Para Kuhn, uma vez que se encontre um paradigma, já não há uma ciência sem paradigma, porque rejeitar um paradigma, sem substutuir por outro é negar a própria ciência. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paradigma é um termo estreitamente relacionado com o que Kuhn chamou de "ciência normal".Ciência normal significa a pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações passadas.Essas realizações norteiam a pesquisa posterior.Essas realizações são relatadas em manuais científicos, definindo os problemas e métodos para a pesquisa posterior.Durante o período de ciência normal o progresso científico é cumulativo, porque o "cientista normal" aborda tudo a luz de uma teoria pré-concebida e não deseja contestá-lo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O progresso da ciência normal se deve a resolução de quebra-cabeças, outro termo termo kuhniano.A função do cientista normal consiste em mostrar que a teoria dominante pode ser apropriada e aplicada na obtenção de uma solução para o enigma em questão.A ciência normal não busca a descobrir novidades no terreno dos fatos.Se ela falhar na resolução do quebra-cabeças, a ciência normal se encaminha para uma crise. Não só as anomalias não previstas geram a crise, mas também as descobertas científicas que apresentem uma contradição significativa para o qual o "cientista normal" não está preparado para enfrentar. A falha pode está no próprio paradigma,onde uma pesquisa rotineira mostra uma anomalia que sua "pesquisa normal" deveria lidar com êxito.Ou a fonte da crise está em um campo onde o paradigma não estava devidamente articulado.Por fim, a anomalia se trata fenômeno imprevisto, como uma descoberta científica que contradiga o paradigma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O paradigma pode lidar com esse número de anomalias.Se os contra-exemplos epistemológicos forem de menor importância, não é necessário admitir a emergência de uma nova e diferente análise da ciência. A ciência normal pode tratar do problema que dá origem a crise.Em outros casos, a ciência normal resiste até a abordagens radicais, e os cientistas concluem que a solução só pode ser resolvida por uma futura geração que disponha de instrumentos mais elaborados.Caso essas duas situações não ocorram não ocorra, a ciência normal inicia a transição para a ciência em estado de crise.Não são os contra-exemplos epistemológicos que define uma ciência em estado de crise, visto que nenhum paradigma consegue resolver todos os problemas que define.Segundo Kuhn, nem mesmo a existência de uma crise transforma por si mesma um quebra-cabeça em um contra-exemplo.Não existe uma linha precisa definindo esta transição, mas se alguns cientistas consideram a resolução de determinada anomalia passa ser o objeto de estudo específico de sua disciplina ,um contra-exemplo pode ser levado a sério como um sinal do início dela.Mas a característica peculiar está no fato que, "a crise, ao provocar uma proliferação de versões do paradigma, enfraquece as regras de resolução dos quebras-cabeças da ciência normal, de tal modo que acaba permitindo a emergência de um novo paradigma" (Kuhn, 1991.p.110).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A investigação de cientistas envolvidos em "pesquisas extraordinárias" dá origem a uma tentativa de troca de paradigma,ou seja, as iniciativas pré-paradigmáticas.Os "pesquisadores extraordinários" geralmente vêem como contra-exemplos, aquilo que os pequisadores normais vêm como quebra-cabeças.Por exemplo, Einstein viu como contra-exemplos aquilo que Lorentz e outros haviam considerados como quebra-cabeças relativos as teorias de Maxwell e Newton.Caso algum paradigma candidato se mostre suficientemente mais promissor em relação a resolução de quebra-cabeças, vai ganhando adeptos, se consolidando até superar o paradigma anterior.O paradigma anterior em questão pode ou não ser completamente abandonado.Kuhn cita exemplos de total superação de paradigma como o Heliocentrismo e a superação da Teoria do Flogístico.Mas alguns paradigmas não são totalmente superados.Um exemplo, físicos trabalharam sob um paradigma newtoniano, porém, para certas áreas o abandonaram , para passaram a trabalhar sob o paradigma einsteiniano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma outra abordagem de Kuhn é que os cientistas resistem a revoluções.Esta observação indica que os cientistas não possuem critérios de racionalidade independentes de nossa compreensão dos fundamentos do processo científico.Em outras palavras , eles são reféns de seu referencial teórico.Por exemplo, vejamos como Kuhn vê o imaginário exemplo popperiano da potencial refutação da "lei dos cisnes brancos".Vimos anteriormente que, para Popper, um cisne preto encontrado refutaria o enunciado que todos os cisnes são brancos.Kuhn acha que considerações teóricas de um cientista poderá adiar a questão enquanto espera a descoberta e o exame de outros espécimes.Apenas se o cientista estiver compromentido com uma plena definição de "cisne", ele se sentirá forçado a rescindir sua generalização.Entreteanto, um cientista dificilmente faria uma definição dessas, por não ter função cognitiva e por expor a tremendos riscos.Essa incompletude das definições é conhecida como "vagueza do significado".Isso não significa que "os cientistas não rejeitem teorias científicas ou que a experiência ou experimentação não sejam essenciais ao processo de rejeição", mas apenas que "o juízo que levam os cientistas a rejeitarem uma teoria previamente baseia-se em algo mais do que a comparação dessa teoria com o mundo".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aí voltamos a questão da ciência normal em crise, novos paradigmas emergindo e se apresentando como rivais,etc.Segundo Kuhn, a história da ciência mostra que os debatentes de paradigmas rivais, começam a travar um diálogo de surdos, cada um querendo apenas debater os méritos relativos de suas teorias.Por isso ele diz:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“(...)visto que nenhum paradigma consegue resolver todos os problemas que define e posto que não existem dois paradigmas que deixem sem solução os mesmos problemas, os debates entre paradigmas envolvem a seguinte questão. Quais são os problemas que é mais significativo ter resolvido?” (Kuhn, T.1991.p.145).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para ele, a resposta a última pergunta só pode ser dada através de critérios totalmente exteriores a ciência.Isso porque você não pode nem comparar quando uma teoria é mais próxima da verdade que a outra, devido a cada teoria global carregar seus próprios métodos de avaliação.Isso foi chamado de incomensurabilidade de paradigmas.Vejam que essa visão contrasta com a de Lakatos,segundo a qual existe uma maneira de se saber quando uma teoria é cientificamente melhor que a outra. A única convergência estaria na descrição dos casos históricos que ambos fazem da transição da fase progressiva para a fase degenarativa de um programa de pesquisa.A questão é Lakatos e outros imaginaram que Kuhn postulou que mudar de uma teoria global para outra está mais próximo de uma conversão religiosa que uma decisão racional.Isso obrigou Kuhn a escrever no pós-fácio de seu livro que é obrigação dos debatentes dos paradigmas apresentar boas razões para a substituição e/ou permanência deles, e que o fato dos paradigmas serem incomensuráveis não justifica algum rótulo de "irracionalidade".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outras críticas foram feitas.Feyerabend e Lakatos, ressaltaram que as mudanças no componente filosófico, muito provavelmente,podem ser explicadas como resultado de argumentos claros e sem ambiguidade.Popper ressaltou que o cientista normal, descrito por Kuhn, foi mal ensinado.Foi descrito como vítima de doutrinação.Apesar dele concordar que uma revolução intelectual pode apanhar-nos "como o fuzilar de um raio, isso não quer dizer que não possamos avaliar, crítica e racionalmente, nossos pontos de vistas anteriores a luz dos novos".Nós seríamos um prisioneiro do referencial num sentido pickwickiano; se tentarmos podemos sair dele a qualquer momento e assim temos um cenário onde os referenciais competem entre si.Ele sustenta que o cientista deve ser sempre um crítico e proliferador de teorias alternativas.Em contrapartida, Kuhn sugere que uma estratégia que reserve tal comportamento para ocasiões especiais, porque apenas na transição da ciência normal para a ciência em estado de crise é que os cientistas se comportam como filósofos.Para ele, se o referencial é um pré-requisito para a pesquisa, então não é possível para algo ser essencial e ao mesmo tempo dispensável, como Popper sugere.Kuhn também rejeita a existência de uma técnica semanticamente neutra de escolha de teorias, daí sua visão de ciência ser mais relativista que a do filósofo austríaco. &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Thomas Kuhn e os criacionistas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Kuhn, por sua vez, definiria (em A estrutura das revoluções científicas, SP, Perspectiva, 1976) o progresso científico como competição entre modelos ou paradigmas , termo que virou moda na área de Humanidades. Os criacionistas não perderam a oportunidade: modelo por modelo, não havia razão para que o "paradigma da criação" não competisse, em igualdade de condições, com o 'modelo da evolução'. A tática deu certo: Arkansas e Lousiana, além de comitês de educação de outros Estados, adotariam o argumento dos 'dois modelos'. Outro caso (McLean vs. Arkansas) que foi parar nos tribunais." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Orlando Tambosi,1999.A Cruzada dos Criacionistas contra Darwin e o Evolucionismo.Observatório da Imprensa: &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/ofjor/ofc200399c.htm"&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/ofjor/ofc200399c.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A citação do professor Tambosi é instrutiva, mas não aborda a seguinte questão.Porque os criacionistas se sentem tão atraídos pela visão da ciência de Kuhn?O ponto mais importante não é a afinidade por um modelo "competição de paradigmas", mas sim pela crença da existência de uma crise kuhniana de confiança ou mudança paradigmática na Biologia.E também por acreditar que o biólogo evolutivo é o "cientista normal" de espírito dogmático que se contenta apenas em tentar mostrar que sua teoria pode ser apropriada para lidar com um enigma e que se pertuba com hipóteses que não são "geralmente aceitas".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde a década de 60 que os criacionistas "científicos" postulam que a teoria da evolução está em crise.Obviamente, o mesmo discurso não poderia faltar ao movimento do Design Inteligente que se iniciou por volta da década de 80.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo eles , o próprio Kuhn teria deixado os sintomas de uma ciência normal para a ciência em estado de crise.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Quando por essas razões ou outras similares, uma anomalia parece algo mais que um novo quebra-cabeças da ciência normal, é sinal que se iniciou a transição para a crise e para a ciência extraordinária.A própria anomalia passa a ser mais comumente reconhecida como tal pelos cientistas.Um número cada vez maior de cientistas eminentes do setor passa a dedicar-lhe atenção sempre maior.Se a anomalia continua resistindo a análise(o que geralmente acontece), muitos cientistas podem passar a considerar sua resolução como o objeto de estudo de sua disciplina.Para esses investigadores, a disciplina não será a mesma de antes"(Kuhn,1991.p.113,114).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O outro sintoma diz a respeito da numerosas articulações divergentes como solução parcial, com o consequente relaxamento das regras que orientam a pesquisa normal, trazendo a ela em um aspecto semelhante a pesquisa pré-paradigmática, com a única diferença que a última tem um nível de divergência menor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vejamos o primeiro aspecto.Só poderíamos saber se o primeiro pré-requisito está cumprido se fizéssemos uma pesquisa perguntando aos biólogos atuais se os quebra-cabeças atuais são vistos da mesma forma que os de 30 ou 40 anos atrás ou se a disciplina "não é a mesma de antes",caso contrário teremos uma vagueza de significado em qualquer tentativa de identificar esse sintoma dessa crise.Por exemplo, o Discovery Institute se vangloria por ter conseguido um abaixo-assinado de centenas de cientistas que se dizem céticos em relação ao darwinismo.Entretanto, a NCSE mostrou que esse número não é maior do que os cientistas chamado Steve (ou com nome cognata,como Stephanie) que concorda não haja "nenhuma dúvida científica séria que a evolução ocorreu ou que a seleção natural é um mecanismo principal em sua ocorrência".Só lembrando que segundo a NCSE, o número de cientistas chamaddo Steve é de cerca de 1%.Vejam ambos abaixo-assinado o &lt;a href="http://www.discovery.org/scripts/viewDB/index.php?command=view&amp;id=3347&amp;amp;program=DI%20Main%20Page%20-%20News&amp;callingPage=discoMainPage"&gt;"Scientific Dissent from Darwinism"&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ncseweb.org/resources/news/2005/ZZ/657_project_steve_n__600_9_16_2005.asp"&gt;"Project Steve" &lt;/a&gt;.Apesar disso, a mera existência de cientistas que vêem o Neodarwinismo como incompleto ou inadequado como explicação parece ser suficiente como pretexto para muitos afirmarem dizer que a evolução está em crise.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora passemos ao argumento da desintegração das regras que norteiam a pesquisa normal entre os cientistas.Os criacionistas dizem que entre os dissidentes do darwinismo estão cientistas com prestígio entre os biólogos, como Michael Denton, Sören Loventrup, Stuart A. Kauffman, Stephen Jay Gould, Niles Eldredge, Rudolf A. Raff, Wallace Arthur, Lynn Margulis, Jeffrey H. Schwartz e Brian Goodwin. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, antes de analisarmos isso vejamos as teorias mais importantes da síntese moderna:(1)evolução como tal, (2)descendência comum,(3)multiplicação de espécies, (4)gradualismo,(5) seleção natural (6)luta pela existência, (7)seleção sexual,(8)mutações aleatórias por herança mendeliana, (9)deriva genética/neutralismo e (10)funcionalismo.Ninguém pode ser chamado de negacionista do darwinismo apenas por ser um defensor inflexível de todas essas teses.Lynn Margulis por exemplo, só difere em relação a origem da variação genética e as causas da especiação.Gould dá maior importância a evolução neutra e ao acaso, só desafia a seleção natural em parte.Além disso, mesmo questionar uma teoria não é negá-la completamente.Por exemplo, Stuart Kauffman acredita que a seleção natural necessita da ajuda de sua teoria da auto-organização, mas como ele disse em &lt;em&gt;The Origin of Order&lt;/em&gt; (1993)que a seleção é "uma força preminente na evolução, apesar das dúvidas em alguns casos particulares".Jeffrey H. Schwartz acredita que o gradualismo darwiniano está errado,mas o mecanismo por qual as macromutações de sua postulada evolução saltatória atua é a seleção.Como a seleção natural é o único mecanismo conhecido capaz de explicar a adaptação, quase ninguém quer negá-la extensivamente.Somando isso ao fato que nenhum dos dissidentes citados, possuem restrições significativas a cinco teses (a 1, 2,3,7,8), então devemos perguntar onde está a desintegração das regras que norteiam a pesquisa normal, a ponto de trazê-la a nível pré-paradigmático?Se pelo menos soubéssemos que a maioria dos biólogos não apoiam significativamente pelo menos sete teses das que eu citei, é que poderíamos dizer que o sintoma kuhniano da crise está diagnosticado.Mas onde está a evidência para isso?A verdade é que algumas elaborações evolutivas estão mais próximo do neodarwinismo do que o próprio Darwinismo original.Só ressaltando que o que Darwin frequentemente chamava "minha teoria", é definido por Mayr como um programa de pesquisa onde cinco teorias são fundamentais (a 1,2,3,4 e 5).Mesmo a dúvida na sua tese mais polêmica, não apaga isso, porque o próprio Darwin tinha dito isso no capítulo final da sexta edição do &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt; :"Eu estou convencido que a seleção natural foi o principal, mas não exclusivo meio de modificação".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O argumento antievolucionista para a afirmação que a evolução está em crise é porque existe controvérsia visível intramuros.Mas a maneira como o assunto é tratado por eles como se isso significasse existisse controvérsia significativa em relação a idéia de descendência com modificação a partir de ancestrais comuns ou que a seleção natural é um fator significante afetando como as espécies mudam, podemos ver que essa alegação é falsa.Frente a um paradigma tão influente, os biólogos evolucionistas heterodoxos são cientistas profundamente "angustiados", porque não conseguem mais do que adicionar adornos a solução biológica encontrada por Darwin e os formuladores da Síntese Moderna da Evolução.Porque se deve ser cético a tese que determinado evolucionista vê o neodarwinismo como descartável?Sempre acaba na mesma coisa.Há muito tempo e a cada ano um artigo, ou mesmo um livro aparece postulando um erro ou omissão sérios do darwinismo.O autor propunha uma nova teoria, ou novas teorias, que ele ou ela alegava corrigir esse erro, preencher a lacuna e dá suficiência lógica ao paradigma.Já foi proposto a simbiogênese (ver:Margulis &amp;amp; Sagan,2002), a auto-organização (ver: Kauffman,1993) ou modelos morfogênicos biofísicos organizadores de tecidos embrionários (ver:Muller &amp; Newman,2003).Entretanto, esses exemplos, mostram que várias dessas elaborações "alternativas" não negam o papel da seleção como fator organizador principal ou propõe mecanismos desconhecidos por biólogos evolutivos.Elas incluem e são compatíveis com mutações ao acaso, seleção individual e o resto da genética de populações, da mesma forma que teorias bioquímicas são compatíveis com leis da física e da química.Mas nem todos os acréscimos são válidos.Em muitas situações, o já clássico darwinismo era sempre confirmado e as supostas melhorias e correções, refutadas.De qualquer forma, seria muito conveniente para criacionistas que existissem que uma grande proporção de cientistas que acreditassem que há uma evidência positiva que causas naturais não podem explicar a evolução, mas não é isso que ocorre. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poderíamos focar a discussão para outro lado.A de que a visão de ciência de Kuhn não é basdo numa lógica da pesquisa científica e sim numa tese de relativismo histórico.E que para que a última tenha consistência, é necessário se estude as disciplinas específicas das ciências em determinados períodos para ver se realmente se as generalizações de Kuhn se aplicam a ela.No caso da história da biologia evolutiva, tivemos vários paradigmas, mas não há praticamente nenhuma confirmação para a tese de Kuhn nessa área(Mayr,2005.cap. 9).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ninguém nega que a revolução darwiniana foi uma revolução científica genuína, mas mesmo ela não procedeu da maneira específica que Kuhn postulou, com revoluções curtas intercaladas por longos períodos de “ciência normal”.É possível citar dois exemplos das duas maiores revoluções: a teoria da descendência comum e a teoria da seleção natural.Em primeiro lugar, o impacto da teoria da descendência comum na macrotaxonomia, foi menor que se poderia supor.Isso porque o campo de pesquisa já adotava o sistema linaeano que classificava os organismos de forma hierárquica, com base no maior número de características compartilhadas.A teoria da descendência comum forneceu o suporte empírico para se ampliar à investigação baseada nessa classificação, que competia com outra que era chamada de classificação descendente.Além disso, com a teoria da descendência comum, os arqueótipos (homologias) de Richard Owen ganhavam sentido e uma explicação racional.É tanto que essa teoria de Darwin foi quase que imediatamente aceita depois de postulada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesmo não aconteceu com a teoria da seleção natural, que foi combatida ferozmente até por evolucionistas e graças a isso foi necessário 80 anos para “derrotar” completamente seus paradigmas competidores,representados pelo Neolamarckismo, Saltacionismo e Ortogênese (Mayr,2005,cap.9 ).Nesse período, houve inúmeras revoluções científicas menores, como a refutação da herança dos caracteres adquiridos, refutação da herança misturada, descoberta da fonte de variação genética e da meiose, fundação do conceito biológico de espécie, descoberta da deriva genética,estabelescimento da teoria matemática da genética de quantitativa e de populações etc. Talvez nem possamos chamar isso de revoluções menores, porque teríamos que falar em "revoluções constantes" e isso é uma contradição semelhante a falar em "círculo quadrado".De qualquer forma, muitas introduções de novos conceitos e novas descobertas não tornaram a ortogênese ou o saltacionismo em paradigmas em crise.Surpreendentemente, eles conviveram bem com seu principal rival por várias décadas.Nunca se ouvirá de um biólogo evolutivo uma declaração semelhante de Wolfang Pauli durante a crise da mecânica quântica nos anos 20 antes que Heisenberg tivesse aberto o caminho para uma nova Teoria dos Quanta:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"No momento, a Física está mais uma vez em terrível confusão.De qualquer modo, para mim é muito difícil.Gostaria de ter-me tornado comediante de cinema ou algo do gênero e nunca ter ouvido falar em Física."(Kuhn cit. Pauli,1991.p.115).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vejam o que o mesmo Pauli pronunciou cinco meses depois (e que Kuhn cita na mesma página):&lt;/p&gt;&lt;p&gt;" O tipo de Mecânica proposta por Heisenberg devolveu-me a alegria e a esperança de viver.Sem dúvida alguma, ela não proporciona a solução para a charada, mas acredito que agora é possível avançar novamente" &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Porque paradigmas em biologia evolutiva nunca ascenderam e entraram em crise da forma e na velocidade que Kuhn postulou?Lembremos primeiro que Kuhn era físico,e que sua descrição é totalmente adequada para as ciências que possuem leis naturais.Físicos e químicos estão constantemente testando teorias em sistema com baixa sensibilidade as condições iniciais.As teorias evoluem mais rápido não só por isso.Muito do avanço nessas áreas se deve ao avanço matemático em suas equações.Por exemplo, foram elas que foram diretamente responsáveis pela demonstração de Hawking e Penrose que o espaço-tempo teve início no Big-Bang .A teoria das cordas em Física é outro exemplo disso.Ela veio como uma abordagem promissora para a criação de uma teoria quântica da gravidade, justamente porque os teóricos das cordas dispõe de algumas equações aproximadas para ela.Não por acaso as teorias evoluem e são substituídas mais rapidamentemente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em biologia evolutiva, as coisas não funcionam assim.Não existem leis naturais que tornem possível predizer o que acontecerá numa pesquisa de campo ou de laboratório.A biologia evolutiva tem uma estrutura complexa de causas.Tudo em biologia apresenta causas proximais (ou mecânicas) e finais (ou evolutivas), e mesmo as últimas são uma mistura de história, dos acidentes e da adaptação.Já que nada é entendido até que todas as causas tenham sido identificadas, os biólogos precisam conhecer muito das causas dos fenômenos biológicos e discutir com outros biólogos os que enfatizam abordagens diferentes das suas.Sem falar que devido a da importância baixa da matemática em biologia ,as teorias em biologia quase sempre dispensam acrobacias matemáticas (Marcus Valério XR, 2006).Somando tudo isso, entende-se porque selecionar determinadas teorias em biologia (não só em evolução) ou rejeitar um paradigma é mais difícil e muito mais demorado do que em outras ciências naturais.Isso explica a resistência do Neolamarckismo, da Ortogênese e Saltacionismo como explicações aceitáveis por tanto tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também é um equívoco acreditar que uma teoria que lida com causas tão complexas deveria ser monolítica.O caráter não não-monolítico do paradigma darwiniano não é aparência de crise, porque se fosse o neodarwinismo estaria em crise desde o tempo anterior a formulação da síntese moderna da evolução.Mas vemos que apesar da heterogeneidade, ela guarda uma unicidade significativa.As dicussões de Gradualismo Filético x Equilíbrio Pontuado e Neutralismo x Selecionismo, envolvem a defesa de uma mesma teoria básica.Gradualistas filéticos e pontuacionistas concordam que os eventos biológicos rápidos em tempo geológico são geneticamente graduais.Por outro lado, neutralistas e selecionistas concordam que se considerarmos todos os sítios de um genoma (silenciosos e não-silenciosos), a maioria das mutações são neutras ou aproximadamente neutras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O curioso do descontentamento kuhniano com as implicações do termo "falseamento", era porque ele considerava possível as teorias serem modificadas até mesmo por ajustamentos ad hoc e ainda assim ser a mesma teoria (Kuhn em Lakatos &amp;amp; Musgrave, 1979.p.20).Isso mostra que seu argumento sobre os sintomas da ciência em crise, era muito mais sofistificado que postular que uma ciência em crise é aquela que faz proliferar hipóteses auxiliares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros argumentam que quando uma teoria não consegue lidar com um número arbitrário de anomalias, uma mudança paradigmática se faz necessária.Dizer que esta visão de ciência pertencia a Kuhn é ser incompleto e enganoso.As pessoas que dizem isso devem se lembrar da analogia kuhniana que diz mudanças de paradigmas em ciência se assemelha a evolução biológica.A ciência, assim como a evolução, avança com regularidade desde um início primitivo, sem se dirigir a nenhum objetivo.O mecanismo mais importante para a evolução da ciência foi a seleção realizada no interior da comunidade científica.Assim, não importa quantas variações de paradigma tenhamos, a revolução só ocorrerá se houver uma seleção revolucionária.Kuhn nunca disse que uma revolução científica é inevitável e nem que isso é necessário devido a algum objetivo.A evolução das teorias em ciência procede por uma série de critérios , mas nenhuma delas é capaz de reconhecer qual é a mais velha e qual a descendente.Ela também é como uma árvore filogenética, é unidirecional e irreversível.Outra semelhança com a árvore filogenética real é que os ramos que não enfrentam competição acirrada não se extinguem.Para Kuhn, rejeitar um paradigma sem ter outro para substituí-lo é rejeitar a própria ciência.Isso é válido, não importa quão "mal paradigma" ele seja.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos acham estranho o paradigma da evolução relativamente estável a 150 anos.Entretanto, dizer que isso é incompatível com a tese de Kuhn, seria o mesmo que dizer que o fato de o peixe celacanto ter uma morfologia relativamente estável há 100 milhões de anos contradiz a teoria da evolução.Muitas teorias não mudaram nada pela simplesmente devido a total falta de rivais.A descendência comum é um exemplo disso.Não há absolutamente nenhuma outra teoria que foi proposta dar conta cientificamente para a resolução de seu domínio específico: a unidade, diversidade, e padrões da vida terrestre.Hoje, ela é uma teoria bem corroborada, mas se ela entrasse em crise não seria substituída, por simples falta de "variação genética".Com relação aos mecanismos teóricos capazes de explicar a adaptação, muitos argumentam que os biólogos não-criacionistas estão errados ao dizer que a seleção natural é o único mecanismo que explique cientificamente a adaptação.Entretanto, fazem isso ao dizer que o desígnio inteligente guiando a evolução ou criando os organismos seria responsável por elas.E que biólogos não reconhecem isso apenas por estarem compromentidos com o materialismo metodológico.É uma frase enganosa.A questão é que uma teoria científica deve ter poder explanatório.De nada adianta postular uma criação ou projeto se não se pode deduzir fatos delas e não responder a uma simples pergunta "porque essa espécie possui este traço, preferivelmente a este?"Só lembrando, que se você levar a sério a analogia de Kuhn que as mudanças de teorias são como árvores filogenéticas (irreversíveis e unidirecionais) não faz sentido apelar para a teleologia, como uma "revolução" e "mudança de concepção de mundo", já que a maioria dos lamarckistas eram teleologistas cósmicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a alegação de dogmatismo do biólogo evolucionista que seria típica do cientista normal.Na verdade, não há nenhum problema em haver algum dogmatismo em ciência, porque isso cumpre um papel importante.Parafraseando Popper, se nos sujeitarmos a crítica com demasiada facilidade, como descobriremos onde está a verdadeira força de nossas teorias?Kuhn ressalta que o referencial é importante, mas isso não quer dizer que um cientista normal não possa alternar essa visão em ocasiões especiais.Dogmatismo extremado não pode ser considerado sinônimo de defesa de não-mudança de paradigma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o darwinismo religioso pode existir? Claro, existiram muitos sistemas metafísicos que utilizaram o Darwinismo como forma de visão de mundo.Isso pode ser chamado de "Darwinismo metafísico" (Ruse,1992).Ele existe em oposição ao Darwinismo científico e está presente nas filosofias de Hebert Spencer e Ernst Haeckel.Isto não autoriza, porém, a dizer que este tipo de Darwinismo não esteja separado da teoria científica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Feyerabend e o "vale tudo"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Paul Feyerabend é o famoso filósofo da ciência que é conhecido por defender o princípio do "vale tudo" em ciência na sua obra &lt;em&gt;Contra o Método&lt;/em&gt;. Entretanto, em &lt;em&gt;Science in a Free Society&lt;/em&gt; (1978,p. 39,40), ele analisa:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Note-se o contexto da declaração. 'Vale tudo' não é o princípio de uma nova metodologia recomendada por mim. (...). Se a minha descrição está correta, então tudo o que um racionalista pode dizer acerca da ciência (...) é: vale tudo."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A crítica é dirigida a filósofos racionalistas, que acreditam na existência de um método científico universal, que existem métodos neutras de escolhas de teorias e de princípios que se apliquem independentemente da situação.Feyeranband,assim como Kuhn, defende a tese da incomensurabilidade dos paradigmas.Neste aspecto, ele é radical:a física, a metafísica e a cartomancia estão em pé de igualdade como sistemas incomensuráveis.Ele continua:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"as regras e padrões não são abolidos — não podemos encetar a investigação sem qualquer equipamento metodológico — mas são usadas à experiência e mudadas quando os resultados não são os esperados." (ibid,p. 166)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre a última observação , Feyerabend argumentou que o método era restrito a pequenas subdisciplinas.Ele foi um crítico do falseacionismo e argumentou que nenhuma teoria interessante é completamente consistente com todos os fatos relevantes.Ressalta que o uso da renormalização e de métodos ad hoc foram essenciais na ciência.Cita que nos tempos de Galileu, os astrônomos não conheciam a teoria óptica e utilizaram esse articífio para explicar as observações que obtinham pelos telescópios.E acha que método científico de Lakatos é apenas um ornamento para nos esquecer a adoção de uma atitude "vale tudo".Nem mesmo Kuhn escapou de suas críticas.Ele justifica que o relato de Kuhn de períodos de proliferação separados temporalmente de períodos de monismo não se sustenta pela evidência histórica.E que não é a atividade de solução de problemas que faz crescer o conhecimento, mas as interações de várias concepções sustentadas com tenacidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também defendeu o hendonismo epistemológico.Todos podem seguir suas inclinações e a ciência poderá aproveitar essa atividade.Ele defende isso desde que seja feito concomitantemente com o princípio da tenacidade e da proliferação.Isso significa que a pessoa não deve seguir apenas as suas inclinações, mas também desenvolvê-las, erguê-las, com a ajuda da crítica (isto envolve uma comparação das alternativas existentes) de modo a erguer a defesa a um nível mais alto de consciência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Feyerabend não é anti-ciência,subjetivista e nem anti-razão.O que ele advogou foi a existência de um anarquismo científico, significando: a ciência não progride por nenhum jogo de regras, de critério ou método universais.Essa visão é considerada radical para a maioria dos filósofos da ciência, que não admitem o fracasso da capacidade de uma descrição geral da ciência por parte da Filosofia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poderíamos dizer que essa visão de ciência feyerabendiana não é compatível com os que acham que criticam a evolução por acreditar que ela não segue um método científico ou postulam insuficiência epistemológica de seu paradigma.Mas, sem dúvida, as idéias de Feyeranband podem ser utilizadas por alguns criacionistas.Ele chegaria a defender-lhes o direito de terem a criação bíblica ensinada nas escolas ao lado da teoria de Darwin.Porém, fica a dúvida se o criacionismo pode ser um hedonismo feito concomitantemente com o princípio da proliferação e da tenacidade,dado que seus líderes postulam a inerrância científica da Bíblia.O mesmo não pode se dizer da evolução, que já chegou a ser controversa na comunidade científica e teve que ser muito desenvolvida, criticada e debatida para chegar até o status atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Evolução e Pragmatismo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há alternativas ao critério de demarcação de ciência de filósofos como Popper, Kuhn e Lakatos .Uma é sugerida pelo pragmatismo, uma escola de de filosofia que tem origem nos EUA que caracteriza-se pela ênfase dada às consequências, utilidade e sentido prático como componentes vitais da verdade.Segundo ela, o valor de uma hipótese está situada em seu resultado prático, naquilo que mais contribui para o bem-estar da humanidade.É neste contexto que é dito que a evolução é acusada de ser uma ciência que não oferece benefício prático.Será isso verdade?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O governo americano gasta de 33 a 50 bilhões de dólares por ano, devido a evolução provocada pela ação humana.Essa evolução inclui o aumento de resistência a antibióticos por parte de bactérias que causam muitas doenças e infecções perigosas, o aumento da resistência química que populações de insetos adquirem devido aos ingredientes utilizados em inseticidas e as adaptações que os peixes adquirem frente aos nossos métodos de pesca(Ridley,2006, prefácio vi).A teoria evolutiva é usada no campo da gerência da resistência na medicina e na agricultura (Bull &amp; Wichman, 2001).A ecologia evolutiva e o conhecimento da virulência dos parasistas em populações humanas pode ajudar guiar a política de saúde pública (Galvani,2003).Desenvolvimento de estratégias para enfrentar esses organismos "evoluídos" depende do conhecimento prévio de leis de mutação e seleção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo da informática, existe a programação genética que utiliza mutação, recombinação sexual e seleção natural como alicerces básicos.Ela é uma técnica de engenharia que possui muitas aplicações, incluindo a criação de soluções na engenharia aeroespacial, a arquitetura, a astrofísica, engenharia elétrica, finanças, geofísica,etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os métodos de construção de árvores filogenéticas, que leva em conta a teoria de descendência com modificação, não são coisas abstratas.Técnicas da sistemática filogenética já demonstraram que um dentista transmitiu HIV para seus pacientes, comparando os genomas dos vírus das pessoas infectadas e de suspeitos (Hillis et al,1996).A análise filogenética teve um papel significante na condenação bem-sucedida em casos criminais.Vejam:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Albert, J., Wahlberg, J., Leitner, T., Escanilla, D. and Uhlen, M. (1994). Analysis of a rape case by direct sequencing of the human immunodeficiency virus type 1 pol and gag genes. J Virol 68: 5918-24&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Machuca, R., Jorgensen, L. B., Theilade, P. and Nielsen, C. (2001).Molecular investigation of transmission of human immunodeficiency virus type 1 in a criminal case.Clin Diagn Lab Immunol 8: 884-90.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclusão que chegamos é que evolução é ciência em seu mais alto grau, e não apenas porque teve hipóteses confirmadas, mas porque é a única teoria em sua categoria que faz diferença no sentido prático.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bull,J.J and Wichman, H.A. (2001).Applied evolution. Annual Review of Ecology and Systematics 32: 183-217. &lt;p&gt;Dennett, D.(1996).The Scope of Natural Selection.Boston Review.Link: &lt;a href="http://www.bostonreview.net/BR21.5/dennett.html"&gt;http://www.bostonreview.net/BR21.5/dennett.html&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Emmeche,C. Defining life, explaining emergence.On-line paper: &lt;a href="http://www.nbi.dk/~emmece/"&gt;www.nbi.dk/~emmece/&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Feyerabend,P.(1978). Science in a Free Society. Londres, New Left Books. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Futuyma, D. J. (1992). Biologia Evolutiva, 2ª edição.Sociedade Brasileira de Genética &amp;amp; CNPq, Ribeirão Preto-SP. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Galvani, A.P.(2003).Epidemiology meets evolutionary ecology. Trends in Ecology and Evolution 18(3): 132-139. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gauthier J., Kluge, A.G. and Rowe,T.(1988). Amniote phylogeny and the importance of fossils. Cladistics 4:105-209. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gould,S.J.(1981).Evolution as Fact and Theory.Discover.May issue. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hillis, D.M., J.J. Bull, M.E. White, M.R. Badgett and I. J. Molineux (1992).Experimental phylogenetics: Generation of a known phylogeny.Science 255: 589-592. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kauffman, S.A.(1993). The Origins of Order.Oxford University Press, NY.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Kuhn, T.S.(1991). A Estruturas das Revoluções Científicas, Editora Perspectiva, São Paulo-SP. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lakatos, I. e Musgrave, A. (1979).A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento, Editora da USP, São Paulo-SP. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Marcus Valério XR (2005).A ESTRUTURA DA REVOLUÇÃO BIOLÓGICA-Uma análise da controvérsia CRIAÇÃO X EVOLUÇÃO sob a luz da Filosofia da Ciência de Thomas S. Kuhn.Link: &lt;a href="http://www.evo.bio.br/LAYOUT/REVOLUCAO_BIOLOGICA.html"&gt;http://www.evo.bio.br/LAYOUT/REVOLUCAO_BIOLOGICA.html&lt;/a&gt; .Do site "Evolução Biológica": &lt;a href="http://www.evo.bio.br/"&gt;http://www.evo.bio.br&lt;/a&gt; . &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Margulis, L. and Sagan,D.(2002).Acquiring Genomes: A Theory of the Origins of Species, Perseus Books Group.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mayr E.(1988).Toward a New Philosophy of Biology: Observations of an Evolutionist.Harvard University Press, Cambridge, MA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mayr, E. (2005).Biologia, Ciência Única.Editora Companhia das Letras, São Paulo-SP.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Müller G.B. and Newman,S.A.(2003). Origination of organismal form: The forgotten cause in evolutionary theory. In: Origination of Organismal Form, MIT Press, Boston.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Patterson, C.(1978).Evolution, Londres, British Museum of Natural History, pp. 145-46.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Popper, K.R. (1975).A Lógica da Pesquisa Científica, Editora Cultrix/EDUSP, São Paulo-SP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Popper, K.R. (1976).Unended Quest: An Intellectual Autobiography Glasgow: Fontana/Collins. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Popper, K.R. (1978).Dialectica 32:339-355. Link:&lt;a href="http://www.geocities.com/criticalrationalist/popperevolution.htm"&gt;http://www.geocities.com/criticalrationalist/popperevolution.htm&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Popper, K.(2000). [Letter on] Evolution. [A reply to Halstead, 1980]. Available on the internet: http://www.geocities.com/geocities/9468/&lt;a href="http://www.geocities.com/lagopaiva/popper80.htm"&gt;popper80&lt;/a&gt;.htm. 14 April 2000 (publication). First published: New Scientist 87(1215):611, 21 Aug. 1980.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ridley, M. (2006).Evolução, 3 ª edição, Editora Artmed, Porto Alegre-RS. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ruse, M.(1992).Darwinism. In E F Keller and E A Lloyd eds &lt;a href="http://amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/0674503120/thetalkorigin-20/" target="_blank"&gt;Keywords in Evolutionary Biology&lt;/a&gt;, Harvard University Press. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Salmon,W.C.(1990).Four Decades of Scientific Explanation.Minneapolis: University of Minnesota Press.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Stamos, J.(1996).Popper, Falsifiability, and Evolutionary Biology. Biology and Philosophy 11: 161-191. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Stearns S.C. e Hoekstra, R.F. (2003).Evolução: Uma Introdução.Atheneu Editora São Paulo, São Paulo-SP. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Wilkins, J. (2006). Evolução e Filosofia - uma introdução.Uma boa tautologia é difícil de encontrar. Projeto Evoluindo - Biociência.org. Trad.: Fernando Lorenzon [http://www.evoluindo.biociencia.org]. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span 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style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-115188916340205589?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/115188916340205589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=115188916340205589' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/115188916340205589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/115188916340205589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/07/biologia-evolutiva-e-filosofia.html' title='Biologia Evolutiva e Filosofia'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-114972708846553388</id><published>2006-06-07T17:35:00.000-07:00</published><updated>2006-08-18T19:11:52.756-07:00</updated><title type='text'>Dra. Márcia e o Status do Criacionismo "Científico"</title><content type='html'>Este artigo visa discutir a viabilidade científica do Criacionismo "Científico", a partir das argumentações da maior representante desta escola criacionista, a Dra. Márcia de Oliveira, sobre o Criacionismo Científico e sobre evolução. As citações , podem ser encontradas aqui: &lt;a href="http://origins.swau.edu/papers/evol/marcia1/defaultp.html"&gt;Podem os criacionistas aceitar a origem de novas espécies? &lt;/a&gt;.O site onde este e outros artigos são encontrados é: &lt;a href="http://origins.swau.edu/"&gt;http://origins.swau.edu/&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A plausibilidade do modelo diluviano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“O material genético de uma população, interagindo com o meio e submetido às forças da mutação, seleção natural, deriva genética e migração, pode levar ao aparecimento de divergência dentro dessa população. Diferenças substanciais podem ocorrer entre dois grupos de uma dada população, a ponto de se poder identificá-los como entidades distintas. Essas diferenças freqüentemente estão associadas à existência de regiões ecologicamente distintas, fato que leva esses grupos a se adaptarem de maneira peculiar. Caracteres de alto valor adaptativo em uma região podem se comportar de maneira diferente em outras. As constituições genéticas de dois ou mais setores de uma população são passíveis de diversificação, por estarem submetidos a pressões seletivas distintas. Se do cruzamento entre membros de dois grupos resultar descendência fértil, admite-se que esses dois grupos constituam raças. As raças são definidas como populações da mesma espécie, que diferem nas freqüências relativas de genes ou de formas cromossômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os mecanismos de isolamento tornarem-se cada vez mais eficientes e o fluxo gênico (intercâmbio gênico através da reprodução) entre as raças for cada vez menor, elas tenderão a divergir até o ponto em que a reprodução entre elas se torne impossível. Quando isto ocorrer, o processo de diversificação tornar-se-á irreversível, não haverá mais troca de genes entre os dois grupos e estes poderão, agora, ser considerados duas espécies distintas (Ver Figura 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo de especiação descrito por Stebbins pode ser perfeitamente aceito pelos &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;criacionistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;O tempo requerido para a formação de uma nova espécie por este processo seria, segundo alguns evolucionistas, em média um milhão de anos. Porém, vários outros cientistas admitem que este processo possa ser muito mais rápido, sendo possível em centenas ou milhares de anos (ver exemplos acima)."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, talvez nem um milhão de anos seja uma boa estimativa para o tempo médio da origem de uma nova espécie.Alguns autores pensam que dezenas de milhares de anos é o tempo de especiação em caso de populações sub-isoladas e assim se fôssemos fazer uma média, ela com certeza estaria abaixo desse tempo.Quanto ao resto, tudo certo até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“Segundo Gibson, o dilúvio e as condições originadas após o seu término teriam fornecido condições muito favoráveis para uma rápida especiação. A maioria dos organismos foi destruída por esta catástrofe, deixando pequenas populações de sobreviventes. Os vertebrados terrestres foram preservados na arca em pequenos números. Após eles serem liberados da arca, eles teriam encontrado recursos quase ilimitados disponíveis, tornando possíveis rápidos aumentos no tamanho das populações, juntamente com níveis reduzidos de competição. Haveria um grande número de nichos ecológicos desocupados, aos quais os organismos poderiam se adaptar. As condições ambientais da terra estariam instáveis, e processos geológicos como os vulcões, terremotos, e mudanças no nível do mar afetariam o clima, criariam e removeriam barreiras para a dispersão e produziriam muitas catástrofes localizadas que tenderiam a isolar populações de espécies em dispersão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas espécies que foram preservadas fora da arca também estariam sujeitas a condições favoráveis para especiação. Organismos aquáticos poderiam ser transportados por correntes, possivelmente resultando na dispersão de pequenos grupos de sobreviventes para muitos lugares isolados com diferentes condições ambientais. O mesmo poderia acontecer com grupos terrestre tais como insetos, vermes e outros invertebrados. Plantas e sementes poderiam também ser levadas pelas águas e dispersas por correntes. Estas condições provavelmente resultariam em especiação rápida em muitos grupos de organismos.”&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Mudança nas espécies através dos tempos são irrefutáveis. Porém, essas mudanças são limitadas. A possibilidade de mudanças nas espécies não deveria surpreender os criacionistas. A má compreensão do termo "segundo sua espécie" no livro de Gênesis levou alguns a pensarem que os animais não podem mudar de maneira significativa. Porém uma leitura cuidadosa mostra que o texto está afirmando que Deus criou muitos tipos de organismos em um dia de criação. O termo não diz nada sobre se eles podem ou não mudar. Ao contrário, o livro de Gênesis claramente afirma que mudanças iriam acontecer (Gênesis 3: 14, 18). Parece então lógico aceitar o conceito de que Deus criou os "tipos" básicos de organismos, originando a grande variedade de vida ao nosso redor, mas ocorreram mudanças morfológicas limitadas e formação de novas espécies e talvez gêneros. Estas mudanças podem ter acontecido em tempos relativamente curtos, após a criação."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é só falar “isolamento geográfico” e “evolução divergente” como palavras mágicas e assim toda a diversidade da Terra pode ser explicada pelo modelo diluviano.A questão é c,omo eu abordei no artigo &lt;a href="http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/04/cones-do-criacionismo-cientfico.html"&gt;“Ícones do Criacionismo Científico”&lt;/a&gt; ,deve-se explicar não só as 10 ou 50 milhões de espécies que supostamente evoluíram de alguns tipos básicos que saíram da Arca.Deve-se mostrar a plausibilidade da evolução de gêneros e até famílias em cerca de 3 ou 5 mil anos.A questão é: como táxons endêmicos foram parar nas suas regiões específicas?Um exemplo que eu posso demonstrar é o enigma dos lêmures, primatas de cinco famílias de que existem naturalmente apenas no Madagascar.Eles devem ter sido salvos do dilúvio porque existem até hoje.Mas porque Noé teria o trabalho de deixar nessa ilha, as mais de quarenta espécies apenas para pensarmos que ela evoluiu de um ancestral pro-símio que viveu algumas dezenas de milhões de anos na África?Dizer que os proto-lêmures foram todos extintos em outros lugares não adiantaria nada, uma vez que morfologistas identificam cinco famílias distintas desses primatas.O mesmo poderia dizer das catorze espécies de tentilhões de Darwin, que são representados por quatro gêneros no arquipélago de Galápagos.Ou seja, criacionistas da terra-jovem negam que mamíferos evoluam de répteis em dezenas de milhões de anos, mas famílias e gêneros podem evoluir em poucos milhares de anos.O argumento não era que a mudança era limitada e que as mutações necessárias para transformar os táxons seriam demasiadas improváveis de se fixar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa a explicar é o impressionante nível de polimorfismos nas espécies.Como um único casal de humanos e alguns casais de animais não-limpos poderiam dá origem a variação genética observada atualmente?Boa parte dos loci dos genomas dos organismos são polimórficos, ou seja, contém mais de um alelo por gene.50%em insetos,20% dos mamíferos e 30% dos mamíferos (Colby,1996).Sem falar em casos de tri-alelia como o sistema ABO e até casos com quatro alelos por gene, como é o caso dos quatro fenótipos da cor de pêlos em coelhos (aguti,chinchila, Himalaia e albino).Genes da classe MHC são o extremo em variação genética: 59 alelos foram identificados para o loco mais polimórfico (Stearns &amp; Hoekstra, 2003.p.307).Leva tempo para que tantas mudanças sejam acumuladas caso se apele a mutações, a menos que se postule a existência de loci extras que não existem mais.E se em algum momento um número de indivíduos continha o número máximo de alelos possíveis, a deriva aleatória levaria a perda da maioria dos polimorfismos em uma população pequena.Para evitar tal perda, os polimorfismos deveriam ter sido mantidos por meio da pressão seletiva.Isso leva a um dilema.Para os polimorfismos ser mantidos seria necessária a seleção a favor dos heterozigotos, mas também isso impediria a divergência das populações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer sobre a teoria de especiação de Gibson?Catástrofes localizadas contribuindo para especiações?Quantas delas ocorreram para gerar 10 milhões de espécies de algumas poucas que saíram da Arca?A Dra. Márcia se esquece que as populações não tem número infinito de alelos em seus genomas.Desde que R.A. Fisher estabelesceu seu Teorema Fundamental da Seleção Natural sabemos que a taxa de mudança adaptativa numa população é proporcional a quantidade de variação genética presente.Há um custo para a seleção natural e um limite de substituições adaptativas que uma população ter em dado tempo.Seleção consome a variação genética em um locus com a fixação do alelo apto, e leva tempo para recuperar os níveis de heterozigosidade.Quando duas populações de uma mesma espécie se torna duas, um efeito colateral é o empobrecimento do seu pool genético.Ou seja, sem variação não há evolução e muito menos a mudança adaptativa rápida.Deveria se postular taxas de mutação muito mais elevadas.Quanto mais rápido deveria ser as taxas de mutações?Não se sabe, mas para o caso da evolução humana até podemos ter uma idéia para podermos comparar.Já que o DNA mitocondrial sofre mutações 10 vezes mais rapidamente que o DNA nuclear, ele pode traçar as divergência das populações ao longo do tempo.O ancestral molecular de todos os seres humanos parece ter vivido há 200.000 anos segundo as taxas de mutações conhecidas (Stearns &amp;amp; Hoekstra,2003.p.306).Essa estimativa deve ser interpretada com cuidado.Entretanto, quem quiser que a humanidade existe apenas há poucos milhares de anos deve postular taxas de mutação na ordem de dezenas de vezes maiores que as atuais, quem dirá qual taxa deve se postular as supostas milhares de especiações que ocorreram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, especiações rápidas são defendidas por teóricos do Equilíbrio Pontuado, mas nem de longe eles acreditariam na plausibilidade de uma evolução cegamente rápida.E mesmo o Equilíbrio Pontuado sofre críticas de geneticistas de populações, que não acreditam que a especiação devido a deriva genética atuando em pequenas subpopulações isoladas seja comum.Eles afirmam que os locos fixados por deriva raramente deslocam as populações para novos picos adaptativos, exceto se a população fundadora permancer pequena por um bom tempo(Futuyma,1992.p.255).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;As inconsistências reconhecidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte das inconsistências do que falei aqui, não são totalmente ignoradas pela Dra.Márcia e por Jim Gibson.Vejam este artigo de Gibson traduzido pela Dra. Márcia, em que são feitas perguntas sobre as questões que mais preocupam o Criacionismo "Científico": &lt;a href="http://www.grisda.org/jgibson/faq-port.htm"&gt;http://www.grisda.org/jgibson/faq-port.htm&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui algumas perguntas e questionamentos interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;" Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;" Como o homem podia sobreviver com estes poderosos animais vivendo ao redor? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que não são encontrados fósseis de homens gigantes?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que não são encontrados fósseis humanos que pareçam ter sido enterrados pelo dilúvio?" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Qual é a explicação para os fósseis que têm características de homem e de macaco?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Como se pareciam os animais originalmente criados?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que os humanos são tão semelhantes a outros animais, especialmente aos macacos?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"A questão mais difícil é provavelmente a seqüência aparente de idades radiométricas, dando valores mais altos para as camadas inferiores da coluna geológica e valores menores para camadas superiores. Pergunta-se também por que a datação radiométrica produz sistematicamente idades muito maiores do que as sugeridas pelo relato bíblico"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;" Como um evento catastrófico conseguiu produzir a seqüência ordenada de fósseis que é observada?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que os fósseis na parte inferior da coluna geológica parecem tão diferentes de qualquer coisa viva atualmente, enquanto os fósseis na parte superior da coluna são mais semelhantes às espécies que vivem agora?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Por que alguns fósseis se apresentam numa série morfológica que se ajusta, de um modo geral, com a teoria da evolução?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Como as plantas e animais chegaram ao local onde agora estão após o dilúvio?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;" Quantas espécies diferentes de animais foram salvas na arca de Noé, e quais são seus descendentes?" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Como os vertebrados terrestres se espalharam da arca até sua atual distribuição?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que a questão mais relevante é que todas anomalias na "teoria" criacionista são respondidas através das teorias evolutivas, e isso pode ser visto nos textos do meu blog.A única coisa que não abordei foi a idade antiga da Terra.Os relógios radiométricos devem apontar idades avançadas , porque seria um absurdo se em poucos milhares de anos toda a biodiversidade tivesse surgido.Teríamos que postular taxas de evolução morfológica superior até os mais aqueles dos experimentos de seleção artificial em caso de uma evidência de Terra jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Porque as inconsistências podem não ser um problema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal ponto é que por estarem motivados religiosamente, os criacionistas bíblicos podem aceitar interferências sobrenaturais que salvariam as inconsistências.Por exemplo, com relação ao problema da distribuição geográfica das espécies, algumas delas podem ter sido guiadas sobrenaturalmente.É isso que defende a Dra. Márcia no seu debate com o filósofo Marcus Valério XR, em seu site intitulado "Evolução Biológica" (&lt;a href="http://www.evo.bio.br"&gt;http://www.evo.bio.br&lt;/a&gt;) :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.evo.bio.br/LAYOUT/DRMARCIA1.HTML"&gt;http://www.evo.bio.br/LAYOUT/DRMARCIA1.HTML&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filósofos da ciência dizem que o naturalismo explanatório postula que coisas que não são observadas, não tem valor científico.Se eu tenho um argumento A então B , para formular um argumento dedutivo, então se algo é provocado por um processo que não é acessível a todos em termos de revelação, então o que poderia funcionar como uma explicação?Não há resposta.Por isso que Dra.Márcia reconhece que o Criacionismo Bíblico não pode ser científico no debate:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Particularmente eu não gosto muito do termo ciência criacionista ou criacionismo científico. A teoria da evolução é baseada na filosofia do naturalismo e não considera qualquer hipótese que envolva a intervenção divina na história do universo. O naturalismo passou a fazer parte da ciência atual. Assim, a ciência tenta explicar todos os fenômenos com base em processos naturais. Como o criacionismo aceita a presença do sobrenatural, ele não poderia ser denominado 'científico', de acordo com a definição da ciência moderna."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que as inconsistências refutem o relato bíblico cientificamente, isso não tem importância segundo os principais defensores do Criacionismo "Científico".A ciência é uma busca da verdade, mas a "verdade" por eles já revelada a muito tempo e os dados científicos devem se encaixados de acordo com que a Bíblia diz.Vejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a Bíblia é a Palavra de Deus -- e é -- e se Jesus Cristo é o Criador infalível e omnisciente -- e Ele é -- então tem de se acreditar firmemente que o mundo e todas as coisas nele foram criadas em seis dias naturais e que as longas eras geológicas da história evolucionária realmente nunca ocorreram." -- Henry Morris (Morris, Scientific Creationism [Criacionismo Científico], 1974, p. 251)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É mais produtivo &lt;strong&gt;encarar a Bíblia literalmente e depois interpretar os fatos reais da ciência dentro do seu enquadramento de revelação&lt;/strong&gt;." -- Henry Morris (Morris, Troubled Waters of Evolution [Águas Problemáticas da Evolução], 1974, p. 184)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Nós acreditamos que a Bíblia&lt;/strong&gt;, como Palavra de Deus verbalmente inspirada e completamente inerrante, &lt;strong&gt;dá-nos o verdadeiro enquadramento de interpretação histórica e científica&lt;/strong&gt;... Tomamos este enquadramento revelado da história como o nosso dictum básico, e depois tentamos ver como todos os dados pertinentes podem ser compreendidos neste contexto." -- John Whitcomb e Henry Morris (Whitcomb e Morris, 1961,The Genesis Flood [O Dilúvio de Gênesis, p. xxvi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A evolução ensina que a Bíblia tem erros e não é de confiança. Os cristãos precisam de ter as suas perguntas respondidas e as suas dúvidas removidas. As igrejas, seminários e denominações precisam de ser chamadas de volta sob a autoridade do Livro que lhes ensinaram a duvidar. Essa é a verdadeira mensagem do criacionismo." (Morris, na folha noticiosa Arts and Facts [Artes e Fatos], junho de 1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O cristão instruído sabe que &lt;strong&gt;as evidências para uma completa inspiração divina das Escrituras têm muito mais peso do que as evidências para qualquer fato da ciência&lt;/strong&gt;. Quando confrontado com o testemunho bíblico consistente sobre um Dilúvio universal, o crente certamente tem de aceitá-lo como sendo inquestionavelmente verdadeiro." -- John Whitcomb e Henry Morris (Whitcomb e Morris, 1961, p. 118)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A única conclusão que concorda com a Bíblia é, claro, que &lt;strong&gt;Gênesis 1-11 é a verdade histórica real, independentemente de quaisquer problemas científicos ou cronológicos envolvidos.&lt;/strong&gt; " -- Henry Morris (Morris, 1972, p. 82)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem as partes grifadas por mim.Ora, se a "verdade" já foi revelada e os dados podem ser encaixados de acordo com que as escrituras diz , então a busca pela verdade sem aspas tem pouca importância para a "teoria" criacionista, uma vez que o que é válido são apenas as confirmações.Poderia se afirmar que os criacionistas poderiam identificar através do método científico que a evolução está errada, mesmo que motivados ideologicamente.Esse argumento, entretanto, não levaria a nada.A falsidade da evolução não transforma automaticamente o criacionismo verdadeiro.Se assim fosse, eu poderia dizer:"Não existe nenhum resquício de arca nenhuma em local algum.Logo, a Teoria da Evolução está correta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colby, C.1996.Introduction to Evolutionary Biology.The Talk.Origins Archive. Vers. 2 1996. January 7, 1996.Link: &lt;a href="http://www.talkorigins.org/faqs/faq-intro-to-biology.html/"&gt;http://www.talkorigins.org/faqs/faq-intro-to-biology.html/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flank, L.1998. "Quais São os Verdadeiros Objetivos dos 'Cientistas' do Criacionismo?".Darwin Magazine.Link: &lt;a href="http://www.geocities.com/gilson_medufpr/aims.html"&gt;http://www.geocities.com/gilson_medufpr/aims.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuyma, D. J. (1992). Biologia Evolutiva, 2ª edição.Sociedade Brasileira de Genética &amp;amp; CNPq, Ribeirão Preto-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stearns S.C. e Hoekstra, R.F. (2003).Evolução: Uma Introdução.Atheneu Editora São Paulo, São Paulo-SP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-114972708846553388?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/114972708846553388/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=114972708846553388' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114972708846553388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114972708846553388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/06/dra-mrcia-e-o-status-do-criacionismo.html' title='Dra. Márcia e o Status do Criacionismo &quot;Científico&quot;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-114583057903864339</id><published>2006-04-23T13:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-28T16:57:41.970-07:00</updated><title type='text'>Biologia do Desenvolvimento e a Origem das Novidades Evolutivas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esta é uma dissertação do artigo &lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=27948"&gt;"O manifesto da SBG não clareia a controvérsia"&lt;/a&gt; de Enézio E. Almeida Filho.Ao querer que suas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;suas idéias sobre a teoria evolutiva tenham respaldo até de cientistas de renome, Enézio E. de Almeida Filho mais uma vez lança mão de vieses interpretativos e citações com falsos apelos a autoridade para defender que biólogos não tem como explicar satisfatoriamente a origem das novidades evolutivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito das informações aqui postas por mim se encontram em livros como &lt;em&gt;Evolução:Uma Introdução&lt;/em&gt; de Stephen C. Stearns e Rolf F. Hoekstra, &lt;em&gt;Biologia Evolutiva&lt;/em&gt; (2ª edição) de Douglas J. Futuyma, &lt;em&gt;O Relojoeiro Cego&lt;/em&gt; de Richard Dawkins e&lt;em&gt; Evolução (&lt;/em&gt;3ªedição) de Mark Ridley. Mais referências serão dadas no fim.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Órgãos complexos e o argumento da incredulidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"A SBG não desconhece, mas evita comentar que os biólogos nunca observaram ou sequer propuseram em termos teóricos aceitáveis um caminho macroevolutivo continuamente funcional que conduzisse a novas formas fundamentalmente anatômicas (o sistema de ecolocalização do morcego, o olho, uma asa, uma nova espécie transmutacionada, etc.)."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O fato de os biólogos nunca terem visto a evolução de um olho ou de uma asa em poucas gerações é meramente uma questão de improbabilidade estatística.Quem postula o surgimento abrupto de caracteres como esses é o criacionismo, não a evolução. Quantos aos termos teóricos que tornariam essa evolução viável,tudo depende do que Enézio e outros "teóricos do Design Inteligente" chamam de termos aceitáveis.Não parece sequer aceitável entre vários criacionistas do Design Inteligente os trabalhos durante o século XX que mostram evidências que o homem e o chimpanzé têm um ancestral comum, embora não isso não seja controverso para nenhum biólogo de renome.Entretanto, há exemplos claros baseados em estudos de anatomia comparativa que indicam que existe sim caminho funcional para caracteres complexos e eles vem sendo cada vez mais estudados.Muito desses estudos mostram o contexto adaptativo das mudanças evolutivas mais significativas e que se dá através de intensificação, redução e alteração de funções ao longo do tempo.Eles inspiram livros que tratam do tema como &lt;em&gt;O Relojoeiro Cego&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Rio Que Saía do Éden&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Escalada do Monte Improvável&lt;/em&gt; de Richard Dawkins, &lt;em&gt;A Beira D´água&lt;/em&gt; de Carl Zimmer, &lt;em&gt;Infinitas Formas de Grande Beleza&lt;/em&gt; de Sean B. Carroll e &lt;em&gt;Gaining Ground&lt;/em&gt; de Jennifer A. Clack.Mas se algo não é aceitável para criacionistas, isso não desmerece esses trabalhos e nem cientistas irão se convencer que estão errados com argumentos do tipo “não vejo como isso possa ter evoluído”.&lt;/span&gt; Isso não é argumento científico, é apenas uma expressão de incredulidade, já que o fato de um argumentador não conseguir imaginar como um traço evoluiu nada diz a respeito sobre a realidade da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a evolução de um olho tipo câmara primitivo for uma forma anatômica fundamentalmente nova em relação a uma superfície plana de células fotossensíveis, então ela pode ser explicada brevemente aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um olho pode ter evoluído a partir de pele? O início da resposta para isso é saber que aproveitar os fótons emitidos pelo sol é algo de extrema utilidade no meio ambiente. Sensibilidade aos fótons é tão importante, e atua como uma forte pressão seletiva a favor de organismos que conseguem sensibilizar-se a eles, que até mesmo plantas e organismos unicelulares possuem mecanismos que são sensibilizados pelos fótons. Alguns unicelulares possuem um ponto fotossensível, e atrás dele um pequeno filtro de pigmento.O filtro protege o ponto da luz proveniente de uma direção, o que lhe dá alguma 'idéia' de onde a luz provem.Em pluricelulares, uma região de células pigmentadas com uma dobra aumentaria o número de células sensíveis por unidade de área.É isso o que acontece nas lapas.Mas algumas espécies de vermes e crustáceos vão além. Possuem uma estrutura semelhante, mas as células fotossensíveis e o pigmento protetor dispõem-se em forma de uma pequena taça, o que amplia a capacidade de detectar direções.Basta que exista uma taça profunda e com as bordas reviradas, e aí terá um exemplo de câmera obscura sem lente.Esse é outro exemplo de aperfeiçoamento óptico.Existe uma série de melhoras gradativas que vai de uma lâmina plana de células fotossensíveis, passa por uma taça rasa e chega a uma taça profunda, cada passo na série representando um aperfeiçoamento óptico.E continua, ficando cada vez mais côncavo , no caso em que a concavidade vai aumentando gradualmente, formando uma câmera, quando chega num determinado limite e a câmera está suficientemente fechada, por razões de ótica a imagem do ambiente em miniatura é projetada no fundo da câmera.O molusco nadador Nautilus possui um olho dessa forma, ele possui um olho “sem lente”, ou seja, sem cristalino.A pupila é apenas um orifício que admite a água do mar no interior oco do olho. Nesse tipo de olho, as coisas funcionam assim: quanto menor o orifício de entrada da luz, mais nítida (porém penumbrosa) é a imagem.Se o orifício do olho for maior, a relação se inverte.É aí que vemos a importância do cristalino na evolução do olho.É ela que permite que a imagem seja ao mesmo tempo nítida e brilhante.Em princípio, qualquer material vagamente translúcido ou convexo poderia representar um aperfeiçoamento ótico em relação a um olho que apenas possui cobertura de pele transparente (como as que existem nas poliquetas), fazendo o papel de um cristalino primitivo.Existe uma série contínua de melhoras gradativas que vai de um protocristalino tosco, passando por protocristalino cada vez mais espesso e transparente (o que diminui a distorção das imagens), culminando num cristalino verdadeiro.Tomando como ponto de partida uma lâmina plana de fotocélulas com uma cobertura de pele transparente no topo e o estudo de dois biólogos suecos sobre a evolução desse traço utilizando algoritmos genéticos, as lentes são apenas o resultado da condensação da zona de índice de refração localmente alto de de uma massa previamente gelatinosa (Dawkins, 2006.p.187).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se fazer referência a alguns detalhes sobre o cálice óptico e o cristalino.O cálice óptico de um vertebrado, desenvolve-se em resposta a indução pela mesoderme pré-cordal durante a gastrulação(Futuyma,1992).Sobre o cristalino, uma descoberta recente é que os genes βγ-cristalina dos vertebrados , que codificam proteínas cruciais do cristalino, são homólogos ao genes βγ-cristalina do ciona, um urocordado (um parente dos vertebrados).Os genes no ciona é expresso em células pigmentares irmãs dos ocelos fotossensíveis.A habilidade do olho de refratar precisamente a luz é por causa das concentrações elevadas dessas proteínas especiais codificadas por esses genes.Ou seja, a origem do cristalino parece ser baseada na co-opção de elementos de um sistema sem cristalino (Shimeld,2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, temos uma descrição resumida dessas etapas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma possível sequência de tais mudanças começa com manchas oculares pigmentadas (como se vêem nos platelmintas), seguidas por uma invaginação da pele para formar uma concavidade para proteger a mancha ocular e permitir localizar melhor a imagem (como nas lapas), seguida por um posterior estreitamento da abertura da concavidade para produzir uma imagem melhorada (o náutilo), seguido pela evolução de uma cobertura protetora transparente para proteger a abertura (poliquetas), seguida pela coagulação de parte do líquido do globo ocular no cristalino para ajudar a focar a luz (haliotes), seguida pela cooptação de músculos próximos para mover o cristalino e diversificar a focagem (mamíferos). A evolução de uma retina, de um nervo óptico e assim por diante poderia verificar-se por seleção natural.Cada passo desta 'série' transicional confere uma adaptação acrescida ao seu possuidor, porque habilita o animal a colher mais luz ou a formar melhores imagens, ajudando ambos os aspectos à sobrevivência. " (Coyne,2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma evidência impressionante que a maior parte dessa descrição da evolução do olho é coerente vem do cnidário Cubozoa. Seus olhos possuem cristalino, córneas e retinas.Ainda não é claro como as imagens criadas por estas lentes são interpretadas por esses cnidários, desde que eles simplesmente não têm cérebros.É a evidência de que olhos que geram imagem podem evoluir para outra função (detecção de luz rudimentar), e depois ser "exaptado" para o aproveitamento da imagem que acabou aparecendo lá por acaso! O que não é o que aconteceu com as cnidárias, talvez por não terem um sistema nervoso centralizado.Vejam tudo isso no artigo site da University of California Museum of Paleontology (UCMP): &lt;a href="http://www.ucmp.berkeley.edu/cnidaria/cubozoamm.html"&gt;Cubozoa:More on Morphology &lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entendermos sobre a plausibilidade da evolução do olho tipo câmera, basta dizer as mudanças evolutivas não precisam ser abruptas.Tudo que é necessário é que hajam micromutações na embriologia que sejam pequenas o suficiente para formar gradualmente a concavidade de células fotossensíveis.Tempo provavelmente é o que não falta para a evolução de acordo com o conhecimento que temos. Nilsson e Pelger calcularam que a evolução do olho tipo câmera teria 1.829 etapas, que poderiam acontecer em 364.000 gerações, utilizando uma fórmula matemática da genética de populações, uma herdabilidade de 0,5 (estimativa baixa, significando que apenas metade da variação se deve a característica genética) e taxa de mutação de 0,005% por geração.Aqui a citação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilsson, D.-E. and S. Pelger, 1994. A pessimistic estimate of the time required for an eye to evolve. Proceedings of the Royal Society of London, Biological Sciences, 256: 53-58.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos de citologia comparativa mostra que as células sensíveis a luz que se encontram em nossos olhos, os bastonetes e cones, procedem de uma população antiga de células deste tipo que se encontravam inicialmente no cérebro. De fato, isso não surpreende , uma vez que ainda temos células fotossensíveis em regiões cerebrais que detectam e influem nossos ritmos diários de atividade.Nos animais, existiam dois tipos de fotorreceptores: rabdoméricas e ciliares. Na maioria dos animais,as rabdoméricas entraram para formar parte dos olhos, enquanto que as ciliares permaneceram integradas no cérebro. Muito certamente conjuntos de células fotossensíveis surgiram antes de um cérebro organizado (ou quase) em muitos táxons, como em protozoários e invertebrados inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que alguém pode construir um argumento válido que o caminho macroevolutivo que é "não-continuamente funcional" para asa?Isso é óbvio porque um órgão em que uma parte é "não-funcional" para uma estrutura precursora, pode ter tido quaisquer outras funções, exceto a especificada.Uma estrutura não tem precursor viável apenas houverem barreiras biofísicas, fisiológicas ou embriológicas tão grandes que não seja possível imaginar uma série de intermediários.E a asa não é uma dessas estruturas.O argumento de que uma proto-asa não é funcional é contestado pelo grande número de animais planadores muito bem-sucedidos, incluindo muitos tipos de mamíferos, lagartos, sapos, cobras e lulas.Senão, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como as asas começaram?Muitos animais saltam de galho em galho e, às vezes caem ao chão.Especialmente em um animal de pequeno porte, toda a superfície corporal capta o ar,ajudando o salto ou amortecendo a queda ao funcionar como uma asa de aeroplano rudimentar.A partir daí existe uma série contínua de gradações até as asas que planam, e delas até as asas que adejam.(...)Mais uma vez, não importam quanto as primeiras abas-asas foram pequenas e pouco parecidas com as asas.Deve haver alguma altura, que chamaremos de h, tal que um animal quebraria o pescoço se caísse dela, mas sobreviveria por um triz se caísse de uma altura ligeiramente maior.Nessa zona crítica, qualquer aperfeiçoamento, por menor que fosse, na capacidade da superfície corporal para captar o ar e amortecer a queda poderia ser a diferença entre a vida e a morte" (Dawkins,2001. p.137).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é possível planar com abas de pele e até sem membros(cobras), quem dirá os ancestrais do Archaeopteryx, que muito provavelmente tinha a morfologia dos celosauros.Celosauros e a primeira ave conhecida compartilham muitas sinapomorfias, tais como ossos pneumáticos e clavículas fundidas.Essas características que fornecem leveza e força estrutural ao esqueleto (requisitos do vôo), já eram características dos ágeis bípedes.Um pré-requisito crítico para o vôo é a capacidade de gerar a ascenção para baixo e para frente dos membros anteriores.Celosauros tinham membros anteriores longos capazes exatamente de gerar esses movimentos.Se área superficial fosse levemente expandida, seu movimento para baixo e para frente possibilitaria o animal permanecer momentaneamente em suspensão após uma corrida e um salto no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, não é possível reconstruir a evolução de órgãos complexos,porque são situações em que as estruturas foram mudadas extensivamente desde sua origem.Mas pode-se mostrar uma história causal para que a adaptação faça sentido (capacidade de gerar cenários plausíveis e utilizar engenharia reversa) e cumprir uma exigência de Darwin, segundo a qual é obrigação de um evolucionista mostrar que um órgão complexo poderia, pelo menos em princípio, ter evoluído ao longo de muitos passos pequenos.Se de todas as trilhões de maneiras de pôr juntas as partes de um corpo, apenas uma minoria infinitesimal iria viver, certamente existem muito mais maneiras de estar morto do que vivo! Dado que muitos filósofos empiristas negam a possibilidade de verificação de princípios científicos (exigindo apenas a falsificabilidade como demarcação da base empírica), quando um biólogo consegue ligar as ilhas de funcionalidade de um órgão complexo através de uma explicação baseada na observação de morfologia comparativa e os mecanismos que conectam variação quanto ao sucesso reprodutivo aos genes e características, então temos uma explicação científica genuína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Evolução e o pan-adaptacionismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"As mutações e a seleção natural seriam mesmo capazes de explicar toda a complexidade e diversidade vistas na esfera biológica?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A teoria evolutiva atual não é pan-adaptacionista, logo é óbvio que elas sozinhas não são “capazes de explicar toda a complexidade e diversidade vistas na esfera biológica”.Um número substancial de mudanças genéticas pode não estar sujeito à seleção natural, disseminando-se pelas populações ao acaso.Existem outros mecanismos como: recombinação, fusão simbiótica e fluxo gênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a pergunta se a seleção natural seria capaz de explicar todas as adaptações, só se pode demonstrar negativamente essa possibilidade, mas não positivamente, já que há casos de caracteres biológicos não inteiramente explicados.Pode até existir o caso de um órgão complexo não ter uma sequência inferida de intermediários muito plausível ou sustentado por uma investigação cuidadosa.Mas apenas se existir o caso onde não é possível imaginar como a estrutura precursora tivesse sido funcional,é onde teríamos o caso onde a teoria ruiria por completo, segundo o próprio Darwin.Mas se isto não ocorre, podemos dizer que não existe uma adaptação que não poderia ter sido produzido pela seleção natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a diversidade e a complexidade evoluíram?Vejamos o primeiro caso.Clima, relevo, inter-relações com outras espécies são causas para a seleção ocorrer.Sobre o último caso, ela está atuando ineterruptamente na natureza em relações de predador e presa, e hospedeiro e parasita.A isso, os biólogos chamam de "corrida armamentista".Há estudos extensivos que mostram a importância desse fenômeno no aumento do cérebro e do corpo em linhagens de certas épocas (Ridley,2006.p.652).Muitas características que surgem por esse processo podem ser reforçado pela seleção sexual, como no modelo dos bons genes de R.A.Fisher.A seleção sexual também acentua o dimorfismo sexual, ao fazer uma alocação mais eficiente dos mecanismos que contribuem para a reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro caso, a co-adaptação é um caso favorável para se argumentar a favor dela.A nível de organismo, genes não são selecionados.O que é selecionado é o fenótipo final, junto com as inter-conexões dos genes.Se genes que constroem dentes carnívoros existem , elas funcionam melhor em intestinos que digerem carne.A seleção atua sobre os genes que por acaso já dominam o pool genético.Ela não precisa construir complexos inteiros do nada, ela só precisa favorecer partes, em sistemas onde outras partes do complexo já dominam o pool genético. A adição de níveis de replicação (sequências de DNA, cromossomos, células, organismo) cria uma estrutura hierárquica.Se há dois replicadores independentes, A e B,fundem-se em AB, na qual a replicação não é independente.Todos esses fatores influem na evolução de sistemas biológicos altamente coordenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, falemos do aumento da complexidade ao longo da evolução.Uma conclusão óbvia e pouco interessante sobre a evolução da complexidade é que se os primeiros organismos eram mais simples, a mudança evolutiva só poderia se dá na direção da complexidade, embora na maioria das vezes isso não tivesse acontecido, uma vez que as bactérias são os organismos mais abundantes na Terra.Uma outra coisa a acrescentar nesta conclusão pouco interessante é que existe uma "rampa" que conecta estruturas mais simples a mais complexas.Como vimos anteriormente, até mesmo um pequeno aumento na complexidade aumentaria o aperfeiçoamento ótico de um olho primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O estudo de genes de desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"As mutações podem ser classificadas em duas categorias principais: mutações para genes estruturais e para genes de desenvolvimento.Os genes estruturais codificam uma proteína para realizar a manutenção, o metabolismo, o apoio ou uma função especializada na célula. Já os genes de desenvolvimento influenciam tarefas específicas no desenvolvimento embriológico e, portanto, podem mudar a morfologia ou a aparência de um organismo.Contudo, a maioria das pesquisas tem focalizado nas mutações dos genes estruturais. Para verificar mudanças de larga escala é necessário explorar as mutações nos genes de desenvolvimento.Scott Gilbert afirma: ‘Para estudar as grandes mudanças na evolução, os biólogos precisariam procurar mudanças nos genes reguladores que fazem o embrião, não somente nos genes estruturais que fornecem a aptidão dentro das populações.’ [1] "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é verdade que os genes de desenvolvimento não tem sido estudados.Com os avanços da genética molecular a partir da década de 90, não apenas se tem conhecimento que genes de desenvolvimento eram mais compartilhados do que se pensava entre diferentes linhagens, como se pode pegar um gene de uma mosca, cloná-lo e usá-lo para encontrar genes ortólogos em outro organismo e descobrir um papel para o ortólogo, esclarecendo o desenvolvimento desse organismo, da mesma forma que se descobriu o gene da mosca (Stearns &amp; Hoekstra, 2003.p.128). Isso significa que não é mais tão raro um geneticista determinar a o mecanismo pelo qual uma diferença genética causa diferença entre duas espécies distintas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai uma pequena lista de referência de trabalhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holland, P. W. and Garcia-Fernandez,J.(1996). Hox genes and chordate evolution. Dev. Biol, 173:382-395&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Holland, P. W., Garcia-Fernandez,J., Williams,N. A. and Sidow,A. (1994). Gene duplications and the origins of vertebrate development. Dev. Suppl. 125–133.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeffery, W. R. (2001). Cavefish as a model system in evolutionary developmental biology. Dev. Biol. 231: 1-12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lowe, C.J. and Wray, G.A. (1997). Radical alterations in the roles of homeobox genes during echinoderm evolution. Nature 389: 718–721&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá na busca do site &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?CMD=search&amp;amp;DB=pubmed"&gt;PubMed&lt;/a&gt;, com o termo " developmental genes" e encontre mais de 400 referências.Em vários desses estudos, organismos desenvolveram diferentes mecanismos para gerar novidade no desenvolvimento, utilizando um mesmo conjunto inicial de genes, como duplicações ou mudanças na expressão gênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois tipos de moléculas que atuam no desenvolvimento : os fatores de trancrição e as proteínas de sinalização.Aqui vai uma breve descrição sobre os dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os fatores de transcrição são moléculas que se ligam aos reforçadores.Um reforçador é um segmento do DNA capaz de ativar um gene específico.As proteínas de sinalização atuam nas vias de controle da célula para ativar e desativar genes específicos.Por exemplo, uma proteína receptora, na membrana celular, pode mudar de forma quando se liga a um hormônio."(Ridley,2006.p.600).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que frequentemente não se sabe os mecanismos pelos quais mudanças no DNA são transcritas em alteração na morfologia, dado que frequentemente muitos genes com pouca influência fenotípica estão envolvidos na produção de um traço.Só saberemos das mudanças genéticas dessas evoluções quando tivermos (e entendermos) as sequências genômicas dos táxons objetos de estudo.Mas isso não significa ignorância total na área (evolução não é só genética de populações), já que existem descrições genéticas quantitativas de diferenças fenotípicas e modelos matemáticos que explicam mudanças na forma organísmica para muitos outros casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, outras dificuldades existiram na biologia do desenvolvimento e foram superadas.Por exemplo, existiam os morfógenos, as substâncias por certos grupos celulares capazes de influenciar e organizar outras células, mas seu funcionamento não era bem entendido.O problema era que os grupos celulares emitiam várias substâncias e podia acontecer que mais de uma dela estivesse envolvida na produção de um traço.Embora o transplante fosse um instrumento útil, apenas quando os cientistas conseguiram isolar os morfógenos no caldo bioquímico celular a compreensão da morfogênese tornou-se significativa.E isso demorou um bom tempo para acontecer.A lição que se deve tirar desse exemplo é que a ausência de evidência não é evidência de ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A continuidade entre microevolução e macroevolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"O que tem sido basicamente assumido é que todos os processos bem documentados de microevolução (pequenas mudanças ou variações dentro de uma espécie) eventualmente produzem mudanças macroevolutivas desde que seja dado tempo suficiente.Esta idéia está passando por minucioso escrutínio dos cientistas. Parece haver uma descontinuidade verdadeira entre a microevolução e o tipo de mudança necessária para transformar uma ameba em peixe, mesmo que isso ocorra em mais de centenas de milhões de anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Consideremos objetivamente as seguintes preocupações de renomados especialistas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;‘Um dos mais antigos problemas em biologia evolutiva permanece em grande parte não resolvido... historicamente, os sintetizadores neodarwinistas enfatizaram a predominância das micromutações na evolução, enquanto que outros destacaram as semelhanças entre algumas mutações dramáticas e as transições evolutivas para demonstrarem o macromutacionismo.’ [2] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;‘Uma questão existente há muito tempo na biologia evolutiva é se os processos observáveis em populações e espécies existentes (microevolução) são suficientes para explicarem as mudanças de grande escala evidentes durante longos períodos de história da vida (macroevolução).’ [3]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;‘Um debate persistente em biologia evolutiva é um sobre a continuidade da microevolução e da macroevolução — se as direções macroevolucionárias são governadas pelos princípios da microevolução.’ [4]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Nenhum desses autores questionam diretamente o 'fato' da evolução. São todos evolucionistas, mas estão questionando se o que temos estudado todos esses anos -- a microevolução -- tem alguma coisa a ver com a questão mais importante: o que leva à macroevolução. Se a microevolução não é o processo, então o que é?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A macroevolução não se refere necessariamente evolução em larga escala.O termo refere apenas ao padrão de evolução no ou acima do nível de espécies.A macroevolução já foi observada diretamente.Isso já foi mostrado nesse blog:&lt;a href="http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/03/parte-2a-teoria-da-descendncia-comum.html"&gt;Ícones da Anti-Evolução-Parte 2:A Teoria da Descendência Comum Universal&lt;/a&gt;.A macroevolução já foi vista como um processo de um calibre diferente da microevolução, entre os que teóricos que propuseram a “evolução ortogenética” até a década de 50, mas não entre os formuladores da síntese moderna da evolução como Ernst Mayr e Theodosius Dobzhansky.Entretanto, ninguém tem sido hábil a elaborar um bom caso de ortogênese desde os anos 50, especialmente a partir da descoberta da genética molecular.Hoje se sabe que a recombinação genética parece requerer blocos de seqüências idênticos nos dois parceiros sexuais, e estes blocos devem ser grandes o suficiente para permitir a recombinação e isso é algo demonstrado experimentalmente (Stearns &amp; Hoekstra, 2003.p.225,226).Além disso, o estudo em drosófilas mostra que o isolamente reprodutivo é provavelmente causado por efeitos pleiotrópicos de genes selecionados durante a adaptação a diferentes condições ambientais.A diversidade de espécies comumente inicia quando uma população subdividida sofre diferentes pressões seletivas fazendo que determinadas variações sejam mais comuns que outras.O isolamento reprodutivo contribui para acúmulo de diferentes mutações devido a seleção natural e/ou deriva genética.Se houver alguma pressão seletiva para as mudanças que vão em um sentido, as mudanças se acumularão.Mesmo que não haja pressão seletiva em tudo, as mudanças tenderão a divergir mais e mais, por outros mecanismos como a deriva genética. Se não houver seleção estabilizadora e mecanismos genéticos que limitam a variação genética, a microevolução implica em macroevolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma clara distorção de uma controvérsia científica ao querer fazer entender que os cientistas citados estão questionando se é a microevolução que leva a macroevolução.Isso é óbvio, porque quem está informado sobre o assunto sabe que o debate que há em biologia evolutiva é de como a microevolução se conecta macroevolução, e não se algo além dos processos intra-específicos (que no caso do sentido exposto por Enézio se refere aos mecanismos evolutivos) está causando macroevolução.O método extrapolativo da microevolução é a forma mais comum e o mais importante modelo explanatório da macroevolução.Não existem limites para evolução, onde apenas espécies ou tipos básicos (digamos, canídeos e felinos) podem evoluir por processos conhecidos.Isso é um raciocínio descontínuo.O fenômeno "espécies-em-anel" mostra a existência de populações com variações suficientes para se produzir uma nova espécie.Várias formas transicionais vistas em fósseis unindo répteis e mamíferos ao longo de 100 milhões de anos, e isso é evidência contrária para quem acredita em mudanças macroevolutivas diferenciadoras de tipos básicos. Existem outros métodos para se explicar a macroevolução, mas nenhum deles assume que um processo específico esteja causando mudanças grandes, porque não há evidências para isso e elas são teoricamente improváveis.É justamente por isso que todos esses autores de teorias de macroevolução defendem argumentos suficientemente ortodoxos (Ridley,2006.p.573).A verdade é que as evidências sugerem o exato oposto de descontinuidades macroevolutivas.Zimmer (1999,p.104-107) mostra em &lt;em&gt;A Beira D'água-&lt;/em&gt; citando trabalhos de Guenter Wagner e Gerd B. Muller&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;três exemplos de mudanças macroevolutivas significativas que são explicadas por pequenos eventos mutacionais no desenvolvimento ou nos genes: a crista que liga a tíbia ao perônio em aves, a cavidade da face interna na bochecha de roedores e alteração e o tornezelo em forma de bastão causada por genes Hox de sapos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias da macroevolução não precisam ser controversas porque é verdade que existem alguns eventos imprevisíveis e excepcionais que não podem ser deduzidas da microevolução, como as histórias causais que conectam os mecanismos de desenvolvimento a evolução de traços fixos e variáveis e o reconhecimento que em algumas situações as espécies que dão origem a táxons elevados representam um conjunto não-aleatório de organismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o primeiro caso.Alguns traços são fixados em grandes linhagens, enquanto outros permanecem variáveis nas populações.Por exemplo, todos os artrópodes têm exoesqueletos quintinosos, crescendo descontinuamente, por meio de mudas, mas a morfologia de seus apêndices varia dramaticamente.A microevolução ainda não explica como os traços variáveis evoluem como traços fixados, nem explica como os traços fixados se tornam limites para a evolução subseqüente dos traços ainda variantes.Teorias microevolutivas não são históricas.Os traços fixados na linhagem são históricos, aparecendo como condições de milites ou parâmetros nos modelos.Dado que todos os genes sofrem mutações e todos são teoricamente variáveis, logo a distinção desses traços tem haver com expressão gênica do controle do desenvolvimento.Estudos mais recentes sugerem que a microevolução dos mecanismos de desenvolvimento produz limites sobre a evolução subseqüente dos organismos que o contêm (Stearns &amp;amp; Hoekstra, 2003.p.29).Assim, linhagens diferentes evoluem mecanismos de desenvolvimento diferentes, dividindo planos corpóreos similares e evoluindo sob limites semelhantes. Vejam dois que tratam do tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nijout, H.F.(1991). The development and evolution of butterfly wing patterns. Smithsonian Instution Press, Washington.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ebert, D. (1994). A maturation size threshold and phenotypic plasticity of age and size at maturity in Daphnia magna. Oikos, 69:309-317.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, a questão é que eventos microevolutivos não tem conseqüências a longo prazo se forem obliterados por extinção.Por exemplo, todas as mudanças morfológicas na história dos Equidae podem ser explicadas pela teoria neodarwinista de microevolução, mas esta teoria por não incluir a questão “extinção versus sobrevivência das linhagens”, não explica porque os cavalos atuais tem apenas um artelho em cada pé (Futuyma, 1992.p.429).Para se entender a evolução em um longo prazo é necessário se estudar a história dos eventos de especiação quanto os processos de microevolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, em nenhum desses casos, se questiona se o que temos estudado todos esses anos (pequenas mudanças ou variações produzidas ou fixadas por seleção natural, deriva genética, mutações, recombinação e fluxo genético) são causas suficientes para a macroevolução.Como não existem ortogeneticistas atualmente, essa forma de distinção entre microevolução e macroevolução abordada pelo autor do artigo é apenas um pretexto para negar extensivamente a evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não é porque todo subdomínio de uma explicação macroevolutiva esteja esclarecida em seus mínimos detalhes, isso signifique a macroevolução (evolução no nível de espécies ou acima) é um processo de um tipo diferente da seleção dentro de espécies.É por isso que não é porque determinado biólogo evolutivo possua teoria complementar a seleção natural, significa que ele acredite que sua explicação da macroevolução a partir de seus mecanismos propostos seja o mais importante fator de mudança evolutiva ou que a explicação neodarwinista falhou em sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A conexão entre morfologia e bioquímica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"O problema da macroevolução (exige grande quantidade de informação genética nova) que ela requer mutações de desenvolvimento. Simplesmente mudar uma proteína aqui e outra acolá não resolve a questão.De algum modo é necessário mudar como que o organismo é construído. Os genes estruturais tendem a ter pouco efeito no desenvolvimento de um plano corporal".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conexão entre morfologia e bioquímica em que “simplesmente mudar uma proteína aqui e outra acolá não resolve a questão”porque é necessário “ grande quantidade de informação genética nova e mutações de desenvolvimento” é falsa.Como todo bioquímico sabe, as características bioquímicas dos organismos são muito menos diversificados que as morfológicas.Um biólogo já observou :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma das descobertas mais surpreendentes que surgiu com a seqüência do DNA tem sido a remarcável descoberta de que os genomas de todos os organismos estão agrupados juntos numa região minúscula do espaço da seqüência do DNA formando uma árvore de seqüências relacionadas que podem todas elas ser uma interconversível via, uma incrementada série de pequenos passos naturais. Portanto, as acuradas descontinuidades referidas acima entre órgãos diferentes e adaptações e tipos de organismos diferentes, os quais têm sido os argumentos fundamentais antievolucionistas do século passado, hoje diminuíram significantemente no nível do DNA(Denton,1998.p. 276).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja,a mudança morfológica raramente envolve a evolução de enzimas e proteínas inteiramente novas.A maior parte da evolução morfológica parece de consistir de mudanças na organização espacial de tipos celulares que está em desenvolvimento, no tempo durante o qual o tecido e os tipos celulares e tecidos se diferenciam ou na forma geométrica dos órgãos.As mudanças evolutivas envolvem morfogênese e citodiferenciação.A morfogênese pode ser influenciada pela taxa e duração da mitose, pela orientação espacial da mitose,pela densidade de empacotamento das células,movimento celular,adesão celular,morte celular, etc.Citemos dois exemplos.A mutação que impede o focinho de um camudongo se alongar age aumentando a densidade de empacotamento celular,provavelmente através de uma adesão celular maior.E humanos não tem pés remiformes como patos por causa da maior morte celular interdigital em seus embriões.No caso da citodiferenciação,na maioria das vezes, a diferenciação de células não envolve mudança no genoma nuclear, que é homogêneo no soma, e sim expressão diferencial de genes, presumivelmente de natureza química.Alguns destes sinais são hormônios; por exemplo, muitos tecidos de anfíbios sofrem mudança metamórfica em resposta a um aumento da tiroxina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribui ainda para a diversidade morfológica, os padrões (o número ou arranjo espacial de estruturas como dígitos no pé ou escamas na cobra) onde a morfogênese e a citodiferenciação ocorrem em certos sítios e não em outros.Se existe um pré-padrão, um arranjo de fatores químicos que determinam a orientação de características como ossos ou pigmentos, então biólogos defendem que mudanças evolutivas aparecem a partir de mudanças genéticas nas respostas celulares as suas posições.Assim, a maioria das características que aparecem na evolução não são realmente novas; a maioria são mudanças no tamanho, forma, tempo de desenvolvimento, ou organização de características já existentes.Isso é observado em estudos de anatomia comparativa.Exemplos de órgãos que apenas se tornaram mais elaborados por crescimento em tamanho, é visto nos casos de hemisférios cerebrais de mamíferos em comparação ao dos répteis, ou por intensificação na complexidade da sua forma, como a extensa ramificação dos pulmões e bronquíolos, que se pode observar quando comparamos anfíbios a alguns répteis ou mamíferos, ou ainda redução em tamanho e complexidade, como a história de simplificação dos numerosos ossos em peixes nos poucos ossos do crânio dos mamíferos.Outros simplesmente parecem ser novos , mas estudos comparativos embriológicos e morfológicos mostram que eles não são.Exemplo, os ossos do ouvido médio de mamíferos são modificações de elementos mandibulares, que por sua vez são modificações dos elementos dos arcos branquiais dos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, uma vez que a maioria das características teve origem cedo na evolução, elas não precisam ser adicionadas de novo, e assim, quase toda macroevolução pode ser referida apenas como acumulação de pequenas variações, através de mecanismos bem conhecidos e documentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros casos onde há aparição de novidade morfológicas, tais eventos não são tão comuns e mais uma vez, vê-se que não há como comparar a mudança morfológica com a bioquímica.Por exemplo,tem-se órgãos homólogos seriados, aqueles que são repetidos dentro de um organismo e evoluem em número, posição e grande diferenciação de um em relação ao outro.Um exemplo disso é o número de vértebras nas cobras e o número de segmentos em artrópodes.Por fim, hoje se sabe da existência de genes reguladores que contém informação para produzir diversos fenótipos e mudar mecanismo de desenvolvimento inteiros que se estabelesceu ao longo de milhões de anos.Uma única substituição gênica na espécie Ambystoma mexicanum pode determinar se a metamorfose ocorrerá ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudanças que afetam o desenvolvimento não aumentam a necessidade de “grande quantidade de informação genética nova”, pelo contrário a diminuem. A diferença no comprimento numa perna entre dois vertebrados pode ser descrita em termos de dimensões dos ossos, músculos, vasos sanguíneos e nervos, mas os indivíduos não diferem nos locos distintos para cada uma dessas estruturas.Ao contrário, um sistema de controle altera em conjunto.Se uma alteração no comprimento da perna exigir uma mutação separada para cada um dos elementos da perna , a probabilidade de o indivíduo herdar a combinação de mutações necessárias para a formação da perna de tamanho maior , seria desprezivelmente pequena.Dada a integração no desenvolvimento, entretanto, a alteração nos elementos da perna torna-se não apenas teoricamente provável, quanto fisicamente observável.Um exemplo disso é a heterocronia,que são mudanças evolutivas no tempo de desenvolvimento de caracteres em um organismo ou a alometria que nada mais é que o crescimento diferencial de diferentes medidas de um organismo.Um exemplo do primeiro caso é vista na maturação a um tamanho pequeno em alguns crustáceos parasitas.O segundo caso é visto em asas de morcegos: o alongamento das falanges explicam sua forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as descrições técnicas dadas aqui não é mistério nenhum.Estão no capítulo 14 de &lt;em&gt;Biologia Evolutiva&lt;/em&gt;,2ª edição, intitulado &lt;em&gt;A Origem das Novidades Evolutivas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organismos podem evoluir significativamente até mesmo compartilhando o mesmo mecanismo de desenvolvimento linhagem-específico.Os dois casos citados anteriormente da evolução das asas borboletas (Nijout,1991) e das pulgas d´águas Daphnia (Ebert,1994) são dois ótimos exemplos.No primeiro caso, mutações que afetam o padrão das asas em borboletas somente produzem alterações nesse cenário, nunca nada de novo.O padrão de toda a asa consiste da repetição, com variação do padrão das células e estas podem ser controladas independentemente.No segundo caso, o crescimento descontínuo por meio de mudas combina-se com os limites de tamanho na maturação e com a variação ambiental para produzir conseqüências surpreendentes, revertendo à relação normal entre o tamanho ao nascimento e na maturidade.Muitas das diferenças morfológicas entre espécies intimamente aparentadas aparecem de mudanças dentro de um mesmo mecanismo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A importância das macromutações no processo evolutivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Os genes que controlam o desenvolvimento e finalmente influenciam o plano corporal tendem a encontrar a sua expressão bem cedo no desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um problema sério porque o embrião em desenvolvimento é muito sensível às primeiras mutações de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wallace Arthur escreveu: ‘Esses genes que controlam os processos iniciais de desenvolvimento importantes estão envolvidos no estabelecimento do plano básico corporal. As mutações nesses genes geralmente são extremamente desvantajosas e, é concebível, que elas sempre sejam assim.’ [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são as mutações necessárias para alterar planos corporais.Contudo, por décadas nós estamos estudando as mutações erradas. Pesquisadores lidando apenas com os genes estruturais (microevolução) lidam somente com a questão de como que os organismos sobrevivem do jeito que são (sobrevivência do mais apto), mas não nos diz como que vieram a ser do jeito que são (a origem do mais apto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optiz e Raft salientaram que: ‘A Síntese Moderna é uma realização extraordinária. Contudo, começando nos anos 1970, muitos biólogos começaram a questionar a sua adequação na explicação da evolução... A microevolução considera as adaptações que dizem respeito somente à sobrevivência do mais apto, e não à chegada do mais apto.’ [6]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linha Wallace Arthur destacam: ‘Numa abordagem explícita de desenvolvimento [embrionário] é claro que muitas mudanças tardias não podem se acumular para darem origem à uma antiga. Assim, se organismos taxonomicamente distantes diferem já no início de sua embriogênese, como freqüentemente é o caso, as mutações envolvidas na sua divergência evolutiva não envolveram os mesmo genes como aquelas envolvidas num evento típico de especiação.’ [7]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir o dilema atual, a mudança morfológica significativa exige mutações de desenvolvimento iniciais. Mas essas mutações são quase que universalmente desvantajosas.A microevolução, apesar de sua presença em livros-texto como prova ortodoxa do ‘fato’ da evolução, na verdade nos diz muito pouco sobre o processo evolutivo.Se essas mutações de desenvolvimento que podem oferecer um benefício actual são tão raras, então a macroevolução deveria ser esperada como um imenso processo lento e difícil."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia que a mudança morfológica significativa necessita essencialmente de mutações de desenvolvimento iniciais está completamente errada.Uma maneira de se medir a taxa de evolução de caracteres é o "darwin", que representa uma mudança de um fator de e (a base dos logaritmos naturais, 2,718) por milhões de anos.A seleção artificial em experimentos de laboratório já alteraram caracteres em até 200.000 darwins durante períodos curtos.Só para efeito de comparação a taxa média de mudança da altura dos molares dos cavalos no Terciário foi de 40 milidarwins (Futuyma,1992.p.420).Cavalos evoluíram de ancestrais de tamanho de um cão, há 50 milhões de anos atrás, mas a taxa média foi tão vagarosa que só pode ser explicada por seleção direcional muito fraca, ou pela deriva genética.Esse é um exemplo onde todas as mudanças morfológicas podem ser explicadas pela teoria neodarwinista de microevolução.Outro caso é que guppies de Trinidad e Tobago tiveram um acréscimo de 14% no tamanho corpóreo devido a seleção natural em míseros 11 anos, com alteração da idade e tamanho na maturidade (Reznick et al.,1990).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto as "mutações morfológicas",elas já foram observadas.Existe até exemplo de mutação que foi responsável pelo aparecimento de multicelularidade em algas unicelulares (Boraas et al., 1998).Há também exemplo de mutações em locis de traços quantitativos que afetam a morfologia de flores de duas espécies estreitamente aparentadas de plantas (Bradshaw et al., 1998).Outras mutações parecem está correlacionadas com o histórico evolutivo de certas espécies.Por exemplo, a mutação do gene que codifica a proteína MYH16 é responsável pela diferença entre o tamanho do músculo temporal em humanos e macacos grandes, algo que facilitou a evolução de um crânio que suporta um cérebro maior (Carroll,2006,p.242).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, biólogos podem fazer descrições genéticas de diferenças fenotípicas e de modelos matemáticos de mudanças na forma ,como o crescimento alométrico.Em casos como tamanho corpóreo,número de cerdas abdominais de uma mosca,habilidade competitiva e velocidade de corrida são traços da história da vida são influenciados por mais de um gene e nenhum dos alelos envolvidos possui um efeito forte o suficiente para criar um fenótipo facilmente reconhecível.Eles são investigados pela genética quantitativa, que tem modelos matemáticos que determinam a parte da variação genética de um traço que responde a seleção, e essa parte é chamada de herdabilidade.quando a herdabilidade é 1, o traço apresenta o mesmo valor nos descendentes; quando a herdabilidade é zero, o traço não responderá a seleção.As herdabilidades de 1.120 estimativas mostram que a maioria dos traços da história da vida, fisiologia , comportamento e morfologia que foi investigada responde a seleção (Stearns &amp; Hoekstra,2003.p.154), assim não há absolutamente nenhum motivo para acreditar que a microevolução, "na verdade nos diz muito pouco sobre o processo evolutivo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a declaração de Raff e Opitz, é muito importante que se veja os termos empregados.&lt;br /&gt;Dobzhansky, Mayr, Simpson e outros formuladores da Síntese Moderna determinaram que a seleção natural, agindo sobre variações genéticas utilizadas por mecanismos mendelianos, é consistente com o fenômeno de evoluções de populações,de espécies, de grupos maiores e do registro fóssil.Eles não demonstraram que ela é suficiente.No momento em que a consistência foi estabelescida, alguns exageraram o estado lógico dos problemas, clamando suficiência, quando somente a consistência havia sido demonstrada.Um influxo de uma nova abordagem em biologia evolutiva-molecular, do desenvolvimento e ecologia- e o reconhecimento da complexidade na determinação dos fenótipos por meio da interação de mecanismos de desenvolvimento-trouxeram a biologia evolutiva para mais perto de um objetivo de suficiência lógica (Stearns &amp;amp; Hoekstra,2003.p.334).Curiosamente, Enézio não leu que a primeira frase do artigo de Optiz e Raff (vejam um trecho do artigo neste &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&amp;db=PubMed&amp;amp;list_uids=8605997&amp;dopt=Abstract"&gt;link da PubMed&lt;/a&gt;).Nela, eles afirmam que uma nova e mais robusta síntese evolutiva está emergindo para explicar a macroevolução tão bem quanto os eventos microevolucionários.Muito diferente do que ocorrem com a maioria dos criacionistas.Estes acreditam que as raças de cachorros não necessitam de um projetista, mas para outros casos a evolução sempre é bloqueada de alguma forma para causar mudanças significativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do artigo tenta convencer que as mudanças que alteram o desenvolvimento são quase que universalmente deletérias.Mas o que Wallace Arthur fala é que são aqueles que afetam os estágios iniciais do desenvolvimento.Mas como mudanças simples como o crescimento alométrico seriam classificadas assim?Na verdade, é possível encontrar até organismos que alteram o desenvolvimento, em resposta a um sinal ambiental específico com o mesmo genótipo.Essa habilidade de produzir mais de um fenótipo com o mesmo genótipo melhora o sucesso reprodutivo.Por exemplo, cracas do gênero Chthamalus crescem de forma encurvada, embora diminuindo a taxa reprodutiva.Se o molusco não está presente , as cracas desenvolvem em sua forma típica (Lively,1986).Outros exemplos de morfologias alternativas devido a respostas induzidas podem ser citados: árvores de bétulas desenvolvem folhas resistentes a herbivoria para combater a desfolhação por gafanhotos (Haukioja e Neuvonen, 1985) ; pulgas dágua do gênero Daphinia desenvolvem capacetes e espinhos pra se proteger de predadores (Dodson,1989).Não é difícil imaginar porque certos mecanismos de desenvolvimento linhagens-específicos evoluem.Até mesmo pequenas mudanças em genes de desenvolvimento ou em sua regulação causam mudanças relativamente significativas no organismo adulto (Shapiro et al., 2004).Dentre essas mudanças, existem as micromutações e as macromutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nega que macromutações ocorreram em eventos de origem de táxons elevados.Sobre esse assunto, uma importante descoberta do século passado foi a de que a maioria dos animais têm uma família de genes em comum, chamados Hox. Esses genes que controlam o desenvolvimento são altamente conservados em diferentes vertebrados.Os genes homólogos têm o mesmo papel no desenvolvimento em animais filogeneticamente muito separados e sua ordem no cromossomo correspondem à região do o qual exerce controle.Este domínio forma um fator de transcrição, um produto gênico que se liga ao DNA em um sítio específico e regula a expressão de genes daquele local.Uma das funções, por exemplo, é especificar uma região do corpo onde na qual a estrutura será formada.Muitas mutações nesses genes é a explicação para o padrão de órgãos homólogos seriados, aqueles que são repetidos dentro de um organismo e evoluem em número, posição e grande diferenciação de um em relação ao outro.Um exemplo disso é que quatro agrupamentos de Hox em vertebrados sugerem que evento de duplicação gênica entre os Agnatha e os Gnatostomados, associado ao surgimento das mandíbulas e das nadadeiras pareadas.E algumas diferenças nesses genes estão relacionados a diferenças na forma da espinha da coluna vertebral de uma variedade de animais.Por exemplo, o número de vértebras cervicais muda do camudongo para o ganso,devido a modificação na regulação do Hoxc6 e um gene controlador(Ridley,2006.p.605) Em drosófila, existem doze mutantes homeóticos produzem alterações que vão de mudanças de um ou dois segmentos, até a reversão total para padrões ancestrais semelhantes a miriápodos, o que sugere que os diversos planos corporais dos artrópodes em apêndices e segmentações, são variações que parecem ser o resultado de mudanças no Hox.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro caso, o mesmo grupo de genes inicia o desenvolvimento de membros e nadadeiras. Os dados embriologia experimental mostram que o início da evolução se encontra na atuação de genes chamados Sonic hedgehog.O Ouriço Sônico da Zona de Atividade Polarizante induz o sulco ectodérmico apical produzir um fator de crescimento, que por sua vez faz as células mesenquimáticas se multiplicarem.Sua realimentação faz o botão do membro crescer e, juntos, eles orientam a expressão dos genes Hox na Zona de Progresso.O padrão de expressão desses genes são essenciais para o desenvolvimento normal dos membros de tetrápodes, já que mutações nestes interuptores afetam o número e o tamanho dos ossos no membro (Carroll,2006).O Hoxd11 e Hoxd13 parece ter maior papel pronunciado nos tetrápodes, onde seu domínio nos membros em crescimento é mais amplo e assimétrico em relação a aqueles as nadadeiras de peixes (Clack,2006).Nos autopódios, existem três etapas de desenvolvimento , contra duas dos peixes.A terceira etapa da expressão dos Hox é uma novidade evolutiva dos primeiros.Os interruptores que regulam esta fase separados daqueles que separam as outras duas.De certo, um novo interruptor passou a atuar na nova parte distal do membro do embrião.As causas históricas para mudanças como essa estão abordadas nos livros de Zimmer, Clack e Carroll citados anteriormente.Na citada reportagem de Clack na Scientific American Brasil, ela analisa entre outras coisas que uma das espécies transicionais de peixes-tetrápodos, tinha uma morfologia que possibilitaria esse animal a flexionar parte de seu corpo para respirar ou ajudar o animal a ficar parado na água em posição de emboscada esperando uma presa, embora não fosse suficiente para caminhar.E que dados paleoambientais mostram que o ambiente onde esses animais viviam eram mal-oxigenados, o que favorecia mudanças como essa.O dedos, no caso,poderiam ter facilitado essa atividade,auxiliando numa melhor distribuição do peso acumulado nos membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não se poder negar que macromutações ocorreram em eventos como esse, a questão é que praticamente quase todos os biólogos evolutivos concordam é que elas não foram decisivas na produção da adaptação complexa e detalhada.Como as macromutações do alcance das que deram a origem as aletas lobulares em tetrápodos poderiam explicar a diferença de funcionalidade entre o pé do homem e o pé do chimpanzé?Só a seleção gradualista pode explicá-la , não o macromutacionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão importante que Enézio não sabe é que os genes que produzem as diferenças nos planos corporais não são os mesmos que regulam a sua forma.No caso do segundo, a alteração ocorre mais próxima ao fim do processo de desenvolvimento, e onde é menos provavelmente deletéria que mudanças no início do desenvolvimento.Por exemplo, o gene que inicia a formação de membros em diferentes filos (vertebrados e artrópodes) conservam profundas homologias, mas seus órgãos muito distintos indicam que não há homologia morfológica contínua.Porque a evolução conservaria por tantas centenas de milhões de anos o mesmo gene? A resposta para isso é que não se espera que os genes responsáveis pelos efeitos de desenvolvimento precoce mudem extremamente, porque até pequenas mudanças prematuras geralmente tem um efeito cascata e podem resultar em mudanças grandes no desenvolvimento posterior.E mudanças grandes geralmente resultam em mudanças deletérias.Assim, embora genes que iniciam a formação de um membro (chamado distaless) sejam conservados em diferentes filos, muitos genes que regulam sua forma não são.Atualmente, a biologia do desenvolvimento mostra através de experimentos envolvendo transplantes genéticos que os genes do desenvolvimento eram mais compartilhados que se supunha até antes da década de 90 (Stearns &amp; Hoekstra, 2003.p.126), principalmente aqueles responsáveis pela construção dos planos corporais básicos.Tanto no controle genético, no qual a evolução variou alguns poucos padrões para produzir diversas estruturas, quanto nos domínios protéicos, nos quais a evolução combinou um pequeno número de domínios para produzir uma grande gama de proteínas, a surpresa foi à descoberta da simplicidade sob a complexidade aparente.Ainda é necessário salientar que nem todas mudanças em aspectos prematuros do desenvolvimento tem repercussões posteriormente, como a diferença nas concentrações de gemas de ovos de répteis e anfíbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que macromutações viáveis devem ser extremamente raras em comparação a micromutações viáveis, mas as primeiras não precisam ser tão frequentes para podermos explicar a maioria das diferenças morfológicas entre as espécies e também para serem capazes de mudar significativamente o curso da evolução.E eu me refiro a mutações viáveis e não em mutações que "podem oferecer um benefício atual" , porque essa expressão não faz sentido em um contexto macroevolutivo.A variação genética de um traço depende do ambiente no qual ela é medida.Por isso, é que nunca veremos um peixe de águas profundas com proto-membros.Entretanto, as mutações que criaram as aletas lobulares na mão dos tetrápodes teriam todo motivo para se fixar em peixes que viviam em ambientes mal-oxigenados há mais de 350 milhões de anos atrás.É provável que o número de mutações viáveis que apareceram não tivesse sido grande, mas dado que existe uma variação herdável e que ela esteja correlacionada ao sucesso reprodutivo, a evolução ocorre.Por isso que biólogos evolutivos nunca estão convencidos das dificuldades alegadas pelos criacionistas.Uma mutação , mesma que seja rara, pode se disseminar rapidamente se a seleção natural está atuando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Explosão cambriana e as taxas de mutação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"A taxa de mutação, definitivamente, é um grande problema. Susumo Ohno destaca que ‘ainda leva 10 milhões de anos para que ocorra 1% de mudança nas seqüências de bases de DNA... [A] emergência de quase todos os filos existentes do Reino Animalia dentro do espaço de tempo de 6-10 milhões de anos não pode ser explicada possivelmente pela divergência mutacional das funções individuais de gene.’ [8]"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A argumentação de Susuno Ohno é o motivo para se rejeitar uma versão extrema da "teoria da transição rápida” , que diz que próximo do fim do cambriano, os filos não eram nem de longe tão distintos entre si, quanto é atualmente.Uma visão radical dessa hipótese seria totalmente absurda, porque não &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;há absolutamente nenhuma evidência para se defender que quase todos os filos se originaram nesse intervalo de tempo,e isso já foi esclarecido aqui:&lt;a href="http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/03/parte-4exploso-cambriana.html"&gt;Ícones da Anti-Evolução-Parte 4:Explosão Cambriana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;A evolução das restrições de desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"A surpreendente explosão de planos corporais no início do Cambriano e a falta de novos planos corporais significantes desde o Cambriano indicam: há um limite para mudanças.O biólogo de desenvolvimento Rudolf Raff, evolucionista, disse à revista ‘Time’ há mais de dez anos: ‘Deve haver limites à mudança. Afinal de contas, nós já temos estes mesmo planos corporais antigos há 500 milhões de anos.’ [9]. Talvez esses limites de mudanças sejam mais comuns e geneticamente determinados do que nós suspeitamos."&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A maneira como é chamado "planos corporais" pelo autor do artigo é um mito.Um exemplo que esclarece isso é que os primeiros artrópodes nem de longe se pareciam mais com um gafanhoto que um animal pré-cambriano chamado Spriggina, (um lobópodo, considerado uma transição entre vermes e artrópodes).Dois animais do mesmo filo, e teoricamente com o mesmo "plano corporal", não poderia ser mais distantes entre si que um animal de outro filo,segundo essa definição de "plano corporal".E muitas novidades morfológicas, como o celoma (inexistente em 13 dos 32 filos animais) aparecem há 600 milhões de ans atrás.Mesmo que os filos tenham se diversificado num tempo relativamente curto não há nenhuma razão para acreditar que o último ancestral comum de dois filos deu origem a duas espécies que não eram do mesmo gênero.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Além disso, o ancestral comum de filos radicalmente distintos não poderiam ser parecidos com nada conhecido atualmente, exceto vermes , o que amplia mais o mito em torno do termo "plano corpóreo dos filos".&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mas isso já está esclarecido no artigo "Ícones da Anti-Evolução".&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A falta de novos planos corporais que distiguem os filos como evidência de limites para mudanças é um absurdo completo, tanto quanto se um jardineiro dissesse: "Não é estranho que nenhum ramo aparece nessa árvore há muitos anos?Hoje em dia, todos os novos crescimentos parecem se dá em nível de raminhos."Há dezenas de milhões de anos uma ordem nova não aparece, há mais de 150 milhões de anos uma classe nova não aparece, há meio bilhão de ano um filo novo não aparece e um reino novo não aparece há quase um bilhão de anos.Alguma surpresa nisso? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aqui há uma citação ingênua das palavras de Raff.As restrições de desenvolvimento existem de 500 milhões de anos para cá, porque os organismos evoluíram a canalização de desenvolvimento dos traços.A&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;s restrições de desenvolvimento atuam quando uma característica vantajosa é causada por alelos cujos efeitos pleiotrópicos sobre outros caracteres são altamente deletérios.Uma prova disso é que a variação genética não expressa forma a base de caracteres fenotipicamente invariáveis.Um exemplo de uma canalização que evoluiu nos últimos 500 milhões de anos foi o traço “cinco dígitos”, que é perfeitamente canalizado em répteis e mamíferos.Em outros tetrápodos, essa canalização não existe, como na salamandra de quatro dedos, Hemidactylium. scutatum.Só há rompimento da canalização quando a variação ambiental ou genética é extrema, revelando que tais variações escondidas porque simplesmente não eram expressas (Stearns &amp;amp; Hoekstra, 2003.p.61).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correlação genética entre caracteres, que os impossibilitam de evoluir independentemente, constitui outra forma de restrição de desenvolvimento que evolui.Se caracteres forem sujeitos a um sistema de controle hierárquico, de forma a desenvolverem em grupos integrados, irá haver menos caracteres independentes, e, portanto, menores erros no desenvolvimento. A teoria da integração morfológica já foi testada experimentalmente em macacos rhesus (Futuyma,1992.p.461).Assim, a menor integração morfológica entre caracteres explicaria ao menos em parte porque que os genomas (estrutura gênica) dos animais do cambriano não seriam firmemente regulados como os animais modernos, e, por conseguinte, teriam maior liberdade para mudanças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Biólogos do desenvolvimento acreditam que a canalização do desenvolvimento produz consequências na evolução posterior, de modo que os organismos que evoluíram certos mecanismos de desenvolvimento evoluírão sob limites semelhantes. Isso ajuda a entender porque muitas espécies aparentadas compartilham "planos corporais".Só caricaturistas do Darwinismo crêem que os biólogos evolutivos acreditam que um organismo é um barro perfeitamente maleável, esperando uma poderosa seleção natural atuar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boraas, M. E., D. B. Seale and J. E. Boxhorn. (1998). Phagotrophy by a flagellate selects for colonial prey: A possible origin of multicellularity. Evolutionary Ecology 12: 153-164.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bradshaw, H. D., Otto, K. G., Frewen, B. E., McKay, J. K. and Schemske, D. W. (1998). Quantitative trait loci affecting differences in floral morphology between two species of monkeyflower (Mimulus). Genetics, V149(N1): 367-382. Link: &lt;a title="Bibliography reference link" href="http://www.genetics.org/cgi/content/full/149/1/367" target="_blank"&gt;http://www.genetics.org/cgi/content/full/149/1/367&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Carroll, S. B.(2006).Infinitas Formas de Grande Beleza.Jorge Zahar Editor,Rio de Janeiro-RJ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clack, J.A. (2006).Com Pés Em Terra Firme.Scientific American Brasil, Edição nº 44.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coyne, J. (2005). A fé que não tem coragem de se mostrar: O processo contra o "desígnio inteligente". The New Republic -22 e 29 de Agosto de 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dawkins, R. (2001).O Relojoeiro Cego: A Teoria da Evolução contra o Desígnio Divino.Editora Companhia das Letras, São Paulo-SP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dawkins, R. (2006).A Escalada do Monte Improvável: Uma Defesa da Teoria da Evolução.Editora Companhia das Letras, São Paulo-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denton,M.(1998).Nature's Destiny : How the Laws of Biology Reveal Purpose in the Universe. Free Press.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dodson,S.I.(1989). Predator-induced reaction norms. BioScience 39:447-452.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuyma, D. J. (1992). Biologia Evolutiva, 2ª edição.Sociedade Brasileira de Genética &amp;amp; CNPq, Ribeirão Preto-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haukioja E. and Neuvonen,S.(1985).Induced long-term resistance of birch foliage against defoliators: defensive or incidental? Ecology 66:1303–1308.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lively, C.M.(1986).Predator-induced shell dimorphism in the acorn barnacle Chthamalus anisopoma. Evolution 40:858-864.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reznick, D. A., Bryga, H. and Endler, J. A.(1990).Experimentally induced life-history evolution in a natural population. Nature 346, 357-359.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ridley, M. (2006).Evolução, 3 ª edição, Editora Artmed, Porto Alegre-RS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shapiro M. D., et al.(2004).Genetic and developmental basis of evolutionary pelvic reduction in threespine sticklebacks. Nature 428: 717-723.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shimeld, S.M. et al.(2005).Urochordate βγ-crystallin and the evolutionary origin of the vertebrate eye lens. Current Biology 15: 1684-1689.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stearns S.C. e Hoekstra, R.F. (2003).Evolução: Uma Introdução.Atheneu Editora São Paulo, São Paulo-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zimmer, C. (1999).A Beira D’água: Macroevolução e a Transformação da Vida, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro-RJ.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-114583057903864339?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/114583057903864339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=114583057903864339' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114583057903864339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114583057903864339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/04/biologia-do-desenvolvimento-e-origem.html' title='Biologia do Desenvolvimento e a Origem das Novidades Evolutivas'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-114582502591574793</id><published>2006-04-23T13:09:00.000-07:00</published><updated>2007-01-03T17:49:42.830-08:00</updated><title type='text'>Ícones do Criacionismo "Científico"</title><content type='html'>Depois de apresentar as evidências da macroevolução e da descendência comum no artigo &lt;em&gt;Ícones da Anti-Evolução&lt;/em&gt;, enumero as linhas de evidências as quais abordei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Classificação Hierárquica Taxonômica&lt;br /&gt;2-Código Genético Universal&lt;br /&gt;3-Morfologia Comparativa&lt;br /&gt;4-Parahomologia anatômica&lt;br /&gt;5-Atavismos&lt;br /&gt;6-Biologia do Desenvolvimento Comparativa&lt;br /&gt;7-Estudos Comparativos Bioquímicos e Genéticos&lt;br /&gt;8-Convergência de Filogenias Independentes (Morfologia e Bioquímica)&lt;br /&gt;9-Formas Transicionais&lt;br /&gt;10-Congruência da Cronologia dos Ancestrais Comuns (Filogenia e Estratigrafia)&lt;br /&gt;11-Mudança Morfológica&lt;br /&gt;12-Mudança Genética&lt;br /&gt;13-Eventos de Especiação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este artigo acrescento outros dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14-Órgãos vestigiais&lt;br /&gt;15-Biogeografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, utilizarei as críticas da a principal representante do Criacionismo Científico no Brasil, a microbióloga Dra. Márcia de Oliveira, sobre essas duas linhas de evidências evolutivas.A primeira citação vem de seu artigo &lt;a href="http://origins.swau.edu/papers/evol/marcia2/indexp.html"&gt;"Existem evidências da evolução?"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e a segunda citação vem de um traduzido por ela e é intitulado &lt;a href="http://origins.swau.edu/papers/evol/gibson/defaultp.html"&gt;"Problemas biológicos na evolução"&lt;/a&gt; , de Jim Gibson.O nome do site onde estão diversos artigos antievolucionistas e sobre o criacionismo se chama Centro de Pesquisa da História da Terra, e este é o seu link: &lt;a href="http://origins.swau.edu/defaultp.html"&gt;http://origins.swau.edu/defaultp.html&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000000;"&gt;Órgãos Vestigiais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“Órgãos vestigiais são órgãos existentes no homem, bem como em outros animais, e que são considerados como vestígios inúteis de estruturas que foram úteis em um estágio evolutivo anterior. Na virada do século foi feita uma longa lista de órgãos vestigiais em mamíferos. Esta lista foi considerada uma evidência convincente da megaevolução. Mais de 80 órgãos estavam nesta lista, que incluía a tireóide, o timo, as glândulas pituitárias, o lobo olfativo do cérebro, o ouvido médio, as amígdalas e o apêndice. Hoje já se sabe que todos estes órgãos tem funções úteis e, não raro, essenciais. Mas na época em que a lista foi feita, ninguém sabia que funções eles tinham. À medida em que foram feitos estudos pelos fisiologistas, esta lista foi encolhendo. Atualmente já se mostrou que a maioria dos órgão chamados vestigiais, especialmente no homem, tem uso definido e não são, de forma alguma, atrofiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica usada para se determinar se um órgão é vestigial deve ser analisada cuidadosamente. Se não conhecemos a função de algo, ele se torna um candidato a órgão vestigial. A fraqueza desse argumento é que, quanto mais conhecemos, maior é a chance de que iremos aprender as funções para estes órgãos supostamente vestigiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apêndice humano era rotineiramente removido em cirurgias pelos médicos, porque ele parecia não ter utilidade e freqüentemente causava problemas. Agora já se sabe que ele faz parte do sistema imunológico. Realmente acontecem casos de doença no apêndice e, quando ele se infecciona, precisa ser removido. Entretanto, uma pessoa estará melhor se ficar com seu apêndice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as vértebras caudais fusionadas (cóccix) do homem são inúteis? Atualmente, esta pequena estrutura tem uma função muito importante como ponto de ligação para os músculos que permitem que fiquemos de pé (e que também fornecem amortecimento quando nos sentamos). De modo algum elas podem ser consideradas vestigiais. A via embriológica que produz uma cauda em outros mamíferos produz em nós uma estrutura muito importante. Será que isso ocorreu pela evolução, ou foi projetado por um Criador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músculos segmentares no abdômen são importantes para curvarem o nosso corpo e para manter o tônus da parede abdominal. Que estes músculos tenham vindo de um ancestral é pura conjectura, e não evidência pró ou contra a evolução ou a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que existem músculos ligados à nossas orelhas? Alguns desejam chamá-los de vestígios genuínos, enquanto que outros dizem que eles dão forma a nossa cabeça ou sustentam nossas orelhas. São necessárias mais informações para que se possa decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros posteriores das baleias são ossos isolados que estão imersos no tecido. Eles são considerados pelos evolucionistas como vestígios de órgãos posteriores verdadeiros que existiam nos ancestrais terrestres da baleia. Porém , eles têm uma função definida: são o ponto de ligação de músculos do sistema reprodutor. Os criacionistas podem argumentar que Deus modificou as instruções genéticas de membros posteriores para produzir estas estruturas que servem para uma função única.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrutura vestigial não é sinônimo de “órgão sem função”.É apenas um caráter reduzido e incipientemente desenvolvido comparado a uma mesma estrutura complexa existente em outro organismo.São traços de ancestralidade dos sistemas biológicos que evoluem e ao passar do tempo sofrem perda ou diminuição de sua função original, devido a novas pressões seletivas.Não há nenhuma declaração de Darwin no livro &lt;em&gt;A Origem das Espécies&lt;/em&gt; que associe órgão vestigial à ausência de funcionalidade.Veja esse trecho do capítulo 13, em que ele fala que uma estrutura vestigial pode ser rudimentar para certa finalidade e ser completamente funcional para outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um órgão, servindo para dois propósitos, pode tornar-se rudimentar ou completamente abortado para um, mesmo para o propósito mais importante, e permanecer perfeitamente eficiente para o outro. Dessa forma, em plantas, a função do pistilo é a de permitir os tubos de pólen alcançarem os óvulos protegidos no ovário em sua base. O pistilo consiste de um estame suportado no estilete; mas em algumas Compositae, as floretas masculinas, que é claro que não podem ser fecundadas, têm um pistilo, que está em um estágio rudimentar, por não possuir um estigma; mas o estilete permanece bem desenvolvido, e é vestido com cabelos como em outros compositae, para o propósito de escovar o pólen para fora dos anteras à volta. Novamente, um órgão pode tornar-se rudimentar para o seu próprio propósito, e ser usado para um objetivo distinto: em certos peixes a bexiga natatória parece ser rudimentar para essa específica função de dar flutuabilidade, mas tornou-se convertida em um órgão respiratório ou pulmão emergente. Outros exemplos similares poderiam ser dados.” (Darwin,1859).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um outro exemplo, o apêndice é um órgão faz parte do tecido digestivo em mamíferos e que em muitos mamíferos representa a parte final de uma estrutura chamada ceco, e onde abriga microorganismos mutualísticos que promovem a digestão da celulose.Desde que ela não tem função como parte do sistema digestivo em humanos, ela é uma parte vestigial deste sistema.Do ponto de vista teológico, poderia se argumentar que ela tem funcionalidade como abrigo de células do sistema imunológico, mas o argumento fica comprometido porque se trata de uma relação custo-benefício duvidosa.Desde a presença deste órgão é responsável pela apendicite em 7% da população em algum momento das suas vidas (Hardin,1999), não faz sentido a existência de um órgão incipientemente desenvolvido para esta função e que sua retirada por procedimentos cirúrgicos não causa nenhum prejuízo ao indivíduo.A justificação para esse design sub-ótimo de um criador inteligente jamais seria sondável empiricamente e desta forma não se trata de uma alegação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, existem órgãos sem qualquer funcionalidade conhecida.Esse é caso dos ossos pélvicos vestigiais das cobras Phytons, de olhos vestigiais dos peixes Astyanax mexicanus (apenas um caso de peixes carvenícolas ou de fossas abissais que de alguma forma não enxergam) e das asas rudimentares de besouros de ilhas oceânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam que os aspectos de vestigialidade são baseados em evidência positiva.Função é um processo físico realizado por um órgão que é necessário para a reprodução bem sucedida de um organismo num ambiente específico (Theobald,2004).Dado que tanto sucesso reprodutivo quanto viabilidade podem ser observados e medidos quantitativamente, então são dados positivos quando detectamos a ausência de efeito significante da presença de um órgão em um dado ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se eu digo que tal órgão não tem função ou é apenas rudimentar, estou fazendo uma declaração vazia.Mas ela fornece uma predição.Que é sobre os caracteres vestigiais que são permitidos e os aqueles que são impossíveis para qualquer espécie dada.Os caracteres derivados compartilhados não-vestigiais determinam a filogenia e as características de antepassados comuns preditos.Assim, cobras têm pélvis vestigiais porque eles são classificados como répteis, um grupo onde tal caractere é amplamente difundido.Entretanto, nenhum mamífero deve ser encontrado com penas vestigiais. Nenhum primata deve sempre ser encontrado com os chifres vestigiais ou as asas degeneradas como as que existem em avestruzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Biogeografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“A distribuição geográfica restrita de grupos de espécies endêmicas é explicada pela ancestralidade comum. Grupos de espécies semelhantes são freqüentemente restritos a uma região geográfica particular; exemplos – cangurus, preguiças, lêmures, antílopes africanos. A presença dessas espécies juntas, e sua ausência em outras regiões, seria explicada se elas tivessem se diversificado, a partir de um ancestral comum, naquela região.&lt;br /&gt;(...)As distribuições geográficas coincidem com a ancestralidade comum só nas categorias taxonômicas inferiores. Grupos endêmicos são mais comuns ao nível de Família ou níveis mais baixos. Poucas Ordens são endêmicas a uma região particular. Assim, ancestralidade comum é sugerida primariamente entre membros de famílias e gêneros. Por exemplo, a família da preguiça é restrita à América tropical e seus membros podem realmente compartilhar uma ancestralidade comum. A Ordem Edentata (que inclui as preguiças, tatus e tamanduás) é uma das poucas Ordens viventes que apresenta uma distribuição geográfica restrita. Todos os membros viventes da Ordem Edentata são restritos à América tropical (exceto um tipo de tatu que vive no sul dos Estados Unidos). Entretanto, o fóssil de um provável edentado (um tamanduá) foi encontrado na Alemanha, mostrando que, aparentemente, o grupo já existiu em outros lugares. A existência de numerosos grupos distintos com distribuições mundiais pode ser explicada como resultado de ancestralidades separadas.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta linha de evidência refere-se à distribuição geográfica de espécies aparentadas morfologicamente como um resultado de ancestralidade compartilhada.Como a formação de uma nova espécie acontece não somente na dimensão do tempo, mas também em dimensões espaciais, os antepassados comuns originam em uma posição geográfica particular. Assim, o fato de as espécies aparentadas morfologicamente não estarem distribuídas uniformemente no globo é algo que podemos esperar, caso a evolução esteja certa.Para grupos mais amplos a evolução prediz justamente o contrário: as espécies devem está extensamente dispersas; entretanto se elas não estiverem, isso é causado pela existência de barreiras geográficas que reprime o potencial de dispersão.O que dizer da existência dos lêmures, primatas de cinco famílias de que existem naturalmente apenas no Madagascar? Já os mamíferos das Américas do Norte e do Sul evoluíram independentemente por estarem em isolamento por muito tempo e isso só teve fim à aproximadamente três milhões de anos atrás durante o aparecimento do istmo do Panamá.Populações dos dois continentes migraram pelo istmo, porque tatu, porco-espinho, e opossum -- mamíferos de origem sul americana --migraram para o norte.O porco-espinho norte-americano Erethizon dorsatum é de gênero diferente dos sul-americanos (Futuyma,1992.p.405), mas que explicação melhor para sua existência que a postular que ele teve um ancestral sul-americano, uma vez que porcos-espinhos inexistiam na América do Norte até poucos milhões de anos atrás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de alguns padrões de biogeografia serem explicados pela tectônica das placas, outros necessitam de explicações exclusivamente pela dispersão.Este é o caso dos Elephantidae e dos Camelidae, que mostram fósseis evidenciando sua dispersão para vários continentes.Eles evoluíram depois quando os continentes já estavam bem separados.Os Camelidae surgiram na América do Norte no Eoceno e no Pleistoceno já haviam se dispersado pela Eurásia (através da ponte de Bering) e para a América do Sul através do istmo centro-americano.Atualmente estes animais só existem no norte da África, na Ásia e na América do Sul.Já os Elephantidae surgiram na África e dispersaram pela Eurásia e chegaram na América do Norte pela ponte de Bering.Isto é confirmado tanto pelos fósseis que confirmam sua dispersão pela Eurásia, quanto pela presença de mamutes na América do Norte até alguns tempos atrás.Existem outros exemplos que são explicados pelo registro fóssil e pela dispersão.Exemplo, os primeiros marsupiais surgiram na América, ainda quando este continente fazia parte do complexo América-Antártida-Austrália.Os marsupiais chegaram a Austrália vindo através da Antártida, como mostram fósseis de marsupiais desse continente.A partir daí, período Plio-Plestoceno, a América do Sul já estava separada da Antártida e a Antártida da Austrália.Os marsupiais australianos se diferenciaram totalmente dos que existiam na América do Sul e da Antártida. Ainda sobre os marsupiais, um já falecido paleontólogo analisou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por que todos os grandes mamíferos da Austrália devem ser marsupiais, a não ser por descenderem de um ancestral comum, isolado naquela ilha-continente? Os marsupiais não são 'melhores', ou idealmente adequados, para a Austrália; muitos foram exterminados pelos mamíferos placentários, importados pelos humanos de outros continentes." (Gould,1981).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no conhecimento da distribuição das espécies e no seu potencial de dispersão nunca esperaríamos encontrar elefantes em distantes ilhas do Pacífico, a família vegetal australiana Myrtaceae na América, cactos indígenos americanos na Austrália, fósseis de Australopithecus na América ou as espécies aparentadas distribuídas uniformemente ao redor do globo. Esses achados entrariam em conflito com a teoria da descendência comum universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Dra. Márcia, o que poderia dizer sobre algo que entraria em conflito com o Criacionismo?Será que os lêmures foram deixados por Noé em Madagascar?E o que dizer da família vegetal Myrtaceae, que é endêmica da Austrália? O criacionismo postularia a macroevolução de famílias ou simplesmente adotaria teorias ad hoc baseados em trechos bíblicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Referências:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darwin, C.(1859). &lt;a href="http://www.literature.org/authors/darwin-charles/the-origin-of-species/index.html"&gt;The Origin of Species&lt;/a&gt; :Chapter 13 - Mutual Affinities of Organic Beings: Morphology: Embryology: Rudimentary Organs: &lt;a href="http://www.literature.org/authors/darwin-charles/the-origin-of-species/chapter-13.html"&gt;http://www.literature.org/authors/darwin-charles/the-origin-of-species/chapter-13.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuyma, D. J. (1992). Biologia Evolutiva, 2ª edição.Sociedade Brasileira de Genética &amp; CNPq, Ribeirão Preto-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gould, S.J. (1981).Evolution as Fact ant Theory. Discover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hardin, D. M. Jr. (1999). Acute appendicitis: review and update. American Family Physician 60(7): 2027-2034.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Theobald, Douglas L. "29+ Evidences for Macroevolution: The Scientific Case for Common Descent." The Talk.Origins Archive. Vers. 2.83. 2004. 12 Jan, 2004 &lt;http://www.talkorigins.org/faqs/comdesc/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wikipedia: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lemur"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/Lemur&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22063467-114582502591574793?l=biologiaevolutiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/feeds/114582502591574793/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22063467&amp;postID=114582502591574793' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114582502591574793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22063467/posts/default/114582502591574793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biologiaevolutiva.blogspot.com/2006/04/cones-do-criacionismo-cientfico.html' title='Ícones do Criacionismo &quot;Científico&quot;'/><author><name>espectro109</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14381297999937918435</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22063467.post-114523202002728377</id><published>2006-04-16T16:55:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T18:31:24.829-07:00</updated><title type='text'>Parte 10:O Status do Neodarwinismo</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;"Apesar disso, os livros-texto de biologia continuam apresentando esses pilares como 'fatos científicos incontestes' da evolução. Esse é o 'modus operandi' da Nomenklatura científica - promove, defende e mantém a Teoria Geral da Evolução (TGE ) como teoria científica, pela distorção, falsificação e até supressão da verdade dessas evidências. O que isso implica sobre os padrões científicos epistemológicos e éticos? Quem já falsificou um [Haeckel], falsificou dois [o Homem de Piltdown], falsificou três [as mariposas de Manchester], falsifica ad infinitum??? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Stephen Jay Gould pronunciou a síntese neodarwinista 'efetivamente morta, apesar de sua persistência como ortodoxia de livros-texto [de Biologia]'&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa citação de Gould é um ícone de uma citação seletiva oportunista.Ao que chama de "efetivamente morto", Gould se refere meramente a Teoria do Gradualismo Filético e a teoria de especiação de Ernst Mayr:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I well remember how the synthetic theory beguiled me with its unifying power when I was a graduate student in the mid-1960's. Since then I have been watching it slowly unravel as a universal description of evolution. The molecular assault came first, followed quickly by renewed &lt;strong&gt;attention to unorthodox theories of speciation and by challenges at the level of macroevolution itself&lt;/strong&gt;. I have been reluctant to admit it-- since beguiling is often forever-- &lt;strong&gt;but if Mayr's characterization of the synthetic theory is accurate, then that theory, as a general proposition&lt;/strong&gt;, is effectively dead, despite its persistence as textbook orthodoxy."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam também esta citação comentada no&lt;a href="http://wiki.cotch.net/index.php/Gould_on_synthetic_theory_being_dead#Misquote"&gt; link da Wikipédia&lt;/a&gt; . A validade da síntese neodarwinista ou mesmo ser neodarwinista não depende de qual padrão de evolução filética que seja mais comum.Biólogos defensores da Teoria do Equilíbrio Pontuado também são gradualistas, porque essa teoria do gradualismo defendida por Darwin em nada fala sobre tempo ou taxas de evolução.As mudanças registrada nos fósseis podem ser geologicamente rápidas, e ainda assim ser geneticamente graduais.Darwin não defendia o Gradualismo Filético (ver Dawkins em &lt;em&gt;O Relojoeiro Cego&lt;/em&gt; e Mayr em &lt;em&gt;One Long Argument&lt;/em&gt;).O mesmo Gould demonstra que a caracterização de Mayr da síntese neodarwinista não a invalida, já que em 1982 disse que a teoria evolutiva se encontrava em expansão, desta vez se referindo ao darwinismo que ele não considera "efetivamente morto".Ver a citação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gould S.J.(1982).Darwinism and the expansion of evolutionary theory.Science 216:380-387.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Gould que usa a teoria do efeito do fundador, teoria sobre modo de especiação chamado alopatria (ambas foram criadas por Ernst Mayr) e tenta usar conceitos teóricos da genética de populações para fundamentar suas teses sobre mudanças acima do nível de espécie.A teoria do gradualismo filético e a teoria do equilíbrio pontuado não são teorias opostas, nem excludentes (ver parte 9 do artigo).A teoria do Equilíbrio Pontuado está para síntese neodarwinista, o que teoria do caos está para a mecânica newtoniana.O alarde com essa declaração de Gould é análogo ao de se um cético das leis de Newton se empolgasse ao ouvir essa retórica exagerada de um teórico do caos como essa: "Se a descrição por Newton da mecânica é acurada, a mecânica newtoniana está efetivamente morta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, analisaremos a acusação de os cientistas "promovem, defendem e mantém" a Teoria Geral da Evolução pela falsificação.Vimos nos artigos anteriores que os diagramas de Haeckel e a Lei Biogenética em nada se relaciona com Darwinismo e o Neodarwinismo.Ainda assim, existe muita evidência a favor da evolução por parte da embriologia comparativa.A segunda alegação de fraude é falsa, e mesmo que fosse verdadeira não invalidaria as conclusões obtidas de forma independente por outros pesquisadores sobre o fenômeno de melanismo industrial.A de fraude de Piltdown também é citada, mas 
